Ainda há lodo no cais: Comprimido no Pingo Doce e supositório no Continente

01-10-2009
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Medicamentos sem necessidade de receita à venda, por exemplo, em supermercados, não choca, mesmo justificado com a acessibilidade dos medicamentos. A oposição a Sócrates não deve, por isso, ser platónica...Porém, num País em que o consumo de medicamentos e a auto-medicação sobem, por um lado, e em que os índices cívicos são baixos, por outro, deixar ao livre arbítrio do consumidor e à ética do comerciante a gestão de fármacos não sei se não será uma ideia peregrina. Convenhamos, at~e por tradição cultural, a nossa sociedade não é anglo-saxónica (nos EUA e na Grã-Bretanha aplica-se este regime) e, logo, é menos auto-regulada (atente-se nos eufemismos...).Acresce que me parece que haveria coisas bem mais importante que falar de aspirinas e supositórios em dia de tomada de posse. Mesmo no domínio da saúde, investigação para achar curas, listas de espera, comparticipações, eutanásia e centenas de outros tópicos podiam fazer crescer a esperança no XVII Governo.A menos que... Bem, a menos que se trate de uma discreta guerra aos lóbis e corporações. Primeiro, os media arredados da constituição do Executivo e a tomada de posse sem salamaleques e graxa dos directores-gerais e deputados de 3ª linha.Agora, a poderosa indústria que gravita em torno da saúde?...Se assim for, "tou nessa"!


Medicamentos sem necessidade de receita à venda, por exemplo, em supermercados, não choca, mesmo justificado com a acessibilidade dos medicamentos. A oposição a Sócrates não deve, por isso, ser platónica...Porém, num País em que o consumo de medicamentos e a auto-medicação sobem, por um lado, e em que os índices cívicos são baixos, por outro, deixar ao livre arbítrio do consumidor e à ética do comerciante a gestão de fármacos não sei se não será uma ideia peregrina. Convenhamos, at~e por tradição cultural, a nossa sociedade não é anglo-saxónica (nos EUA e na Grã-Bretanha aplica-se este regime) e, logo, é menos auto-regulada (atente-se nos eufemismos...).Acresce que me parece que haveria coisas bem mais importante que falar de aspirinas e supositórios em dia de tomada de posse. Mesmo no domínio da saúde, investigação para achar curas, listas de espera, comparticipações, eutanásia e centenas de outros tópicos podiam fazer crescer a esperança no XVII Governo.A menos que... Bem, a menos que se trate de uma discreta guerra aos lóbis e corporações. Primeiro, os media arredados da constituição do Executivo e a tomada de posse sem salamaleques e graxa dos directores-gerais e deputados de 3ª linha.Agora, a poderosa indústria que gravita em torno da saúde?...Se assim for, "tou nessa"!

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