Ainda há lodo no cais: Boas notícias

27-06-2009
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Não falo pelo lado pessoal, pois não devemos regozijar-nos com o sofrimento de qualquer ser humano, por muito facínora que seja. Todavia, este primeiro aperitivo de uma Cuba pós-Fidel dá esperança a uma população - a que não teve a sorte de desembarcar em Miami - que tem sido vítima de uma anacrónica e miserável experiência comunista, com contornos de devaneio pessoal e de narcisismo. Não se enganem os cultores da aura pseudo-romântica do comparsa de Che: depois dele, o regime não durará muito... O que também pode pensar-se é um meio de evitar que a "nova" Havana venha a ser o recreio (reparem no eufemismo...) americano, que era com Fulgêncio Baptista, ainda que, uma vez abertas as comportas da liberdade, sejam de esperar tempos de excesso. Nota final para repara a condescendência com que os media continuam a tratar o tirano. A mesma que não tiveram para com Pinochet... Em todo o caso, mesmo quando não imparciais, são boas notícias.


Não falo pelo lado pessoal, pois não devemos regozijar-nos com o sofrimento de qualquer ser humano, por muito facínora que seja. Todavia, este primeiro aperitivo de uma Cuba pós-Fidel dá esperança a uma população - a que não teve a sorte de desembarcar em Miami - que tem sido vítima de uma anacrónica e miserável experiência comunista, com contornos de devaneio pessoal e de narcisismo. Não se enganem os cultores da aura pseudo-romântica do comparsa de Che: depois dele, o regime não durará muito... O que também pode pensar-se é um meio de evitar que a "nova" Havana venha a ser o recreio (reparem no eufemismo...) americano, que era com Fulgêncio Baptista, ainda que, uma vez abertas as comportas da liberdade, sejam de esperar tempos de excesso. Nota final para repara a condescendência com que os media continuam a tratar o tirano. A mesma que não tiveram para com Pinochet... Em todo o caso, mesmo quando não imparciais, são boas notícias.

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