NOVA FRENTE

01-10-2009
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Cumpri três dias de jejum blogosférico. Arrogo-me, por isso, o direito de pecar — que a penitência foi dura e prolongada.Assisti na quinta-feira ao Portugal-Inglaterra. A prova definitiva de que a selecção chamada portuguesa é um 'misto luso-brasileiro', como já lhe chamei neste blogue para grande escândalo dos patriotas de serviço, foi dada no final do jogo pelo sr. Scolari, que passeou uma bandeira do Brasil pelo relvado. Ninguém quis comentar o facto. Os jornalistas, sempre tão atentos, emudeceram. Se calhar, acham normal. Eu não acho.Da bola à política (ou melhor: do escrete ao escroto), anda tudo numa roda viva. Arrumada que foi a Invencível Cambada, o assunto do momento é a partida de Durão Barroso para Bruxelas. Depois de desmandar dois anos em Portugal, querem pô-lo a desgovernar os 25 países da União Europeia. (E a gente emigra para onde?...) É-me indiferente que o próximo primeiro-ministro seja o dr. Santana Lopes, ou o dr. Ferro Rodrigues, ou o dr. Vale e Azevedo, ou o dr. Braga Gonçalves, ou a Santa da Ladeira (empossada a título póstumo). Estou-me nas tintas. Todos diferentes, todos iguais.Escrevo estas linhas ao som da música das festas ditas populares. Numa das canções, um sujeito de voz duvidosa canta que "romarias de Verão, é o que a mocidade quer, para ter uma mulher e roçar até mais não"; outro alarve, de voz mais roufenha, implora: "Pensa em mim, chore por mim, liga p´ra mim, não liga p´ra ele..."Ser português é um peso na consciência.

Cumpri três dias de jejum blogosférico. Arrogo-me, por isso, o direito de pecar — que a penitência foi dura e prolongada.Assisti na quinta-feira ao Portugal-Inglaterra. A prova definitiva de que a selecção chamada portuguesa é um 'misto luso-brasileiro', como já lhe chamei neste blogue para grande escândalo dos patriotas de serviço, foi dada no final do jogo pelo sr. Scolari, que passeou uma bandeira do Brasil pelo relvado. Ninguém quis comentar o facto. Os jornalistas, sempre tão atentos, emudeceram. Se calhar, acham normal. Eu não acho.Da bola à política (ou melhor: do escrete ao escroto), anda tudo numa roda viva. Arrumada que foi a Invencível Cambada, o assunto do momento é a partida de Durão Barroso para Bruxelas. Depois de desmandar dois anos em Portugal, querem pô-lo a desgovernar os 25 países da União Europeia. (E a gente emigra para onde?...) É-me indiferente que o próximo primeiro-ministro seja o dr. Santana Lopes, ou o dr. Ferro Rodrigues, ou o dr. Vale e Azevedo, ou o dr. Braga Gonçalves, ou a Santa da Ladeira (empossada a título póstumo). Estou-me nas tintas. Todos diferentes, todos iguais.Escrevo estas linhas ao som da música das festas ditas populares. Numa das canções, um sujeito de voz duvidosa canta que "romarias de Verão, é o que a mocidade quer, para ter uma mulher e roçar até mais não"; outro alarve, de voz mais roufenha, implora: "Pensa em mim, chore por mim, liga p´ra mim, não liga p´ra ele..."Ser português é um peso na consciência.

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