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Pensava, na minha inocência, que o revisionismo histórico era uma especialidade dos extremistas de direita. Vejo agora, pelo filme "Era uma vez um arrastão", que é uma especialidade dos extremistas. Ponto final. Nesta curta-metragem, Diana Andringa, conhecida jornalista afecta ao Bloco de Esquerda, passa vinte minutos a transmitir montagens de peças jornalísticas, acompanhadas a rap, na tentativa de fazer o espectador acreditar que o Arrastão de Carcavelos nunca aconteceu, antes foi uma fabricação dos media, impregnados do lobby neo-nazi e nacionalista (esse poderosíssimo lobby junto da nossa comunicação social!). Boa tentativa, Dianuxa!
Ao ver este filme, já se adivinham as próximas obras da Historiografia Bloquista:
- "A Culpa é das Torres Gémeas", livro de 846 páginas, da autoria de Fernando Rosas, em que o autor cita fontes como os Evangelhos Apócrifos de São Tozé, revelados pelo próprio perante um grupo limitado de seguidores num snack-bar da Rinchoa, para provar que o 11 de Setembro não foi um ataque aéreo contra as torres do World Trade Center, mas sim um ataque das torres (símbolo do grande capital monopolista) contra dois aviões que inocentemente passavam por perto, levando uma pequena excursão de elementos do Clube de Campismo de Kabul. Além disso, as torres desrespeitavam a altura máxima prevista no Plano Director Municipal de Manhattan e estavam construídas na zona povoada por uma colónia de 30 ratazanas paraguaias na época da migração anual para acasalamento (pós-fácio de João Sá Fernandes contando como propôs várias providências cautelares para que parassem a obra e, simultaneamente, anunciando a sua candidatura a mayor de NYC).
- "O Rei vai nu!... E com uma linda coroa de plumas de flamingo cor de rosa", da autoria de Boaventura Sousa Santos, que revela a homossexualidade do nosso Pai da Nacionalidade D. Afonso Henriques, que lutava pela causa de criar um país onde os gays, lésbicas e transgenders pudessem caminhar livremente de mãos dadas, casar e adoptar crianças. Toda a guerra contra os Mouros não foi contra o povo muçulmano em si, cujo direito à diferença o nosso rei respeitava, como homem moderno e tolerante que era (D. Afonso era aliás, grande admirador da cultura árabe e um dia mandou o seu amigo Martim Moniz à cidade moura de Lisboa comprar uns bugos de haxixe marroquino, mas sem querer entalaram-no na porta, e desde então a zona de Lisboa conhecida pela sua infinita mourama e chiribitis vendidos às abertas dá pelo nome de Martim Moniz). Era apenas contra alguns mais fanáticos e violentos que tinham o mau hábito de discriminar as mulheres e de mergulhar os genitais dos homossexuais em azeite a ferver, o que no século XII poderia ser bastante desagradável, sobretudo no final de um dia stressante com problemas com o pagamento das prestações do leasing do cavalo e depois de se ter levado com um balde de excrementos em cima, lançado de uma janela, durante a hora do almoço.
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Pensava, na minha inocência, que o revisionismo histórico era uma especialidade dos extremistas de direita. Vejo agora, pelo filme "Era uma vez um arrastão", que é uma especialidade dos extremistas. Ponto final. Nesta curta-metragem, Diana Andringa, conhecida jornalista afecta ao Bloco de Esquerda, passa vinte minutos a transmitir montagens de peças jornalísticas, acompanhadas a rap, na tentativa de fazer o espectador acreditar que o Arrastão de Carcavelos nunca aconteceu, antes foi uma fabricação dos media, impregnados do lobby neo-nazi e nacionalista (esse poderosíssimo lobby junto da nossa comunicação social!). Boa tentativa, Dianuxa!
Ao ver este filme, já se adivinham as próximas obras da Historiografia Bloquista:
- "A Culpa é das Torres Gémeas", livro de 846 páginas, da autoria de Fernando Rosas, em que o autor cita fontes como os Evangelhos Apócrifos de São Tozé, revelados pelo próprio perante um grupo limitado de seguidores num snack-bar da Rinchoa, para provar que o 11 de Setembro não foi um ataque aéreo contra as torres do World Trade Center, mas sim um ataque das torres (símbolo do grande capital monopolista) contra dois aviões que inocentemente passavam por perto, levando uma pequena excursão de elementos do Clube de Campismo de Kabul. Além disso, as torres desrespeitavam a altura máxima prevista no Plano Director Municipal de Manhattan e estavam construídas na zona povoada por uma colónia de 30 ratazanas paraguaias na época da migração anual para acasalamento (pós-fácio de João Sá Fernandes contando como propôs várias providências cautelares para que parassem a obra e, simultaneamente, anunciando a sua candidatura a mayor de NYC).
- "O Rei vai nu!... E com uma linda coroa de plumas de flamingo cor de rosa", da autoria de Boaventura Sousa Santos, que revela a homossexualidade do nosso Pai da Nacionalidade D. Afonso Henriques, que lutava pela causa de criar um país onde os gays, lésbicas e transgenders pudessem caminhar livremente de mãos dadas, casar e adoptar crianças. Toda a guerra contra os Mouros não foi contra o povo muçulmano em si, cujo direito à diferença o nosso rei respeitava, como homem moderno e tolerante que era (D. Afonso era aliás, grande admirador da cultura árabe e um dia mandou o seu amigo Martim Moniz à cidade moura de Lisboa comprar uns bugos de haxixe marroquino, mas sem querer entalaram-no na porta, e desde então a zona de Lisboa conhecida pela sua infinita mourama e chiribitis vendidos às abertas dá pelo nome de Martim Moniz). Era apenas contra alguns mais fanáticos e violentos que tinham o mau hábito de discriminar as mulheres e de mergulhar os genitais dos homossexuais em azeite a ferver, o que no século XII poderia ser bastante desagradável, sobretudo no final de um dia stressante com problemas com o pagamento das prestações do leasing do cavalo e depois de se ter levado com um balde de excrementos em cima, lançado de uma janela, durante a hora do almoço.