descrita: constituição europeia

20-07-2005
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Ontem ao final da tarde fui assistir ao debate sobre o tratado da constituição europeia, realizado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, entre Mário Soares e Fernando Rosas. O meu objectivo era ajudar a afastar a névoa que ainda me paira sobre tal tratado. Ainda não o li, é certo, somente umas súmulas e uns apanhados sem grande interesse que apenas serviram para adensar a dúvida. O debate, como seria de esperar, não foi esclarecedor. Serviu pelo menos para tirar uma conclusão, o que já não é mau de todo. O sim e o não, não são branco nem preto. Aliás, a resposta à pergunta mais simples que nos vai ser feita em referendo, nunca será de simples leitura, a começar pelos votos dos dois intervenientes no debate. Como ficou ontem explícito, ambos têm uma visão muito próxima do que deve ser a Europa, só que Mário Soares vai votar sim no referendo, e Fernando Rosas vota não. Estes dois votos contrários estão mais próximos do que, por exemplo, o sim de José Sócrates e o sim de Paulo Portas (será que ele vai mesmo votar sim?). O não de Jerónimo de Sousa não tem qualquer razão de semelhança com o não de Manuel Monteiro.Confuso, não? Confuso sim.

Ontem ao final da tarde fui assistir ao debate sobre o tratado da constituição europeia, realizado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, entre Mário Soares e Fernando Rosas. O meu objectivo era ajudar a afastar a névoa que ainda me paira sobre tal tratado. Ainda não o li, é certo, somente umas súmulas e uns apanhados sem grande interesse que apenas serviram para adensar a dúvida. O debate, como seria de esperar, não foi esclarecedor. Serviu pelo menos para tirar uma conclusão, o que já não é mau de todo. O sim e o não, não são branco nem preto. Aliás, a resposta à pergunta mais simples que nos vai ser feita em referendo, nunca será de simples leitura, a começar pelos votos dos dois intervenientes no debate. Como ficou ontem explícito, ambos têm uma visão muito próxima do que deve ser a Europa, só que Mário Soares vai votar sim no referendo, e Fernando Rosas vota não. Estes dois votos contrários estão mais próximos do que, por exemplo, o sim de José Sócrates e o sim de Paulo Portas (será que ele vai mesmo votar sim?). O não de Jerónimo de Sousa não tem qualquer razão de semelhança com o não de Manuel Monteiro.Confuso, não? Confuso sim.

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