Profi Trolls: Quando ressonar é pecado

29-06-2009
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Eu ressono! Sou alguém que, durante a noite, simula na perfeição quer o aterrar, quer o descolar de aviões, em pleno aeroporto da Portela. A patroa até pensa que poderia ser um número com o qual eu poderia ganhar a vida. Quem sabe fazer carreira. No entanto nunca fui apreciador de transportes colectivos de passageiros.Voltando ao que interessa. É por demais irritante pedir a alguém para ressonar menos. É o mesmo que pedir a um cego para montar um lego pelas instruções. Ou pedir a um arrumador para manter um ar lavado. Ou pedir ao Joaquim Monchique para se vestir como um homem. Ou pedir a quem compra o Expresso para não ter um ombro mais descaído que outro. Enfim, acho que já me fiz entender. O ressonar não é voluntário. É como se o semáforo ficasse verde e fôssemos taxistas: apita-se! É algo que não se controla. É mais forte que nós. Para alcançarem a dimensão do fenómeno, basta pensar que o Manuel Maria Carrilho tem um ressonar ainda maior que o seu ego.Contudo, se realmente incomoda assim tanto “alguém com quem partilho um quarto” – atenção, não falo da cama – posso sempre deixar de respirar. Desta forma, não só não atura o meu ressonar, como garantidamente não me atura no dia seguinte.PS1: Este texto, em momento algum, se dirige à minha patroa. Ser aliás a quem muito devo por ainda aturar a pujança dos meus decibéis nocturnos, com o mínimo queixume.PS2: É verdade que ressono bastante alto porque eu próprio chego a acordar devido ao meu “espectáculo”!


Eu ressono! Sou alguém que, durante a noite, simula na perfeição quer o aterrar, quer o descolar de aviões, em pleno aeroporto da Portela. A patroa até pensa que poderia ser um número com o qual eu poderia ganhar a vida. Quem sabe fazer carreira. No entanto nunca fui apreciador de transportes colectivos de passageiros.Voltando ao que interessa. É por demais irritante pedir a alguém para ressonar menos. É o mesmo que pedir a um cego para montar um lego pelas instruções. Ou pedir a um arrumador para manter um ar lavado. Ou pedir ao Joaquim Monchique para se vestir como um homem. Ou pedir a quem compra o Expresso para não ter um ombro mais descaído que outro. Enfim, acho que já me fiz entender. O ressonar não é voluntário. É como se o semáforo ficasse verde e fôssemos taxistas: apita-se! É algo que não se controla. É mais forte que nós. Para alcançarem a dimensão do fenómeno, basta pensar que o Manuel Maria Carrilho tem um ressonar ainda maior que o seu ego.Contudo, se realmente incomoda assim tanto “alguém com quem partilho um quarto” – atenção, não falo da cama – posso sempre deixar de respirar. Desta forma, não só não atura o meu ressonar, como garantidamente não me atura no dia seguinte.PS1: Este texto, em momento algum, se dirige à minha patroa. Ser aliás a quem muito devo por ainda aturar a pujança dos meus decibéis nocturnos, com o mínimo queixume.PS2: É verdade que ressono bastante alto porque eu próprio chego a acordar devido ao meu “espectáculo”!

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