Sá Fernandes (14 valores). Começou mal, com os tiques moralistas habituais do Bloco, mas melhorou quando deixou de utilizar a expressão “eu denunciei”. Excelente no capítulo dos transportes, insistindo na necessidade de criar redes de eléctricos modernos no centro de Lisboa. Confirmou uma imagem de independência e de paixão pela cidade.Ruben de Carvalho (16). Uma agradável surpresa. Doseou uma fina ironia com a apresentação de propostas sérias, valorizando o capital humano da Câmara – quando Telmo Correia enxovalhava os funcionários. Muito bem ao relevar a importância de a Câmara não ser tomada de assalto pelo poder central, numa crítica à deriva autoritária de Costa. Helena Roseta (13). Uma ligeira desilusão. Bom início, trazendo para a mesa o tema da cidadania e do necessário envolvimento dos cidadãos na política municipal. Igualmente positivo o apelo ao entendimento entre os candidatos. Pena que tenha batido tantas vezes nessa tecla, e sobretudo que tenha sido tão vaga em relação aos projectos urbanistas para Lisboa. Uma pessoa da sua experiência na área deveria ter sido mais objectiva e arrojada.António Costa (8). Um desastre. O estilo arrogante é insuportável: um semblante de estadista postiço, um sorrisinho sarcástico e pose de vencedor antecipado. As propostas são o triunfo da vacuidade: é preciso uma cidade “amigável” e um executivo “rigoroso”. Insistiu na ideia de que a cidade tem tudo a ganhar com um aeroporto longínquo (ao menos é original). Voltou a utilizar o argumento hipócrita de que pode resolver os problemas financeiros devido ao bom entendimento com o Governo, e voltou a pedir uma “maioria absoluta”. A julgar pelo que se viu, vai sim continuar a obter uma minoria cada vez mais absoluta.Carmona Rodrigues (10). Decidiu não atacar Negrão, para ultrapassar a imagem de um político ressentido. Contudo, a abordagem aos problemas financeiros foi péssima, procurando justificar o injustificável, ao traçar um cenário em pleno divórcio com a realidade. Falou do passado, das propostas do passado, das ideias do passado. Ficou a dúvida sobre como pretende corrigir os (muitos) erros destes últimos anos.Fernando Negrão (10). Sensaborão. Parece sério, honesto, racional, mas continua a ser um peixe fora de água. Esteve bem ao considerar a Portela fundamental para o desenvolvimento do turismo, mas as suas propostas sobre a mobilidade foram surrealistas (vários parques de estacionamento na Baixa para resolver o problema do trânsito???). Foi demasiado brando para com Costa e teve várias tiradas absolutamente inócuas.Telmo Correia (14). Péssimo início, com críticas demagógicas sobre o número de assessores de Carmona, seguido de uma diatribe contra os funcionários da Câmara. Melhorou progressivamente, e foi o que melhor falou sobre os problemas da segurança, do turismo e (espantemo-nos!) do ambiente. O mais acutilante dos intervenientes, foi também o autor da frase da noite, ao afirmar que “António Costa saiu do Governo, mas o Governo não saiu dele”.Etiquetas: eleições Lisboa, política portuguesa
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Sá Fernandes (14 valores). Começou mal, com os tiques moralistas habituais do Bloco, mas melhorou quando deixou de utilizar a expressão “eu denunciei”. Excelente no capítulo dos transportes, insistindo na necessidade de criar redes de eléctricos modernos no centro de Lisboa. Confirmou uma imagem de independência e de paixão pela cidade.Ruben de Carvalho (16). Uma agradável surpresa. Doseou uma fina ironia com a apresentação de propostas sérias, valorizando o capital humano da Câmara – quando Telmo Correia enxovalhava os funcionários. Muito bem ao relevar a importância de a Câmara não ser tomada de assalto pelo poder central, numa crítica à deriva autoritária de Costa. Helena Roseta (13). Uma ligeira desilusão. Bom início, trazendo para a mesa o tema da cidadania e do necessário envolvimento dos cidadãos na política municipal. Igualmente positivo o apelo ao entendimento entre os candidatos. Pena que tenha batido tantas vezes nessa tecla, e sobretudo que tenha sido tão vaga em relação aos projectos urbanistas para Lisboa. Uma pessoa da sua experiência na área deveria ter sido mais objectiva e arrojada.António Costa (8). Um desastre. O estilo arrogante é insuportável: um semblante de estadista postiço, um sorrisinho sarcástico e pose de vencedor antecipado. As propostas são o triunfo da vacuidade: é preciso uma cidade “amigável” e um executivo “rigoroso”. Insistiu na ideia de que a cidade tem tudo a ganhar com um aeroporto longínquo (ao menos é original). Voltou a utilizar o argumento hipócrita de que pode resolver os problemas financeiros devido ao bom entendimento com o Governo, e voltou a pedir uma “maioria absoluta”. A julgar pelo que se viu, vai sim continuar a obter uma minoria cada vez mais absoluta.Carmona Rodrigues (10). Decidiu não atacar Negrão, para ultrapassar a imagem de um político ressentido. Contudo, a abordagem aos problemas financeiros foi péssima, procurando justificar o injustificável, ao traçar um cenário em pleno divórcio com a realidade. Falou do passado, das propostas do passado, das ideias do passado. Ficou a dúvida sobre como pretende corrigir os (muitos) erros destes últimos anos.Fernando Negrão (10). Sensaborão. Parece sério, honesto, racional, mas continua a ser um peixe fora de água. Esteve bem ao considerar a Portela fundamental para o desenvolvimento do turismo, mas as suas propostas sobre a mobilidade foram surrealistas (vários parques de estacionamento na Baixa para resolver o problema do trânsito???). Foi demasiado brando para com Costa e teve várias tiradas absolutamente inócuas.Telmo Correia (14). Péssimo início, com críticas demagógicas sobre o número de assessores de Carmona, seguido de uma diatribe contra os funcionários da Câmara. Melhorou progressivamente, e foi o que melhor falou sobre os problemas da segurança, do turismo e (espantemo-nos!) do ambiente. O mais acutilante dos intervenientes, foi também o autor da frase da noite, ao afirmar que “António Costa saiu do Governo, mas o Governo não saiu dele”.Etiquetas: eleições Lisboa, política portuguesa