A ti AF, a minha saudade.Último soneto"Que rosas fugitivas foste ali:Requeriam-te os tapetes – e vieste...– Se me dói hoje o bem que me fizeste,É justo, porque muito te devi. Em que seda de afagos me envolviQuando entraste, nas tardes que apareceste –Como fui de percal quando me desteTua boca a beijar, que remordi... Pensei que fosse o meu o teu cansaço –Que seria entre nós um longo abraçoO tédio que, tão esbelta, te curvava... E fugiste... Que importa ? Se deixasteA lembrança violeta que animaste,Onde a minha saudade a Cor se trava?..."Paris - dezembro 1915Mário de Sá-CarneiroPoemas CompletosEdição Fernando Cabral MartinsAssírio & Alvim2001A gerência
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A ti AF, a minha saudade.Último soneto"Que rosas fugitivas foste ali:Requeriam-te os tapetes – e vieste...– Se me dói hoje o bem que me fizeste,É justo, porque muito te devi. Em que seda de afagos me envolviQuando entraste, nas tardes que apareceste –Como fui de percal quando me desteTua boca a beijar, que remordi... Pensei que fosse o meu o teu cansaço –Que seria entre nós um longo abraçoO tédio que, tão esbelta, te curvava... E fugiste... Que importa ? Se deixasteA lembrança violeta que animaste,Onde a minha saudade a Cor se trava?..."Paris - dezembro 1915Mário de Sá-CarneiroPoemas CompletosEdição Fernando Cabral MartinsAssírio & Alvim2001A gerência