UMA REFERÊNCIA NA INFORMAÇÃO ALPIARCENSE: Os falsos amigos do meu primo Alfredo

29-09-2009
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Artigo de OpiniãoPor: Mariana TeixeiraO Alfredo que meu primo foi aproximadamente vinte anos sempre foi uma pessoa irrequieta e desde pequena que me lembro dele dizer «quando for grande quero ser rico». A profecia realizou-se para este meu parente num espaço curto e rápido demais.Deveria ter perto dos vinte anos quando começou a fazer umas negociatas – para mim um pouco ilícitas – mas o certo que arranjou uma fortuna excessiva para com a idade que tinha, dando a quem não tinha e pagando a quem andava junto dele ou se aproximava quando se encostava ao balcão, criando assim a imagem exterior que: «não deve andar fazer coisa boa» a não ser que lhe tivesse caído «alguma pipa de massa em casa» sem ninguém saber.Nunca acreditei nesta possibilidade. Para mim os lucros deveriam vir de algum expediente ou como cheguei a ouvir dizer: «vendia carros velhos por novos. Quem perdesse o motor pelo caminho que se cuidasse».Sabia, porque lhe diziam os mais chegados, que a maioria destes seus amigos eram todos «uns penduras vivendo e saboreando os prazeres à custa do Alfredo».Pouco se importava porque o dinheiro lhe devia cair do céu. Também sabia que quando voltava as costas, os que à sua custa comiam e bebiam, diziam mal da sua pessoa a «torto e a direito» como inventavam as origens dos lucros com base em coisas que não passava pela cabeça de ninguém (ex: até disseram que tinha uma oficina para os “confins do mundo” na proximidade de uma curva para nesta despejar um óleo qualquer, de maneira a que as viaturas quando circulavam pela proximidade ficassem logo encalhadas seguindo de seguida, tipo de empurrão, para a oficina cobrando depois tudo e mais alguma coisa pela ocupação do espaço. Só fazia desconto àqueles que na sua oficina mandassem arranjar a viatura).Se tinham ou não razão, desconheço porque quando lhe perguntava como levava a vida de abundância, sem trabalhar para ninguém e sem negócios que dessem à costa, a resposta era sempre a mesma «não te rales que é problema meu». Acrescentava-lhe: «é que ouço dizer tanta coisa de ti». Logo me respondia: «as pessoas são umas ingratas. Damos-lhe tudo e nunca estão satisfeitas. Mas lhes damos mais querem».E assim, a minha pessoa de tanto ouvir dizer mal dele e da resposta repetida que me dava, deixei de me preocupar com ele.Infortúnio da vida: faleceu subitamente. Tinha 23 anos e cheio de pujança para a vida.Após o funeral e passadas as horas de dor, o falecido passou a ser «o maior do mundo». Os que gozavam à custa da sua carteira lamentavam-se.Isto faz-me lembrar os “acessores políticos” e outros do género quando são requisitados pelos políticos, deixando assim os seus empregos fixos por uma missão temporária julgam-se logo “donos do mundo”. Passam a agir de uma forma autoritária como se o emprego fosse vitalício.Entregam-se então de corpo e alma a prestar vassalagem a quem o considerou de «confiança politica» sujeitando ao regime do silêncio a da colaboração do «menos claro» macerando muitas vezes o «funcionário de carreira» a quem não permite o mais pequeno comentário desagradável para quem neles manda.No exterior, o requisitador não é “Deus” ou um santo qualquer porque este tipo de divinos não se devem meter nestas coisas, pelo menos que eu tenha conhecimento, mas passam a ter o mesmo valor, quando às vezes todos sabemos que «nem para lá caminha».Passado algum tempo e quando descobrem por motivos alheios que o serviço «não é que julgavam» começam a contrariar ou opinar quem neles manda, esquecendo-se que estão para «trabalhar, colaborar, bufar, informar e outras coisas mais».Com o tempo deve-lhes dar algum «sinal no interior da alma» para abrirem os olhos que «afinal o meio político é onde existe a maior ingratidão». Neste momento começou o tempo a ser cronometrado para assinar a «caducidade do termo de requisição».Quando despejados daquilo em que foram empossados, no exterior e nas costas de quem não gostava ser contrariado, dizem aquilo que foi a razão do «despedimento» e as histórias de maldizer que nunca existiram mas ditas pelo “sábio” que até foi «braço-direito» passam a ser verdade.Apregoam aos quatro-ventos que o ideólogo e pensante mais não era que um pequeno «ditador ou patife» sempre pronto a mandar «fazer a cama a quem lhe oponha».Pensava eu que só pessoas como o meu primo – confesso não era boa praça – passou de «homens de negociatas estranhas» a ser um”santo”. Mas hoje reconheço que tenho andava enganada a este respeito.Confesso que na verdade sou mesmo uma ingénua e inexperiente nestes meandros. «Coitado de fulano…» (um safado até morrer) mas agora que bateu a bota «foi um santo «e até ajudava os mais necessitados».A serem «santos» deixem-me ir é para o Inferno.Todos os direitos reservados. O leitor não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida autorização do autor.


Artigo de OpiniãoPor: Mariana TeixeiraO Alfredo que meu primo foi aproximadamente vinte anos sempre foi uma pessoa irrequieta e desde pequena que me lembro dele dizer «quando for grande quero ser rico». A profecia realizou-se para este meu parente num espaço curto e rápido demais.Deveria ter perto dos vinte anos quando começou a fazer umas negociatas – para mim um pouco ilícitas – mas o certo que arranjou uma fortuna excessiva para com a idade que tinha, dando a quem não tinha e pagando a quem andava junto dele ou se aproximava quando se encostava ao balcão, criando assim a imagem exterior que: «não deve andar fazer coisa boa» a não ser que lhe tivesse caído «alguma pipa de massa em casa» sem ninguém saber.Nunca acreditei nesta possibilidade. Para mim os lucros deveriam vir de algum expediente ou como cheguei a ouvir dizer: «vendia carros velhos por novos. Quem perdesse o motor pelo caminho que se cuidasse».Sabia, porque lhe diziam os mais chegados, que a maioria destes seus amigos eram todos «uns penduras vivendo e saboreando os prazeres à custa do Alfredo».Pouco se importava porque o dinheiro lhe devia cair do céu. Também sabia que quando voltava as costas, os que à sua custa comiam e bebiam, diziam mal da sua pessoa a «torto e a direito» como inventavam as origens dos lucros com base em coisas que não passava pela cabeça de ninguém (ex: até disseram que tinha uma oficina para os “confins do mundo” na proximidade de uma curva para nesta despejar um óleo qualquer, de maneira a que as viaturas quando circulavam pela proximidade ficassem logo encalhadas seguindo de seguida, tipo de empurrão, para a oficina cobrando depois tudo e mais alguma coisa pela ocupação do espaço. Só fazia desconto àqueles que na sua oficina mandassem arranjar a viatura).Se tinham ou não razão, desconheço porque quando lhe perguntava como levava a vida de abundância, sem trabalhar para ninguém e sem negócios que dessem à costa, a resposta era sempre a mesma «não te rales que é problema meu». Acrescentava-lhe: «é que ouço dizer tanta coisa de ti». Logo me respondia: «as pessoas são umas ingratas. Damos-lhe tudo e nunca estão satisfeitas. Mas lhes damos mais querem».E assim, a minha pessoa de tanto ouvir dizer mal dele e da resposta repetida que me dava, deixei de me preocupar com ele.Infortúnio da vida: faleceu subitamente. Tinha 23 anos e cheio de pujança para a vida.Após o funeral e passadas as horas de dor, o falecido passou a ser «o maior do mundo». Os que gozavam à custa da sua carteira lamentavam-se.Isto faz-me lembrar os “acessores políticos” e outros do género quando são requisitados pelos políticos, deixando assim os seus empregos fixos por uma missão temporária julgam-se logo “donos do mundo”. Passam a agir de uma forma autoritária como se o emprego fosse vitalício.Entregam-se então de corpo e alma a prestar vassalagem a quem o considerou de «confiança politica» sujeitando ao regime do silêncio a da colaboração do «menos claro» macerando muitas vezes o «funcionário de carreira» a quem não permite o mais pequeno comentário desagradável para quem neles manda.No exterior, o requisitador não é “Deus” ou um santo qualquer porque este tipo de divinos não se devem meter nestas coisas, pelo menos que eu tenha conhecimento, mas passam a ter o mesmo valor, quando às vezes todos sabemos que «nem para lá caminha».Passado algum tempo e quando descobrem por motivos alheios que o serviço «não é que julgavam» começam a contrariar ou opinar quem neles manda, esquecendo-se que estão para «trabalhar, colaborar, bufar, informar e outras coisas mais».Com o tempo deve-lhes dar algum «sinal no interior da alma» para abrirem os olhos que «afinal o meio político é onde existe a maior ingratidão». Neste momento começou o tempo a ser cronometrado para assinar a «caducidade do termo de requisição».Quando despejados daquilo em que foram empossados, no exterior e nas costas de quem não gostava ser contrariado, dizem aquilo que foi a razão do «despedimento» e as histórias de maldizer que nunca existiram mas ditas pelo “sábio” que até foi «braço-direito» passam a ser verdade.Apregoam aos quatro-ventos que o ideólogo e pensante mais não era que um pequeno «ditador ou patife» sempre pronto a mandar «fazer a cama a quem lhe oponha».Pensava eu que só pessoas como o meu primo – confesso não era boa praça – passou de «homens de negociatas estranhas» a ser um”santo”. Mas hoje reconheço que tenho andava enganada a este respeito.Confesso que na verdade sou mesmo uma ingénua e inexperiente nestes meandros. «Coitado de fulano…» (um safado até morrer) mas agora que bateu a bota «foi um santo «e até ajudava os mais necessitados».A serem «santos» deixem-me ir é para o Inferno.Todos os direitos reservados. O leitor não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida autorização do autor.

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