AECOPS

25-10-2008
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Uma obra "bilionária" A Construtora do Tâmega e a CME têm o ano ganho; tiveram a oportunidade das suas vidas, quando lhes foi adjudicada a empreitada de desnivelamento da Avenida Duarte Pacheco, da Rua Joaquim António Aguiar e da Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, inserida na construção do túnel do Marquês, o qual, por seu lado, tem sido alvo de fortes críticas. Ainda esta semana o advogado José Sá Fernandes reclamava a suspensão da obra, invocando a sua ilegalidade, por falta de projecto de execução.

Mas voltando à empreitada em causa. É fácil compreender por que aquelas duas construtoras podem relaxar o resto do ano: é que a obra foi-lhes entregue, nada mais, nada menos, do que por 18,7 mil milhões de euros, o equivalente a cerca de 3,7 mil milhões de contos, segundo revela o cartaz afixado na zona pela Câmara Municipal de Lisboa, a promotora da mesma. Ora, este valor é metade do Orçamento do Estado português para 2004, é superior em quase três mil milhões de euros ao próprio PIDDAC para 2004 (5,8 mil milhões) e em 17,9 mil milhões ao orçamento da Câmara Municipal de Lisboa para 2004 (770 milhões de euros). Vale a pena perguntar como a CML vai conseguir pagar a obra; será desta que todo o seu património vai ser alienado?

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Uma obra "bilionária" A Construtora do Tâmega e a CME têm o ano ganho; tiveram a oportunidade das suas vidas, quando lhes foi adjudicada a empreitada de desnivelamento da Avenida Duarte Pacheco, da Rua Joaquim António Aguiar e da Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, inserida na construção do túnel do Marquês, o qual, por seu lado, tem sido alvo de fortes críticas. Ainda esta semana o advogado José Sá Fernandes reclamava a suspensão da obra, invocando a sua ilegalidade, por falta de projecto de execução.

Mas voltando à empreitada em causa. É fácil compreender por que aquelas duas construtoras podem relaxar o resto do ano: é que a obra foi-lhes entregue, nada mais, nada menos, do que por 18,7 mil milhões de euros, o equivalente a cerca de 3,7 mil milhões de contos, segundo revela o cartaz afixado na zona pela Câmara Municipal de Lisboa, a promotora da mesma. Ora, este valor é metade do Orçamento do Estado português para 2004, é superior em quase três mil milhões de euros ao próprio PIDDAC para 2004 (5,8 mil milhões) e em 17,9 mil milhões ao orçamento da Câmara Municipal de Lisboa para 2004 (770 milhões de euros). Vale a pena perguntar como a CML vai conseguir pagar a obra; será desta que todo o seu património vai ser alienado?

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