O homem afinal ainda pensa...
Eu nunca fui muito "à bola" com o facto de enviarem contingentes militares para outros países. Exceptuando talvez a situação de Timor, em quase todas as outras acho que devíamos ter ficado em casa. Esta opinião não advém do facto de eu não ser solidário ou de não ter sentimentos...esta opinião advém do facto de considerar que os americanos são os causadores, directa ou indirectamente, de mais de 90% destes incidentes internacionais e assim não dá...uns provocam e nós é que temos de ir resolver? Santa paciência! Já se fala de há uns anos para cá de uma Nova Ordem Mundial...eu não sei bem o que isso é, mas acho que não vai ser muito bom para nós....até porque julgo que para que se estabeleça essa nova ordem, terá de estalar uma nova guerra mundial e quase que aposto que os americanos vão aumentar os tentáculos do seu poder, utilizando a força dos outros países em nome da salvação do mundo e do estabelecimento de uma nova ordem. Dispersei-me um bocado....não posso falar muito sobre este assunto, senão o mais certo será não me calar! Voltando à frase inicial, não é que estava lendo o Diário de Notícias e deparei-me com a seguinte noticia:
"Correia de Jesus vota contra Jardim na questão do envio de tropas para o Líbano
O deputado do PSD-Madeira na Assembleia da República, Correia de Jesus, votou a favor do envio de militares portugueses para o Líbano, na reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional realizada anteontem, em Lisboa. O sentido de voto do parlamentar madeirense é contrário à posição do líder regional do PSD-M , que se opõe à participação de Portugal na Força Interina das Nações Unidas no Líbano UNIFIL ) e até acha «um exagero o que se anda a passar com o envio de tropas para o estrangeiro».
Recorde-se que Alberto João Jardim faz parte do Conselho Superior de Defesa Nacional mas não participou na última reunião por entender que «se fosse era para votar contra» o envio de tropas para o Líbano e «não adiantava nada». Sobre a participações dos nossos militares em missões internacionais, Jardim afirmou que «Portugal não está em condições de ter essas despesas», preferindo antes o investimento na aquisição de equipamentos com vista à defesa da Zona Económica Exclusiva e o combate aos fogos florestais. O presidente do PSD-M assumiu também a sua total discordância com «o plano internacionalista que procede, a pouco e pouco, ao desarmamento das Forças Armadas para reforçar os contingentes militares da ONU».
Ao longo do dia de ontem, o DIÁRIO tentou ouvir Correia de Jesus, sobre esta aparente divergência de pontos de vista entre dirigentes do Partido Social Democrata da Madeira, mas o deputado, que já está no Funchal, não respondeu ao nosso pedido."
Nem queria acreditar... o Sr . AJJ a compartilhar de uma opinião comigo???!!!!!! Quando dei comigo, já estava a pensar que outros pontos de vista teríamos em comum. Até podemos ter mais, mas enquanto este senhor insistir em certos aspectos, o melhor mesmo é distância! Realmente desta vez, o Sr . AJJ tem razão...de momento Portugal tem uma economia medíocre e podre e vai enviar contingentes ...para o Líbano???!!!! Vamos ter ainda mais despesas???!!!!! Quer dizer, já gastamos 2000 com os 1000 que ganhamos e ainda vamos gastar mais?São estes "pequenos pormenores" que fazem o orçamento de estado assumir valores astronómicos e depois nós é que temos de apertar o cinto...será que o Sr AJJ também anda em regime de "apertar o cinto"? Não sei e na verdade nem me interessa, mas de qualquer das formas fica registada a opinião...
Nuno Manuel
sinto-me:
O juízo desta gente...
Isto deve andar tudo maluco! Lembram-se das imagens dos talibans e de iraquianos disparando para o ar a festejar? Parece que a moda também chegou à Madeira...a notícia seguinte saiu no Diário de Notícias e dá conta de uma super festa de fuzileiros nas pequenas ilhas das Selvagens, com direito a disparos e tudo!
" Fuzileiros fazem "farra" com tiros à mistura
Vigilantes e nautas que estavam nas Selvagens sentiram medo quando os "fuzos" dispararam para o ar
Foram para as Selvagens com a missão de assinalar a presença e soberania portuguesa sobre daquelas ilhas e ajudar à preservação do riquíssimo património, mas acabaram por se constituir como a maior ameaça, deixando uma imagem deplorável da Marinha.
Desembarcados a 12 de Agosto, os oito fuzileiros e dois polícias marítimos tinham uma missão de três semanas, com o regresso marcado para sábado. Durante as duas primeiras semanas tudo decorreu normalmente, não fosse o facto dos fuzileiros gostarem de ouvir música muito alto, o que numa reserva natural, em que algumas das espécies de aves marinhas voam à noite, constituía uma ameaça.
Na noite, madrugada de sexta-feira para sábado uma jantarada na parte traseira da casa dos vigilantes, junto a uma gruta onde há um forno, virou uma farra com contornos inadmissíveis. Com música muito alta e munidos de tampas de panela, os fuzileiros fizeram um barulho ensurdecedor até o sol nascer, não se coibindo de disparar tiros para o ar.
Para surpresa dos tripulantes de sete iates fundeadas na enseada das Cagarras - em frente à casa - a paródia contou com um "strobe", uma luz pisca-pisca que funcionava como as "psicadélicas" de uma discoteca, com os fuzileiros a efectuarem uma exibição de fogo real.
A circunstância de estar mau tempo no mar (levadia) levou a que os tripulantes dos iates visitantes se revezassem em "quartos" de vigilância, facto que levou a que muitos deles tivessem testemunhado a sessão de tiro, que deixou os marinheiros e os vigilantes assustados.
Perto das três horas ouviu-se um tiro isolado, disparo que se repetiu perto das cinco da manhã. Mas o pior estava para vir. Pelas seis da manhã, o som de uma rajada ecoa, com todos surpreendidos pela trajectória de balas no céu, descritas como tracejantes por uma das testemunhas que é conhecedor do equipamento usado, que garante terem sido usadas balas reais e não de salva.
Incrédulos, sentindo-se mesmo ameaçados, vigilantes e nautas temeram pela sua segurança, pois era evidente que o comportamento dos fuzileiros - não todos, pois houve quem se recusasse a entrar na farra - era anormal e o estado de euforia era tal, que era impossível prever os excessos até onde poderiam ir.
Para além do susto que todos apanharam, o comportamento dos fuzileiros da Marinha portuguesa constituiu-se uma surpresa para os biólogos e ornitólogos estrangeiros que estavam nas Selvagens, que ficaram escandalizados, não estando descartada uma queixa e a divulgação internacional deste incidente. Nota curiosa para o facto de uma cagarra ter surgido morta, no mar.
Os oito fuzileiros e dois polícias marítimos envolvidos nestes incidentes regressam ontem ao Funchal, a bordo da fragata "Jacinto Cândido" que, por sua vez, deixou nas Selvagens outros oito fuzileiros e dois polícias marítimos.
Coelho Cândido desmente
O comandante da Zona Marítima da Madeira, Coelho Cândido, desmente a ocorrência de disparos nas Selvagens, mas confirma a instauração de um inquérito. Confrontado com os elementos que recolhemos, Coelho Cândido responde de imediato: «Não houve disparos nenhuns. Não lhe posso dizer o que se passou porque não sei, mas posso garantir que não houve disparos. Como deve calcular as munições são contadas, pelo que será fácil para nós apurar se houve ou não disparos».
Com dezenas de testemunhas, o incidente já foi reportado ao Parque Natural pelos seus vigilantes, com o DIÁRIO a apurar que o Governo Regional já é conhecedor deste grave incidente. "
O mais engraçado é que o Sr. Comandante da Zona Marítima da Madeira desmente os disparos...realmente os vigilantes devem ter sonhado...uma alucinação colectiva! Talvez seja do calor! E se alguém saísse magoado, será que este senhor iria desmentir o ocorrido?
Eu sou da opinião que deve-se defender a todo o custo o que é nosso...só que assim os espanhóis não se assustam...antes riem-se das nossas figuras de tão tristes que são...
Nuno Manuel
sinto-me:
Espertalhões ou incompetentes!
Estava eu ontem em casa a trabalhar, quando por volta das 23:30 oiço uma buzina de autocarro...pensei "só pode estar a brincar!". Ao que tudo parece este senhor (ou senhora) não estava mesmo a brincar porque quando desceu voltou a fazer o mesmo! Então este senhor é motorista de transportes públicos e não sabe que buzinar depois de uma determinada hora é causar distúrbios públicos! Ainda por cima é covarde ao ponto de não esperar por satisfações de quem por ali mora, ou seja, é buzinar só para irritar! Este buzinar parece ser um sinal de protesto devido a uma viatura que ali está estacionada! Mas que protesto, a mim parece-me mas é falta de civismo! Pensei que para ser motorista era exigida a escolaridade mínima obrigatória, mas mais uma vez fica provado que ter estudos não é sinónimo de boa formação! Não percebo a implicância com a viatura que ali está parada, quando mais acima, onde outras viaturas estacionam, o espaço para o autocarro passar se calhar é mais exíguo! Esta já não é a primeira manifestação de protesto...eu queria era saber se o(a) motorista é sempre o mesmo! Lembro-me de nunca haver problemas em relação à viatura estacionada, mas de há uns tempos para cá não é a primeira vez que aparece um motorista que tem estas manifestações! É que eu não percebo uma coisa...se uns motoristas conseguem passar sem problemas, porque é que outros buzinam e reclamam...mas passam na mesma? Será por incompetência? Se for eu ainda compreendo, porque assim a culpa é de quem contrata, que coloca um funcionário a fazer uma tarefa para a qual não tem competência! Serão problemas pessoais? Será que o dia correu mal? Será só pela simples razão de não ter mais nada para fazer? Sinceramente não sei...realmente se sempre que encontrássemos um obstáculo reagissemos assim...é do estilo "sai da frente senão passo por cima!", ou então " estou aborrecido, deixa-me chatear estes gajos!". Acho mesmo é que é falta de civismo, até porque, como já disse, foi buzinar e andar, sem dar tempo a reclamações dos moradores.É que aquela hora eu ainda estava em casa a trabalhar, mas o mais normal é que às 23:30 a maioria das pessoas já esteja a dormir, ou pelo menos a descansar...sim, descansar, porque os outros também trabalham e precisam de descansar! Seria bonito se no trabalho nos pedissem para fazer algo que sabíamos ser possível, mas que era difícil fazê-lo e só por isso mandássemos o chefe dar uma curva! Só que neste caso quem está a ser desrespeitado são os utilizadores dos transportes públicos e não o chefe, até porque neste caso acho que o chefe nunca vai chegar a saber o que se passa! O parque automóvel na região aumentou e muitos moradores não possuem garagem própria para colocaremas suas viaturas. E nas zonas altas esta situação ainda é mais problemática, e verdade seja dita, as pessoas têm de parar o carro nalgum sítio. Para quem vive nas zonas altas e tem de estacionar na zona perto de casa, sabe que é importante estacionar sem atrapalhar o trânsito. Se a viatura está ali estacionada é porque já se viu que não atrapalha, mas parece que afinal atrapalha alguns...afinal em que é que ficamos, atrapalha ou não atrapalha? O mais certo é a viatura sair dali...sim porque já aprendi que confrontos com pessoas pouco civilizadas devem-se evitar! Não ouvem nem deixam falar...enfim uma perca de tempo...
Nuno Manuel
sinto-me:
Primeira...e última vez!
Depois de tanto tempo à espera, finalmente alguém se lembrou de organizar um festival na região. Antes de mais nada um obrigado à organização, custou a espera mas valeu a pena...sim, valeu a pena, apesar de a adesão ter estado muito aquém do que se esperava. O recinto estava excelente...boa disposição dos palcos, dos bares, dos wc's ...enfim, estava pensado para ser algo em grande. O alinhamento das bandas podia ser melhor, em termos de enquadramento dos diferentes estilos, mas isso até acho que é só um pequeno pormenor que, para mim, não afectou em nada o desempenho da organização. O grande senão referente à organização foi a fraca divulgação que o evento teve...esta é a minha opinião, pois eu só vi um cartaz do festival no dia 04, ou seja, no primeiro dia do festival. Mas nem isto me incomodou tanto como o facto de haver uma tão fraca aderência do público...fiquei até um bocado atrapalhado quando cheguei ao recinto e vi tão pouca gente. Passam a vida a reclamar que na região não se faz nada e quando se faz são as desculpas do costume. Já está mais que visto que oportunidades destas aqui na região são bem raras, mas mesmo assim quase ninguém aproveita...para se ir a um festival não é preciso gostar de todas as bandas! Ir a um festival é tomar parte de um espírito que é típico destes festivais...é a atitude que conta, o espírito que reina dentro de um festival! Pena é que ficou claramente provado que aqui na região não vale a pena! Aqui reina a cultura da pimbalhada e a da pastilhada ! Com a da pastilhada eu ainda convivo, até porque há alturas para tudo...mas com a pimbalhada não, com esta cultura não consigo conviver! É mau demais! Lembro-me que estava a falar com um amigo meu que me dizia que se fosse o Tony Carreira, já havia gente a chorar e a jogar peças de roupa para o palco...triste, mas acho que ele tem razão! Lembro-me também de falar com muitos conhecidos que não foram porque diziam que era muito caro! Mas se calhar daqui a uma semana gastam 200 ou 300 euros em roupa ou outros artigos que se calhar nem precisam assim tanto. Lembro-me ainda de ter lido no domingo uma carta de uma leitora indignada pela mudança na ordem de actuação das bandas! Minha cara amiga, o diário não serve só para escrever cartas, também serve para ser lido...e se tivesse lido, facilmente teria sabido por meio de um artigo que saiu no dia 04 que a ordem de actuação tinha, efectivamente, sido mudada! Enfim...o festival acabou mesmo sendo um verdadeiro fiasco e é por isso que eu digo à organização que esta deveria ser a primeira e a última...primeira e última vez a organizarem um festival destes, não se dêem ao trabalho porque esta é a cultura que temos e não estou a ver isso mudar assim tão cedo!
Nuno Manuel
Zé povinho...ou Zé das festas?
O passado domingo foi a data escolhida para mais uma das mega-festas do partido da maioria aqui na região...só de pensar que os meus pais já me obrigaram a ir dá-me arrepios na espinha. Felizmente antes de chegar à idade adulta já tinha conseguido deixar de ir...até porque eles também desistiram de ir. Sempre a mesma conversa e sempre contra os mesmos chateia e é normal que as pessoas se fartem. Eu até gosto de passar um bom dia na serra, mas não assim. Se for para passar o domingo a beber, prefiro ir à tasquinha ao pé de casa...estranho é não se ouvir falar de operações stop para os lados do chão da lagoa! A julgar pelas figuras que vi ao fim do dia naquele comboio que vinha de lá de cima, acho que as forças de segurança iam ter muito trabalho. Mas nem é isso que me incomoda, porque compreendo perfeitamente que as forças de segurança destacadas tenham outras tarefas designadas. No entanto se fosse uma daquelas festas de dj´s o mais provável era que as operações stop fossem feitas em massa. O que me incomoda é ver tanta gente iludida, tanto robot teleguiado...povo enganado, é o que se costuma dizer! Acompanhei um pouco da festa pela televisão, principalmente a parte das intervenções políticas...mesmos intervenientes, mesma linguagem, mesmos visados, mesmos assuntos...enfim, nada de novo, aliás como julgo que já era de esperar. Mas o que me chamou mesmo a atenção foram alguns dos fervorosos apoiantes que estavam nas primeiras filas de gente. Os olhos transbordavam álcool e dava mesmo para ver que estavam a perceber tudo que lhes estavam a dizer...limitavam-se a tentar manter os olhos abertos e quando havia alguma pausa no discurso gritavam pelo nome do partido...parecia uma daquelas séries cómicas, em que um dos actores diz uma piada e alguém nos bastidores carrega num botãozinho de play para que se oiçam os risos e aplausos. Autênticos robots...eu pergunto-me mesmo quanta daquela gente não estaria ali só pela festa...aqueles cujo voto não vai para o partido da maioria, mas que não falha nenhuma das festas desse partido. Mas o povo é mesmo assim, enquanto tiver pão, vinho e festa não se chateia com o resto, esquecendo-se mesmo da sua cor política. É por isso que os políticos continuam a fazer tudo o que bem entendem neste país. Se de um lado o povo tem pão, vinho e festa, e do outro tem preocupações chatas como as finanças, saúde, educação, etc., o que é que acham que o povo vai escolher? É que para além do pão, do vinho e da festa ainda existem os adereços, como bonés, lenços, t-shirts, etc. Vejam lá que estava na fila no banco e apanhei uma conversa sobre os adereços distribuídos na festa entre duas pessoas. Uma a perguntar se a outra tinha recebido algum adereço pois ela não tinha recebido nada...se vissem a indignação quando ela soube que a outra tinha trazido vários adereços para a família toda! Sinceramente...fico quase sem palavras! A única coisa que acho que posso dizer é que talvez me junte a esta onda das festas...pode ser que assim arranje mais umas t-shirts para dormir!
Nuno Manuel
sinto-me:
Amor-ódio
Quase uma semana depois do afamado Mundial 2006 ter terminado ainda andam alguns por aí em plena ressaca do mesmo...esqueçam, já passou, em 2008 há mais! Voltemos à terra e encaremos os problemas, sim problemas, que é algo que não falta neste país! E se os problemas abundam no país imagine-se na Região como é que não será... sim porque a insularidade é muito bonita mas é algo que coloca entraves muito grandes ao desenvolvimento de uma região! E juntando a este problema o facto de o governo central não se entender com o governo regional, temos o que eu chamo de um verdadeiro "trinta e um""!!!!! E o pior disto é que, no meio do "trinta e um", estamos nós, os cidadãos comuns, aqueles sem responsabilidades de decisão executiva da vida pública! Como sempre o povo é que sofre!!! Enfim...
Muita tinta tem corrido sobre o confronto entre os dois poderes citados... acusações e ameaças fazem parte do dia-a-dia desta relação que esperemos que, para nosso bem, venha a ser uma daquelas relações amor-ódio que julgo que todos nós já passámos! Sim, porque para isto funcionar tem de haver entendimento, mas sinceramente não estou a ver que isso vá acontecer... vejam por exemplo as recentes notícias sobre as finanças na Região.... de um lado uns dizem que estão a ser afogados, do outro lado os outros dizem que o dinheiro está a ser mal utilizado. Quem terá razão??!!! Acho que isso não interessa, o que interessa é distrair o povo...
Dizem uns que a Região está a ser afogada pelas finanças do "rectângulo", mas na minha opinião isso não será bem assim. Porque que se gasta, por exemplo, tanto dinheiro em bandeiras?? Será que esse dinheiro não seria mais útil para resolver outros assuntos...talvez a pobreza que existe na Região que começa, na minha opinião, a ser cada vez mais evidente... talvez mesmo ajudar a pagar a dívida pública para desafogar um bocado a Região...sinceramente não sei, mas acho que existem outras formas de gastar dinheiro, e todas elas bem mais úteis.
Do outro lado, o Sr. ministro das Finanças não quis ficar atrás e não é que foi a Bruxelas fazer queixinhas do que se passa cá dentro... sinceramente... será que ele não se apercebe que assim demonstra falta de pulso, e que, nos dias de hoje, um momento de fraqueza pode bem ser a nossa desgraça. A minha opinião é que, os problemas de uma família só a ela dizem respeito e que devem ser resolvido sempre no seu seio... então vamos dar o ouro ao bandido??!!! Com os abutres dos outros países que por aí andam, ainda vamos ao encontro deles para dar parte dos nossos problemas??!!! Isso é exactamente o que eles querem!!!
Enfim... o país não está mesmo nada bem... vejam lá se se entendem porque como isto actualmente está não vamos lá ! Vamos lá gastar o dinheiro de forma mais inteligente, vamos lá ser menos queixinhas, mas acima de tudo deixem o governo central trabalhar! Não digo isto para que tenhamos de estar de acordo com tudo o que é feito, mas digo isto no sentido de dar mais estabilidade ao país! Sim, porque já andam aí alguns a defender a dissolução do governo central... asneira!!! Vejam os espanhóis, tiveram cerca de 4 governos nos últimos anos e têm actualmente uma estabilidade muito superior à nossa o que reflecte a qualidade de vida deles, que é bem melhor que a nossa! Nós tivemos cerca de 17 ou 18 governos nos últimos anos e assim não conseguimos ter um país estável... desta forma não conseguimos melhorar a nossa qualidade de vida... o país quase que passa mais tempo a cair e a se levantar do que a trabalhar!!!! Se numa organização todos os funcionários têm, cada um, objectivos diferentes, esta não progride e acaba eventualmente por ir à falência...
Nuno Manuel
sinto-me:
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O homem afinal ainda pensa...
Eu nunca fui muito "à bola" com o facto de enviarem contingentes militares para outros países. Exceptuando talvez a situação de Timor, em quase todas as outras acho que devíamos ter ficado em casa. Esta opinião não advém do facto de eu não ser solidário ou de não ter sentimentos...esta opinião advém do facto de considerar que os americanos são os causadores, directa ou indirectamente, de mais de 90% destes incidentes internacionais e assim não dá...uns provocam e nós é que temos de ir resolver? Santa paciência! Já se fala de há uns anos para cá de uma Nova Ordem Mundial...eu não sei bem o que isso é, mas acho que não vai ser muito bom para nós....até porque julgo que para que se estabeleça essa nova ordem, terá de estalar uma nova guerra mundial e quase que aposto que os americanos vão aumentar os tentáculos do seu poder, utilizando a força dos outros países em nome da salvação do mundo e do estabelecimento de uma nova ordem. Dispersei-me um bocado....não posso falar muito sobre este assunto, senão o mais certo será não me calar! Voltando à frase inicial, não é que estava lendo o Diário de Notícias e deparei-me com a seguinte noticia:
"Correia de Jesus vota contra Jardim na questão do envio de tropas para o Líbano
O deputado do PSD-Madeira na Assembleia da República, Correia de Jesus, votou a favor do envio de militares portugueses para o Líbano, na reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional realizada anteontem, em Lisboa. O sentido de voto do parlamentar madeirense é contrário à posição do líder regional do PSD-M , que se opõe à participação de Portugal na Força Interina das Nações Unidas no Líbano UNIFIL ) e até acha «um exagero o que se anda a passar com o envio de tropas para o estrangeiro».
Recorde-se que Alberto João Jardim faz parte do Conselho Superior de Defesa Nacional mas não participou na última reunião por entender que «se fosse era para votar contra» o envio de tropas para o Líbano e «não adiantava nada». Sobre a participações dos nossos militares em missões internacionais, Jardim afirmou que «Portugal não está em condições de ter essas despesas», preferindo antes o investimento na aquisição de equipamentos com vista à defesa da Zona Económica Exclusiva e o combate aos fogos florestais. O presidente do PSD-M assumiu também a sua total discordância com «o plano internacionalista que procede, a pouco e pouco, ao desarmamento das Forças Armadas para reforçar os contingentes militares da ONU».
Ao longo do dia de ontem, o DIÁRIO tentou ouvir Correia de Jesus, sobre esta aparente divergência de pontos de vista entre dirigentes do Partido Social Democrata da Madeira, mas o deputado, que já está no Funchal, não respondeu ao nosso pedido."
Nem queria acreditar... o Sr . AJJ a compartilhar de uma opinião comigo???!!!!!! Quando dei comigo, já estava a pensar que outros pontos de vista teríamos em comum. Até podemos ter mais, mas enquanto este senhor insistir em certos aspectos, o melhor mesmo é distância! Realmente desta vez, o Sr . AJJ tem razão...de momento Portugal tem uma economia medíocre e podre e vai enviar contingentes ...para o Líbano???!!!! Vamos ter ainda mais despesas???!!!!! Quer dizer, já gastamos 2000 com os 1000 que ganhamos e ainda vamos gastar mais?São estes "pequenos pormenores" que fazem o orçamento de estado assumir valores astronómicos e depois nós é que temos de apertar o cinto...será que o Sr AJJ também anda em regime de "apertar o cinto"? Não sei e na verdade nem me interessa, mas de qualquer das formas fica registada a opinião...
Nuno Manuel
sinto-me:
O juízo desta gente...
Isto deve andar tudo maluco! Lembram-se das imagens dos talibans e de iraquianos disparando para o ar a festejar? Parece que a moda também chegou à Madeira...a notícia seguinte saiu no Diário de Notícias e dá conta de uma super festa de fuzileiros nas pequenas ilhas das Selvagens, com direito a disparos e tudo!
" Fuzileiros fazem "farra" com tiros à mistura
Vigilantes e nautas que estavam nas Selvagens sentiram medo quando os "fuzos" dispararam para o ar
Foram para as Selvagens com a missão de assinalar a presença e soberania portuguesa sobre daquelas ilhas e ajudar à preservação do riquíssimo património, mas acabaram por se constituir como a maior ameaça, deixando uma imagem deplorável da Marinha.
Desembarcados a 12 de Agosto, os oito fuzileiros e dois polícias marítimos tinham uma missão de três semanas, com o regresso marcado para sábado. Durante as duas primeiras semanas tudo decorreu normalmente, não fosse o facto dos fuzileiros gostarem de ouvir música muito alto, o que numa reserva natural, em que algumas das espécies de aves marinhas voam à noite, constituía uma ameaça.
Na noite, madrugada de sexta-feira para sábado uma jantarada na parte traseira da casa dos vigilantes, junto a uma gruta onde há um forno, virou uma farra com contornos inadmissíveis. Com música muito alta e munidos de tampas de panela, os fuzileiros fizeram um barulho ensurdecedor até o sol nascer, não se coibindo de disparar tiros para o ar.
Para surpresa dos tripulantes de sete iates fundeadas na enseada das Cagarras - em frente à casa - a paródia contou com um "strobe", uma luz pisca-pisca que funcionava como as "psicadélicas" de uma discoteca, com os fuzileiros a efectuarem uma exibição de fogo real.
A circunstância de estar mau tempo no mar (levadia) levou a que os tripulantes dos iates visitantes se revezassem em "quartos" de vigilância, facto que levou a que muitos deles tivessem testemunhado a sessão de tiro, que deixou os marinheiros e os vigilantes assustados.
Perto das três horas ouviu-se um tiro isolado, disparo que se repetiu perto das cinco da manhã. Mas o pior estava para vir. Pelas seis da manhã, o som de uma rajada ecoa, com todos surpreendidos pela trajectória de balas no céu, descritas como tracejantes por uma das testemunhas que é conhecedor do equipamento usado, que garante terem sido usadas balas reais e não de salva.
Incrédulos, sentindo-se mesmo ameaçados, vigilantes e nautas temeram pela sua segurança, pois era evidente que o comportamento dos fuzileiros - não todos, pois houve quem se recusasse a entrar na farra - era anormal e o estado de euforia era tal, que era impossível prever os excessos até onde poderiam ir.
Para além do susto que todos apanharam, o comportamento dos fuzileiros da Marinha portuguesa constituiu-se uma surpresa para os biólogos e ornitólogos estrangeiros que estavam nas Selvagens, que ficaram escandalizados, não estando descartada uma queixa e a divulgação internacional deste incidente. Nota curiosa para o facto de uma cagarra ter surgido morta, no mar.
Os oito fuzileiros e dois polícias marítimos envolvidos nestes incidentes regressam ontem ao Funchal, a bordo da fragata "Jacinto Cândido" que, por sua vez, deixou nas Selvagens outros oito fuzileiros e dois polícias marítimos.
Coelho Cândido desmente
O comandante da Zona Marítima da Madeira, Coelho Cândido, desmente a ocorrência de disparos nas Selvagens, mas confirma a instauração de um inquérito. Confrontado com os elementos que recolhemos, Coelho Cândido responde de imediato: «Não houve disparos nenhuns. Não lhe posso dizer o que se passou porque não sei, mas posso garantir que não houve disparos. Como deve calcular as munições são contadas, pelo que será fácil para nós apurar se houve ou não disparos».
Com dezenas de testemunhas, o incidente já foi reportado ao Parque Natural pelos seus vigilantes, com o DIÁRIO a apurar que o Governo Regional já é conhecedor deste grave incidente. "
O mais engraçado é que o Sr. Comandante da Zona Marítima da Madeira desmente os disparos...realmente os vigilantes devem ter sonhado...uma alucinação colectiva! Talvez seja do calor! E se alguém saísse magoado, será que este senhor iria desmentir o ocorrido?
Eu sou da opinião que deve-se defender a todo o custo o que é nosso...só que assim os espanhóis não se assustam...antes riem-se das nossas figuras de tão tristes que são...
Nuno Manuel
sinto-me:
Espertalhões ou incompetentes!
Estava eu ontem em casa a trabalhar, quando por volta das 23:30 oiço uma buzina de autocarro...pensei "só pode estar a brincar!". Ao que tudo parece este senhor (ou senhora) não estava mesmo a brincar porque quando desceu voltou a fazer o mesmo! Então este senhor é motorista de transportes públicos e não sabe que buzinar depois de uma determinada hora é causar distúrbios públicos! Ainda por cima é covarde ao ponto de não esperar por satisfações de quem por ali mora, ou seja, é buzinar só para irritar! Este buzinar parece ser um sinal de protesto devido a uma viatura que ali está estacionada! Mas que protesto, a mim parece-me mas é falta de civismo! Pensei que para ser motorista era exigida a escolaridade mínima obrigatória, mas mais uma vez fica provado que ter estudos não é sinónimo de boa formação! Não percebo a implicância com a viatura que ali está parada, quando mais acima, onde outras viaturas estacionam, o espaço para o autocarro passar se calhar é mais exíguo! Esta já não é a primeira manifestação de protesto...eu queria era saber se o(a) motorista é sempre o mesmo! Lembro-me de nunca haver problemas em relação à viatura estacionada, mas de há uns tempos para cá não é a primeira vez que aparece um motorista que tem estas manifestações! É que eu não percebo uma coisa...se uns motoristas conseguem passar sem problemas, porque é que outros buzinam e reclamam...mas passam na mesma? Será por incompetência? Se for eu ainda compreendo, porque assim a culpa é de quem contrata, que coloca um funcionário a fazer uma tarefa para a qual não tem competência! Serão problemas pessoais? Será que o dia correu mal? Será só pela simples razão de não ter mais nada para fazer? Sinceramente não sei...realmente se sempre que encontrássemos um obstáculo reagissemos assim...é do estilo "sai da frente senão passo por cima!", ou então " estou aborrecido, deixa-me chatear estes gajos!". Acho mesmo é que é falta de civismo, até porque, como já disse, foi buzinar e andar, sem dar tempo a reclamações dos moradores.É que aquela hora eu ainda estava em casa a trabalhar, mas o mais normal é que às 23:30 a maioria das pessoas já esteja a dormir, ou pelo menos a descansar...sim, descansar, porque os outros também trabalham e precisam de descansar! Seria bonito se no trabalho nos pedissem para fazer algo que sabíamos ser possível, mas que era difícil fazê-lo e só por isso mandássemos o chefe dar uma curva! Só que neste caso quem está a ser desrespeitado são os utilizadores dos transportes públicos e não o chefe, até porque neste caso acho que o chefe nunca vai chegar a saber o que se passa! O parque automóvel na região aumentou e muitos moradores não possuem garagem própria para colocaremas suas viaturas. E nas zonas altas esta situação ainda é mais problemática, e verdade seja dita, as pessoas têm de parar o carro nalgum sítio. Para quem vive nas zonas altas e tem de estacionar na zona perto de casa, sabe que é importante estacionar sem atrapalhar o trânsito. Se a viatura está ali estacionada é porque já se viu que não atrapalha, mas parece que afinal atrapalha alguns...afinal em que é que ficamos, atrapalha ou não atrapalha? O mais certo é a viatura sair dali...sim porque já aprendi que confrontos com pessoas pouco civilizadas devem-se evitar! Não ouvem nem deixam falar...enfim uma perca de tempo...
Nuno Manuel
sinto-me:
Primeira...e última vez!
Depois de tanto tempo à espera, finalmente alguém se lembrou de organizar um festival na região. Antes de mais nada um obrigado à organização, custou a espera mas valeu a pena...sim, valeu a pena, apesar de a adesão ter estado muito aquém do que se esperava. O recinto estava excelente...boa disposição dos palcos, dos bares, dos wc's ...enfim, estava pensado para ser algo em grande. O alinhamento das bandas podia ser melhor, em termos de enquadramento dos diferentes estilos, mas isso até acho que é só um pequeno pormenor que, para mim, não afectou em nada o desempenho da organização. O grande senão referente à organização foi a fraca divulgação que o evento teve...esta é a minha opinião, pois eu só vi um cartaz do festival no dia 04, ou seja, no primeiro dia do festival. Mas nem isto me incomodou tanto como o facto de haver uma tão fraca aderência do público...fiquei até um bocado atrapalhado quando cheguei ao recinto e vi tão pouca gente. Passam a vida a reclamar que na região não se faz nada e quando se faz são as desculpas do costume. Já está mais que visto que oportunidades destas aqui na região são bem raras, mas mesmo assim quase ninguém aproveita...para se ir a um festival não é preciso gostar de todas as bandas! Ir a um festival é tomar parte de um espírito que é típico destes festivais...é a atitude que conta, o espírito que reina dentro de um festival! Pena é que ficou claramente provado que aqui na região não vale a pena! Aqui reina a cultura da pimbalhada e a da pastilhada ! Com a da pastilhada eu ainda convivo, até porque há alturas para tudo...mas com a pimbalhada não, com esta cultura não consigo conviver! É mau demais! Lembro-me que estava a falar com um amigo meu que me dizia que se fosse o Tony Carreira, já havia gente a chorar e a jogar peças de roupa para o palco...triste, mas acho que ele tem razão! Lembro-me também de falar com muitos conhecidos que não foram porque diziam que era muito caro! Mas se calhar daqui a uma semana gastam 200 ou 300 euros em roupa ou outros artigos que se calhar nem precisam assim tanto. Lembro-me ainda de ter lido no domingo uma carta de uma leitora indignada pela mudança na ordem de actuação das bandas! Minha cara amiga, o diário não serve só para escrever cartas, também serve para ser lido...e se tivesse lido, facilmente teria sabido por meio de um artigo que saiu no dia 04 que a ordem de actuação tinha, efectivamente, sido mudada! Enfim...o festival acabou mesmo sendo um verdadeiro fiasco e é por isso que eu digo à organização que esta deveria ser a primeira e a última...primeira e última vez a organizarem um festival destes, não se dêem ao trabalho porque esta é a cultura que temos e não estou a ver isso mudar assim tão cedo!
Nuno Manuel
Zé povinho...ou Zé das festas?
O passado domingo foi a data escolhida para mais uma das mega-festas do partido da maioria aqui na região...só de pensar que os meus pais já me obrigaram a ir dá-me arrepios na espinha. Felizmente antes de chegar à idade adulta já tinha conseguido deixar de ir...até porque eles também desistiram de ir. Sempre a mesma conversa e sempre contra os mesmos chateia e é normal que as pessoas se fartem. Eu até gosto de passar um bom dia na serra, mas não assim. Se for para passar o domingo a beber, prefiro ir à tasquinha ao pé de casa...estranho é não se ouvir falar de operações stop para os lados do chão da lagoa! A julgar pelas figuras que vi ao fim do dia naquele comboio que vinha de lá de cima, acho que as forças de segurança iam ter muito trabalho. Mas nem é isso que me incomoda, porque compreendo perfeitamente que as forças de segurança destacadas tenham outras tarefas designadas. No entanto se fosse uma daquelas festas de dj´s o mais provável era que as operações stop fossem feitas em massa. O que me incomoda é ver tanta gente iludida, tanto robot teleguiado...povo enganado, é o que se costuma dizer! Acompanhei um pouco da festa pela televisão, principalmente a parte das intervenções políticas...mesmos intervenientes, mesma linguagem, mesmos visados, mesmos assuntos...enfim, nada de novo, aliás como julgo que já era de esperar. Mas o que me chamou mesmo a atenção foram alguns dos fervorosos apoiantes que estavam nas primeiras filas de gente. Os olhos transbordavam álcool e dava mesmo para ver que estavam a perceber tudo que lhes estavam a dizer...limitavam-se a tentar manter os olhos abertos e quando havia alguma pausa no discurso gritavam pelo nome do partido...parecia uma daquelas séries cómicas, em que um dos actores diz uma piada e alguém nos bastidores carrega num botãozinho de play para que se oiçam os risos e aplausos. Autênticos robots...eu pergunto-me mesmo quanta daquela gente não estaria ali só pela festa...aqueles cujo voto não vai para o partido da maioria, mas que não falha nenhuma das festas desse partido. Mas o povo é mesmo assim, enquanto tiver pão, vinho e festa não se chateia com o resto, esquecendo-se mesmo da sua cor política. É por isso que os políticos continuam a fazer tudo o que bem entendem neste país. Se de um lado o povo tem pão, vinho e festa, e do outro tem preocupações chatas como as finanças, saúde, educação, etc., o que é que acham que o povo vai escolher? É que para além do pão, do vinho e da festa ainda existem os adereços, como bonés, lenços, t-shirts, etc. Vejam lá que estava na fila no banco e apanhei uma conversa sobre os adereços distribuídos na festa entre duas pessoas. Uma a perguntar se a outra tinha recebido algum adereço pois ela não tinha recebido nada...se vissem a indignação quando ela soube que a outra tinha trazido vários adereços para a família toda! Sinceramente...fico quase sem palavras! A única coisa que acho que posso dizer é que talvez me junte a esta onda das festas...pode ser que assim arranje mais umas t-shirts para dormir!
Nuno Manuel
sinto-me:
Amor-ódio
Quase uma semana depois do afamado Mundial 2006 ter terminado ainda andam alguns por aí em plena ressaca do mesmo...esqueçam, já passou, em 2008 há mais! Voltemos à terra e encaremos os problemas, sim problemas, que é algo que não falta neste país! E se os problemas abundam no país imagine-se na Região como é que não será... sim porque a insularidade é muito bonita mas é algo que coloca entraves muito grandes ao desenvolvimento de uma região! E juntando a este problema o facto de o governo central não se entender com o governo regional, temos o que eu chamo de um verdadeiro "trinta e um""!!!!! E o pior disto é que, no meio do "trinta e um", estamos nós, os cidadãos comuns, aqueles sem responsabilidades de decisão executiva da vida pública! Como sempre o povo é que sofre!!! Enfim...
Muita tinta tem corrido sobre o confronto entre os dois poderes citados... acusações e ameaças fazem parte do dia-a-dia desta relação que esperemos que, para nosso bem, venha a ser uma daquelas relações amor-ódio que julgo que todos nós já passámos! Sim, porque para isto funcionar tem de haver entendimento, mas sinceramente não estou a ver que isso vá acontecer... vejam por exemplo as recentes notícias sobre as finanças na Região.... de um lado uns dizem que estão a ser afogados, do outro lado os outros dizem que o dinheiro está a ser mal utilizado. Quem terá razão??!!! Acho que isso não interessa, o que interessa é distrair o povo...
Dizem uns que a Região está a ser afogada pelas finanças do "rectângulo", mas na minha opinião isso não será bem assim. Porque que se gasta, por exemplo, tanto dinheiro em bandeiras?? Será que esse dinheiro não seria mais útil para resolver outros assuntos...talvez a pobreza que existe na Região que começa, na minha opinião, a ser cada vez mais evidente... talvez mesmo ajudar a pagar a dívida pública para desafogar um bocado a Região...sinceramente não sei, mas acho que existem outras formas de gastar dinheiro, e todas elas bem mais úteis.
Do outro lado, o Sr. ministro das Finanças não quis ficar atrás e não é que foi a Bruxelas fazer queixinhas do que se passa cá dentro... sinceramente... será que ele não se apercebe que assim demonstra falta de pulso, e que, nos dias de hoje, um momento de fraqueza pode bem ser a nossa desgraça. A minha opinião é que, os problemas de uma família só a ela dizem respeito e que devem ser resolvido sempre no seu seio... então vamos dar o ouro ao bandido??!!! Com os abutres dos outros países que por aí andam, ainda vamos ao encontro deles para dar parte dos nossos problemas??!!! Isso é exactamente o que eles querem!!!
Enfim... o país não está mesmo nada bem... vejam lá se se entendem porque como isto actualmente está não vamos lá ! Vamos lá gastar o dinheiro de forma mais inteligente, vamos lá ser menos queixinhas, mas acima de tudo deixem o governo central trabalhar! Não digo isto para que tenhamos de estar de acordo com tudo o que é feito, mas digo isto no sentido de dar mais estabilidade ao país! Sim, porque já andam aí alguns a defender a dissolução do governo central... asneira!!! Vejam os espanhóis, tiveram cerca de 4 governos nos últimos anos e têm actualmente uma estabilidade muito superior à nossa o que reflecte a qualidade de vida deles, que é bem melhor que a nossa! Nós tivemos cerca de 17 ou 18 governos nos últimos anos e assim não conseguimos ter um país estável... desta forma não conseguimos melhorar a nossa qualidade de vida... o país quase que passa mais tempo a cair e a se levantar do que a trabalhar!!!! Se numa organização todos os funcionários têm, cada um, objectivos diferentes, esta não progride e acaba eventualmente por ir à falência...
Nuno Manuel
sinto-me: