União Europeia
Carlos Zorrinho contente com avaliação de Bruxelas
A Comissão analisou o andamento do nosso plano nacional de reformas e diz que Portugal está no bom caminho
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O coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, acredita em Portugal e considera que esse estado de espírito é o que o país precisa para vencer o desafio da globalização. Enfatiza que a Europa começou a crescer de forma robusta a partir de 2005 e nem a sombra que se está a abater sobre a economia mundial (teme-se que os Estados Unidos entrem em recessão) afasta o optimismo do coordenador da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico.
O responsável apresentou esta semana o relatório da Comissão Europeia que aprecia o desenvolvimento do Programa Nacional de Acção para o Crescimento e o Emprego (2005/2008), que é um guia para a nossa estratégia de modernização. Esta avaliação intercalar decorre de um relatório enviado pelo Governo para Bruxelas, em Outubro, e está na base da confiança de Zorrinho.
Diz a Comissão que Portugal está a ter um bom desempenho. Bruxelas reconhece o esforço de consolidação das contas públicas e frisa que a diminuição do défice tem sido feita não só através do aumento da receita mas também graças à contenção da despesa. Neste capítulo, Bruxelas refere a importância das limitações no acesso ao subsídio de desemprego e à aposentação. E lembra que a despesa pública deve ser redireccionada para impulsionar o crescimento. A reforma da Administração Pública é também elogiada e considerada um elemento-chave no controlo de custos.
No que se refere às políticas microeconómicas, a Comissão recomenda, logo à cabeça, que têm de ser postas em prática todas as medidas previstas no Plano Tecnológico. Um dos principais conselhos é que seja assegurado um clima de verdadeira concorrência nos sectores da energia e dos serviços financeiros. Continua a ser difícil para os novos operadores entrarem no mercado da electricidade, diz a Comissão. Que aponta ainda a necessidade de reduzir as emissões de carbono e de acelerar a transposição de legislação comunitária para o enquadramento nacional. Além disso, é preciso estimular mais a cooperação entre os centros de investigação e a indústria. O investimento em energias renováveis é visto com bons olhos.
O SIMPLEX, plano de combate à burocracia, merece nota positiva por ter melhorado consideravelmente o clima de negócios. Aliás, Portugal é referido como um dos Estados-membros mais avançados no que diz respeito ao «e-government». No entanto, a Comissão refere que é preciso estimular mais a adesão às novas tecnologias, mesmo reconhecendo o facto de 98% das grandes empresas portuguesas estarem ligadas à Internet através de banda larga.
Apesar de atribuir mérito ao Programa Novas Oportunidades, Bruxelas foca o problema das baixas qualificações dos jovens portugueses e lembra a elevada percentagem de abandono escolar (36% em 2006). Um alerta que Zorrinho comentou dizendo que as fragilidades não se tornam pontos fortes em apenas dois anos. Por outro lado, é reforçada a importância de adoptar um sistema de flexigurança, com vista a reduzir a segmentação do mercado laboral.
Todos os Estados-membros têm um plano nacional de reformas (devem ter em conta as prioridades da Estratégia de Lisboa) cujo objectivo é traçar as mudanças que são necessárias para ter uma economia competitiva, um quadro social mais justo, uma sociedade inclusiva e um meio ambiente com mais qualidade.
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Carlos Zorrinho contente com avaliação de Bruxelas
A Comissão analisou o andamento do nosso plano nacional de reformas e diz que Portugal está no bom caminho
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O coordenador do Plano Tecnológico, Carlos Zorrinho, acredita em Portugal e considera que esse estado de espírito é o que o país precisa para vencer o desafio da globalização. Enfatiza que a Europa começou a crescer de forma robusta a partir de 2005 e nem a sombra que se está a abater sobre a economia mundial (teme-se que os Estados Unidos entrem em recessão) afasta o optimismo do coordenador da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico.
O responsável apresentou esta semana o relatório da Comissão Europeia que aprecia o desenvolvimento do Programa Nacional de Acção para o Crescimento e o Emprego (2005/2008), que é um guia para a nossa estratégia de modernização. Esta avaliação intercalar decorre de um relatório enviado pelo Governo para Bruxelas, em Outubro, e está na base da confiança de Zorrinho.
Diz a Comissão que Portugal está a ter um bom desempenho. Bruxelas reconhece o esforço de consolidação das contas públicas e frisa que a diminuição do défice tem sido feita não só através do aumento da receita mas também graças à contenção da despesa. Neste capítulo, Bruxelas refere a importância das limitações no acesso ao subsídio de desemprego e à aposentação. E lembra que a despesa pública deve ser redireccionada para impulsionar o crescimento. A reforma da Administração Pública é também elogiada e considerada um elemento-chave no controlo de custos.
No que se refere às políticas microeconómicas, a Comissão recomenda, logo à cabeça, que têm de ser postas em prática todas as medidas previstas no Plano Tecnológico. Um dos principais conselhos é que seja assegurado um clima de verdadeira concorrência nos sectores da energia e dos serviços financeiros. Continua a ser difícil para os novos operadores entrarem no mercado da electricidade, diz a Comissão. Que aponta ainda a necessidade de reduzir as emissões de carbono e de acelerar a transposição de legislação comunitária para o enquadramento nacional. Além disso, é preciso estimular mais a cooperação entre os centros de investigação e a indústria. O investimento em energias renováveis é visto com bons olhos.
O SIMPLEX, plano de combate à burocracia, merece nota positiva por ter melhorado consideravelmente o clima de negócios. Aliás, Portugal é referido como um dos Estados-membros mais avançados no que diz respeito ao «e-government». No entanto, a Comissão refere que é preciso estimular mais a adesão às novas tecnologias, mesmo reconhecendo o facto de 98% das grandes empresas portuguesas estarem ligadas à Internet através de banda larga.
Apesar de atribuir mérito ao Programa Novas Oportunidades, Bruxelas foca o problema das baixas qualificações dos jovens portugueses e lembra a elevada percentagem de abandono escolar (36% em 2006). Um alerta que Zorrinho comentou dizendo que as fragilidades não se tornam pontos fortes em apenas dois anos. Por outro lado, é reforçada a importância de adoptar um sistema de flexigurança, com vista a reduzir a segmentação do mercado laboral.
Todos os Estados-membros têm um plano nacional de reformas (devem ter em conta as prioridades da Estratégia de Lisboa) cujo objectivo é traçar as mudanças que são necessárias para ter uma economia competitiva, um quadro social mais justo, uma sociedade inclusiva e um meio ambiente com mais qualidade.