Nem queria acreditar quando, há pouco, ouvi na rádio esse grande ícone da política nacional contemporânea, que dá pelo nome de Bernardino Soares e que ocupa o pomposo lugar de deputado da Nação e, mais que isso, Líder da bancada parlamentar do PCP (ou será Timoneiro?... acho que não, que nunca chegou a tirar a carta de marinheiro, e muito menos a de patrão de costa; quando muito a de proletário fabril!).É que em reacção à crescente e persistente onda de criminalidade violenta, aquele dirigente, veiculando a posição do seu partido, defendia mais policiamento, maior dureza na aplicação das leis penais e mais abrangência da medida de coacção de prisão preventiva.Acho que cortaram a emissão quando, o mesmo político, se aprestava a manifestar a total disponibilidade do PCP para colaborar com o Governo no combate à criminalidade, apresnetando as seguintes medidas concretas:1. parceria com as forças especiais das FARC, que poderiam aqui actuar, raptando os criminosos e exigindo depois pesados resgates em troca, tipo «as 5 caixas multibanco assltadas a semana passada» ou «os 3 BMW carajackados ontem»;2. cooperação com a China - por cada loja ou restaurante chinês que abrisse teriam que enviar 5 agentes daquele país, limitando-se o Estado português a fornecer a ração diária de arroz;3. solicitar o envio de polícias formadores da Coreia do Norte, esse modelo de desenvolvimento e que, segundo parece, até será uma exemplar democracia, país que apresenta baixíssimos níveis de criminalidade (ou será desenvolvimento?...), enciando, como contrapartida, belos mocassins número 35 - tacão 9 cm, produzidos no Vale do Ave por entusiastas camaradas adolescentes.
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Nem queria acreditar quando, há pouco, ouvi na rádio esse grande ícone da política nacional contemporânea, que dá pelo nome de Bernardino Soares e que ocupa o pomposo lugar de deputado da Nação e, mais que isso, Líder da bancada parlamentar do PCP (ou será Timoneiro?... acho que não, que nunca chegou a tirar a carta de marinheiro, e muito menos a de patrão de costa; quando muito a de proletário fabril!).É que em reacção à crescente e persistente onda de criminalidade violenta, aquele dirigente, veiculando a posição do seu partido, defendia mais policiamento, maior dureza na aplicação das leis penais e mais abrangência da medida de coacção de prisão preventiva.Acho que cortaram a emissão quando, o mesmo político, se aprestava a manifestar a total disponibilidade do PCP para colaborar com o Governo no combate à criminalidade, apresnetando as seguintes medidas concretas:1. parceria com as forças especiais das FARC, que poderiam aqui actuar, raptando os criminosos e exigindo depois pesados resgates em troca, tipo «as 5 caixas multibanco assltadas a semana passada» ou «os 3 BMW carajackados ontem»;2. cooperação com a China - por cada loja ou restaurante chinês que abrisse teriam que enviar 5 agentes daquele país, limitando-se o Estado português a fornecer a ração diária de arroz;3. solicitar o envio de polícias formadores da Coreia do Norte, esse modelo de desenvolvimento e que, segundo parece, até será uma exemplar democracia, país que apresenta baixíssimos níveis de criminalidade (ou será desenvolvimento?...), enciando, como contrapartida, belos mocassins número 35 - tacão 9 cm, produzidos no Vale do Ave por entusiastas camaradas adolescentes.