"O empurrar de responsabilidades , a propósito da mais recente vaga de incêndios, está a provocar um clima de tensão nos bastidores do Governo. Com o Ministério da Administração Interna a apontar o dedo aos Ministérios da Agricultura e do Ambiente.É fundamental termos um sentimento de comunidade. Mas o Governo só tem autoridade para obrigar os privados a fazer a prevenção das florestas, limpando as zonas de risco, se exercer uma acção pedagógica, adoptando ele também uma cultura preventiva. Obviamente, as entidades públicas devem ser exemplares. Só assim o Estado poderá exigir o mesmo aos privados", refere a fonte da Administração Interna.Em causa estão os fogos que têm lavrado em áreas florestais pertencentes ao Estado e em parques naturais. O próprio secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, reconheceu na sexta-feira a existência de dificuldades de articulação com o Instituto de Conservação da Natureza - tutela do Ambiente - nas acções preventivas.Para Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, ao assumir que nem tudo está a correr bem, António Costa quis corrigir o que considera ser um "erro comunicacional político". Ou seja, ao adoptar slogans como "Portugal sem fogos depende de si", o Governo pôs o ónus do sucesso deste Verão nos cidadãos e no seu comportamento. Uma atitude acertada, considera.Mas quando, assim que se constatou que a área ardida era inferior à do ano passado, o Governo "assumiu os bons resultados e colou-os à eficácia das suas medidas, a sociedade descomprimiu e baixou o alerta". Agora, diz, que as coisas começaram a correr mal, o ministro teve necessidade de refocar o problema na acção dos cidadãos. Na acção dos cidadãos e, claro, na falta de acção dos ministérios do Ambiente e da Agricultura. Que, contactados pelo DN, não quiseram prestar declarações. "DN
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"O empurrar de responsabilidades , a propósito da mais recente vaga de incêndios, está a provocar um clima de tensão nos bastidores do Governo. Com o Ministério da Administração Interna a apontar o dedo aos Ministérios da Agricultura e do Ambiente.É fundamental termos um sentimento de comunidade. Mas o Governo só tem autoridade para obrigar os privados a fazer a prevenção das florestas, limpando as zonas de risco, se exercer uma acção pedagógica, adoptando ele também uma cultura preventiva. Obviamente, as entidades públicas devem ser exemplares. Só assim o Estado poderá exigir o mesmo aos privados", refere a fonte da Administração Interna.Em causa estão os fogos que têm lavrado em áreas florestais pertencentes ao Estado e em parques naturais. O próprio secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, reconheceu na sexta-feira a existência de dificuldades de articulação com o Instituto de Conservação da Natureza - tutela do Ambiente - nas acções preventivas.Para Duarte Caldeira, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, ao assumir que nem tudo está a correr bem, António Costa quis corrigir o que considera ser um "erro comunicacional político". Ou seja, ao adoptar slogans como "Portugal sem fogos depende de si", o Governo pôs o ónus do sucesso deste Verão nos cidadãos e no seu comportamento. Uma atitude acertada, considera.Mas quando, assim que se constatou que a área ardida era inferior à do ano passado, o Governo "assumiu os bons resultados e colou-os à eficácia das suas medidas, a sociedade descomprimiu e baixou o alerta". Agora, diz, que as coisas começaram a correr mal, o ministro teve necessidade de refocar o problema na acção dos cidadãos. Na acção dos cidadãos e, claro, na falta de acção dos ministérios do Ambiente e da Agricultura. Que, contactados pelo DN, não quiseram prestar declarações. "DN