anónimo séc.xxi: Deputados europeus

27-06-2009
marcar artigo


Aproximam as eleições europeias, para as quais o PCP foi o primeiro, no quadro da CDU, a apresentar a sua cabeça de lista, Ilda Figueiredo, apresentação e actividade sequente que a comunicação social (não) tem tratado de forma absolutamente inaceitável sobretudo se confrontada com o eco dado à designação de Vital Moreira pelo secretário-geral do PS como seu candidato e a uma esporádica distribuição de propaganda por Francisco Louçã e Miguel Portas num BE sempre "nas palminhas". Com essa aproximação, aparecem, inevitavelmente, avaliações dos mandatos dos deputados na legislatura que ora termina. O Expresso fê-lo esta semana, através de Daniel do Rosário. Parte interessada, também pessoalmente, senti-me recuar uns anos, para quando esta análise foi "descoberta" e passou a ser possível nos idos anos 97/98, quando a informática foi instalada entre as usuais ferramentas de trabalho do PE.Estive 11 anos na tarefa de deputado europeu e inclui-se, nesse longo período, o mandato desta legislatura, de 22 de Julho de 2004 a 11 de Janeiro de 2005, isto é, 5 meses completos, entre eles Agosto e Dezembro o que torna o tempo considerado útil, de trabalho, mais curto. Porque fazia parte do compromisso, para com o Partido e como candidato, saí logo que considerei ter feito trabalho útil e que tivesse justificado o voto para que representasse os portugueses e Portugal, que é isso estar em deputado. Tive a sorte de "agarrar" um bom relatório, sobre as pescas, de o ver aprovado, embora com muita oposição e reservas de deputados espanhóis, fiz (vi agora) 26 intervenções em plenário e apresentei 13 perguntas, fui substituído pelo meu camarada Pedro Guerreiro, o que, a juntar à enorme tranquilidade de consciência, me deu inteira satisfação pessoal.Não estou na lista apresentada pelo Daniel do Rosário. Tenho pena. Naqueles escassíssimos meses, fiz tantos e mais relatórios que 7 outros deputados portugueses em 5 anos, tantas ou mais intervenções que 4 outros deputados portugueses em 5 anos, fiz tantas ou mais perguntas que 10 outros deputados portugueses em 5 anos!Venho dizê-lo não para me vangloriar do trabalho feito,735 mas para juntar estes números aos números dos mandatos de Ilda Figueiredo e de Pedro Guerreiro. Os dois mandatos dos eleitos nas listas da CDU realizaram 13 relatórios, 1398 intervenções e 671 perguntas, o que dá, já que estamos a fazer estatísticas, 6,5 relatórios por mandato, 699 intervenções por mandato e 335,5 perguntas por mandato. Confrontem-se estes números com os de outros mandatos de outras listas que se apresentam a sufrágio!O que nos remete para a grande questão (estatística): as avaliações dos desempenhos, além de terem em conta o trabalho deputado a deputados, teriam de contribuir para saber que fizeram os eleitos dos seus mandatos, os 12 do PS, os 7 do PSD, os 2 do CDS-PP e o do BE?Por mandatos, temos que Como nota, acrescento que, evidentemente, inclui os números relativos a Fausto Correia, que faleceu e foi substituído por Armando França, e os de António Costa, para se candidatar à Câmara de Lisboa, substituído por Hasse Ferreira e não por Manuel dos Santos, que o substituiu, sim, numa vice-presidência do PE atribuida ao PSEuropeu; ainda se acrescenta que as intervenções, quer de António Costa, quer de Manuel dos Santos, estão muito empoladas pois contam como intervenções as vezes que falaram, como vice-presidentes, na condução dos trabalhos.


Aproximam as eleições europeias, para as quais o PCP foi o primeiro, no quadro da CDU, a apresentar a sua cabeça de lista, Ilda Figueiredo, apresentação e actividade sequente que a comunicação social (não) tem tratado de forma absolutamente inaceitável sobretudo se confrontada com o eco dado à designação de Vital Moreira pelo secretário-geral do PS como seu candidato e a uma esporádica distribuição de propaganda por Francisco Louçã e Miguel Portas num BE sempre "nas palminhas". Com essa aproximação, aparecem, inevitavelmente, avaliações dos mandatos dos deputados na legislatura que ora termina. O Expresso fê-lo esta semana, através de Daniel do Rosário. Parte interessada, também pessoalmente, senti-me recuar uns anos, para quando esta análise foi "descoberta" e passou a ser possível nos idos anos 97/98, quando a informática foi instalada entre as usuais ferramentas de trabalho do PE.Estive 11 anos na tarefa de deputado europeu e inclui-se, nesse longo período, o mandato desta legislatura, de 22 de Julho de 2004 a 11 de Janeiro de 2005, isto é, 5 meses completos, entre eles Agosto e Dezembro o que torna o tempo considerado útil, de trabalho, mais curto. Porque fazia parte do compromisso, para com o Partido e como candidato, saí logo que considerei ter feito trabalho útil e que tivesse justificado o voto para que representasse os portugueses e Portugal, que é isso estar em deputado. Tive a sorte de "agarrar" um bom relatório, sobre as pescas, de o ver aprovado, embora com muita oposição e reservas de deputados espanhóis, fiz (vi agora) 26 intervenções em plenário e apresentei 13 perguntas, fui substituído pelo meu camarada Pedro Guerreiro, o que, a juntar à enorme tranquilidade de consciência, me deu inteira satisfação pessoal.Não estou na lista apresentada pelo Daniel do Rosário. Tenho pena. Naqueles escassíssimos meses, fiz tantos e mais relatórios que 7 outros deputados portugueses em 5 anos, tantas ou mais intervenções que 4 outros deputados portugueses em 5 anos, fiz tantas ou mais perguntas que 10 outros deputados portugueses em 5 anos!Venho dizê-lo não para me vangloriar do trabalho feito,735 mas para juntar estes números aos números dos mandatos de Ilda Figueiredo e de Pedro Guerreiro. Os dois mandatos dos eleitos nas listas da CDU realizaram 13 relatórios, 1398 intervenções e 671 perguntas, o que dá, já que estamos a fazer estatísticas, 6,5 relatórios por mandato, 699 intervenções por mandato e 335,5 perguntas por mandato. Confrontem-se estes números com os de outros mandatos de outras listas que se apresentam a sufrágio!O que nos remete para a grande questão (estatística): as avaliações dos desempenhos, além de terem em conta o trabalho deputado a deputados, teriam de contribuir para saber que fizeram os eleitos dos seus mandatos, os 12 do PS, os 7 do PSD, os 2 do CDS-PP e o do BE?Por mandatos, temos que Como nota, acrescento que, evidentemente, inclui os números relativos a Fausto Correia, que faleceu e foi substituído por Armando França, e os de António Costa, para se candidatar à Câmara de Lisboa, substituído por Hasse Ferreira e não por Manuel dos Santos, que o substituiu, sim, numa vice-presidência do PE atribuida ao PSEuropeu; ainda se acrescenta que as intervenções, quer de António Costa, quer de Manuel dos Santos, estão muito empoladas pois contam como intervenções as vezes que falaram, como vice-presidentes, na condução dos trabalhos.

marcar artigo