Do Portugal Profundo

29-09-2009
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Aceleração da ruptura do sistema: a teia desfeita e a marcha do povo

Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa não é arguido em Portugal no processo Freeport pelo cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade. Apesar das referências ao seu alegado estatuto perante as autoridades policiais britânicas ( Actualizações: este post foi actualizado à 1:59 de 21-4-2009; e emendado às 10:12 de 21-4-2009.Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa não é arguido em Portugal no processo Freeport pelo cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade. Apesar das referências ao seu alegado estatuto perante as autoridades policiais britânicas ( Serious Organized Crime Office - SOCA ), José Sócrates não está acusado de qualquer crime ou irregularidade no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

Porém, mais importante do que as atitudes dos protagonistas principais, é a intervenção doutro ser, um ser que existe, que costuma ser negligenciado, mas, afinal, tudo pode:. É o povo nos blogues. É o povo nos fora, nos comentários das notícias e nos mails. É o povo nas casas, nas ruas e no trabalho. É o povo nos magistrados que sentem a responsabilidade de se reapossarem do poder judicial, usurpado pelo poder político e esburacado pelas toupeiras do poder político. É o povo nos notários que decidem colaborar, no cumprimento da lei, fornecendo as informações a jornalistas sobre escrituras públicos de cidadãos referidos em processos de Estado. É o povo nos jornalistas que reassumem o seu papel patriótico de serviço da verdade e de denúncia dos abusos. É o povo na luta, pós-indignação, de recuperação da honra nacional e da dignidade do Estado. É o povo em marcha.que lê os sinais de indignação do povo e, por isso, deixou a táctica de protecção de Sócrates. Cavaco já não está a favor de Sócrates, nem sequer está neutro. Porque, solto do calendário calendário eleitoral que o travava, sentiu finalmente que o povo quer correr com Sócrates e ele nada pode fazer para o segurar. Cavaco não podia ignorar que a sua legitimidade está no povo e não na expectativa de um apoio partidário que algum aconselhamento infeliz lhe terá feito crer conveniente. Cavaco percebeu a gravidade que significaria para a sua avaliação pelo povo manter o apoio a Sócrates perante a acumulação de tanta evidência e a indignação geral.Nestes processos de ruptura do sistema, há sempre quem queira travar a marcha da revolução. Mas é um risco muito grande. O conselho que importa fazer ao meta-sistema que, com cumplicidades várias, tenta travar a queda de Sócrates é que o seu esforço, para além de perigoso para os interesses que sustenta, é inútil. A revolução costuma arrastar na enxurrada, que se solta pela falta de reformas, quem se atravessa no seu caminho.E com ele vai este sistema iníquo que é a causa principal da nossa miséria.

Aceleração da ruptura do sistema: a teia desfeita e a marcha do povo

Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa não é arguido em Portugal no processo Freeport pelo cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade. Apesar das referências ao seu alegado estatuto perante as autoridades policiais britânicas ( Actualizações: este post foi actualizado à 1:59 de 21-4-2009; e emendado às 10:12 de 21-4-2009.Limitação de responsabilidade (disclaimer): José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa não é arguido em Portugal no processo Freeport pelo cometimento de qualquer ilegalidade ou irregularidade. Apesar das referências ao seu alegado estatuto perante as autoridades policiais britânicas ( Serious Organized Crime Office - SOCA ), José Sócrates não está acusado de qualquer crime ou irregularidade no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

Porém, mais importante do que as atitudes dos protagonistas principais, é a intervenção doutro ser, um ser que existe, que costuma ser negligenciado, mas, afinal, tudo pode:. É o povo nos blogues. É o povo nos fora, nos comentários das notícias e nos mails. É o povo nas casas, nas ruas e no trabalho. É o povo nos magistrados que sentem a responsabilidade de se reapossarem do poder judicial, usurpado pelo poder político e esburacado pelas toupeiras do poder político. É o povo nos notários que decidem colaborar, no cumprimento da lei, fornecendo as informações a jornalistas sobre escrituras públicos de cidadãos referidos em processos de Estado. É o povo nos jornalistas que reassumem o seu papel patriótico de serviço da verdade e de denúncia dos abusos. É o povo na luta, pós-indignação, de recuperação da honra nacional e da dignidade do Estado. É o povo em marcha.que lê os sinais de indignação do povo e, por isso, deixou a táctica de protecção de Sócrates. Cavaco já não está a favor de Sócrates, nem sequer está neutro. Porque, solto do calendário calendário eleitoral que o travava, sentiu finalmente que o povo quer correr com Sócrates e ele nada pode fazer para o segurar. Cavaco não podia ignorar que a sua legitimidade está no povo e não na expectativa de um apoio partidário que algum aconselhamento infeliz lhe terá feito crer conveniente. Cavaco percebeu a gravidade que significaria para a sua avaliação pelo povo manter o apoio a Sócrates perante a acumulação de tanta evidência e a indignação geral.Nestes processos de ruptura do sistema, há sempre quem queira travar a marcha da revolução. Mas é um risco muito grande. O conselho que importa fazer ao meta-sistema que, com cumplicidades várias, tenta travar a queda de Sócrates é que o seu esforço, para além de perigoso para os interesses que sustenta, é inútil. A revolução costuma arrastar na enxurrada, que se solta pela falta de reformas, quem se atravessa no seu caminho.E com ele vai este sistema iníquo que é a causa principal da nossa miséria.

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