Bloff, Sociedade Anónima, Lda.: ANALOGIAS ANTAGÓNICAS

16-06-2005
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PirataSou o único homem a bordo do meu barco.Os outros são monstros que não falam,Tigres e ursos que amarrei aos remos,E o meu desprezo reina sobre o mar.Gosto de uivar no vento com os mastrosE de me abrir na brisa com as velas,E há momentos que são quase esquecimentoNuma doçura imensa de regresso.A minha pátria é onde o vento passa,A minha amada é onde os roseirais dão flor,O meu desejo é o rastro que ficou das aves,E nunca acordo deste sonho e nunca durmo. (Sophia de Mello Breyner) Para a Pirata Cientistae para todos aqueles que, como nós, têm um pirata dentro de si (salvo seja).

PirataSou o único homem a bordo do meu barco.Os outros são monstros que não falam,Tigres e ursos que amarrei aos remos,E o meu desprezo reina sobre o mar.Gosto de uivar no vento com os mastrosE de me abrir na brisa com as velas,E há momentos que são quase esquecimentoNuma doçura imensa de regresso.A minha pátria é onde o vento passa,A minha amada é onde os roseirais dão flor,O meu desejo é o rastro que ficou das aves,E nunca acordo deste sonho e nunca durmo. (Sophia de Mello Breyner) Para a Pirata Cientistae para todos aqueles que, como nós, têm um pirata dentro de si (salvo seja).

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