O PSD vai propor à Assembleia da República a suspensão do processo de avaliação dos professores. Ou seja, repetir a votação que falhou devido às faltas de muitos dos seus deputados... por ser sexta-feira anterior a um fim-de-semana prolongado. Diz o líder da bancada (Paulo Rangel) que entende ter o "dever moral" de apresentar a proposta, depois do que se passou.Se não fosse triste o exemplo que os nossos políticos nos dão, este anúncio teria provocado uma gargalhada à maioria das pessoas. Então os senhores deputados faltosos não estavam em "trabalho político"? Então, como disse o próprio Paulo Rangel, não era evidente que não foi a asusência dos deputados do PSD que provocou o chumbo da proposta? E se Jorge Neto for convidado para um jantar do Boavista, será dispensado? E se não for, desta vez, será numa próxima, quando não estiver em causa o PSD poder ganhar uma votação?O que mudou no Grupo Parlamentar do PSD e na Assembleia da República por causa desta palhaçada? Alguma coisa ou coisa nenhuma? Se Paulo Rangel, efectivamente, acha que é dever moral fazer a Assembleia da República repetir a "jogada", qual jogo de xadrez caseiro em que se volta atrás com a desculpa "esta não valeu, estava distraído", então assume-se que esta coisa da política em Portugal é pouco mais do que uma brincadeira ou então, não é, e há-de haver alguém que tem que assumir a responsabilidade de outra maneira.Paulo Rangel e os deputados faltosos devem dar a cara de outra forma, deixar-se de desculpas de mau pagador, assumir que faltaram e as verdadeira razões pelo que o fizeram e, pelo menos no casos dos que assinaram o ponto e se puseram a andar, abdicarem dos mandatos. Se assim não for, não vale a pena falar de "deveres morais".
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O PSD vai propor à Assembleia da República a suspensão do processo de avaliação dos professores. Ou seja, repetir a votação que falhou devido às faltas de muitos dos seus deputados... por ser sexta-feira anterior a um fim-de-semana prolongado. Diz o líder da bancada (Paulo Rangel) que entende ter o "dever moral" de apresentar a proposta, depois do que se passou.Se não fosse triste o exemplo que os nossos políticos nos dão, este anúncio teria provocado uma gargalhada à maioria das pessoas. Então os senhores deputados faltosos não estavam em "trabalho político"? Então, como disse o próprio Paulo Rangel, não era evidente que não foi a asusência dos deputados do PSD que provocou o chumbo da proposta? E se Jorge Neto for convidado para um jantar do Boavista, será dispensado? E se não for, desta vez, será numa próxima, quando não estiver em causa o PSD poder ganhar uma votação?O que mudou no Grupo Parlamentar do PSD e na Assembleia da República por causa desta palhaçada? Alguma coisa ou coisa nenhuma? Se Paulo Rangel, efectivamente, acha que é dever moral fazer a Assembleia da República repetir a "jogada", qual jogo de xadrez caseiro em que se volta atrás com a desculpa "esta não valeu, estava distraído", então assume-se que esta coisa da política em Portugal é pouco mais do que uma brincadeira ou então, não é, e há-de haver alguém que tem que assumir a responsabilidade de outra maneira.Paulo Rangel e os deputados faltosos devem dar a cara de outra forma, deixar-se de desculpas de mau pagador, assumir que faltaram e as verdadeira razões pelo que o fizeram e, pelo menos no casos dos que assinaram o ponto e se puseram a andar, abdicarem dos mandatos. Se assim não for, não vale a pena falar de "deveres morais".