A propósito de "ar". Há alguns anos foi apresentada uma empresa chamada "Guard'ar" (que é um nome bonito) que tinha projectos para "rentabilizar" o filão que é ar puríssimo da nossa terra. As ideias pareciam sólidas e muita gente acreditou na empresa e no empreendimento. Só que, não se sabe porquê, a coisa "esfumou-se". Ainda serviu para Crespo de Carvalho dar uma grande polémica entrevista (às vezes, na Guarda, o jornalismo vive de pretextos. Depois, foi o silêncio total. Nada se sabe se guardaram o ar ou se o tencionam guardar. No início, muita agitação(como frequentemente acontece na Guarda o excesso de marketing é uma tentação). Agora... nada.Será que a empresa desistiu dos seus propósitos? Terá aberto falência? E que é feito dos tais projectos que a autarquia ajudou a pagar?Vivemos numa terra onde se exige demasiado aos poderes públicos,como se não pudesse e devesse existir uma iniciativa privada dinâmica e actuante. Por vezes, há políticos com ambições (Crespo é um exemplo) que orienta excessivamente as suas críticas (em geral, o alvo é a Câmara). Mas, neste caso, será justo perguntar: que é feito da capacidade, competência e empreendorismo? A iniciativa privada é capaz ou não de lançar um projecto que parecia tão aliciante? Ou só há se assumem riscos se bem apoiados (eu diria, suportados) pelo Estado (local ou central)? Ao que sei a autarquia deu o apoio inicial solicitado: não caberá agora à empresa privada fazer o resto?
Categorias
Entidades
A propósito de "ar". Há alguns anos foi apresentada uma empresa chamada "Guard'ar" (que é um nome bonito) que tinha projectos para "rentabilizar" o filão que é ar puríssimo da nossa terra. As ideias pareciam sólidas e muita gente acreditou na empresa e no empreendimento. Só que, não se sabe porquê, a coisa "esfumou-se". Ainda serviu para Crespo de Carvalho dar uma grande polémica entrevista (às vezes, na Guarda, o jornalismo vive de pretextos. Depois, foi o silêncio total. Nada se sabe se guardaram o ar ou se o tencionam guardar. No início, muita agitação(como frequentemente acontece na Guarda o excesso de marketing é uma tentação). Agora... nada.Será que a empresa desistiu dos seus propósitos? Terá aberto falência? E que é feito dos tais projectos que a autarquia ajudou a pagar?Vivemos numa terra onde se exige demasiado aos poderes públicos,como se não pudesse e devesse existir uma iniciativa privada dinâmica e actuante. Por vezes, há políticos com ambições (Crespo é um exemplo) que orienta excessivamente as suas críticas (em geral, o alvo é a Câmara). Mas, neste caso, será justo perguntar: que é feito da capacidade, competência e empreendorismo? A iniciativa privada é capaz ou não de lançar um projecto que parecia tão aliciante? Ou só há se assumem riscos se bem apoiados (eu diria, suportados) pelo Estado (local ou central)? Ao que sei a autarquia deu o apoio inicial solicitado: não caberá agora à empresa privada fazer o resto?