Há cerca 2 anos (se a memória não me atraiçoa) comecei a ouvir falar de um novo partido que tinha como figura mais conhecida Manuel Monteiro. As ideias para a nova formação eram várias, mas ainda era semi-secreto; "...espera e depois vês..."; "...já não deve faltar muito..." dizia-me um amigo. Sempre que falava com ele, a minha expectactiva aumentava... ia aparecer o partido que ia mudar; o partido que eu achava que ia defender novas ideias, se ia posicionar fora do bloco central (talvez até fora de qualquer padrão político existente em Portugal). Eu acreditava nisso, muita gente acreditava nisso...
Acabadas de preencher as burocracias para a fundação do partido, finalmente se soube o nome: "Partido Nova Democracia" (não pôde sêr só "Nova Democracia" porque a sigla era demasiado semelhante à do desconhecido "Movimento do Doente"). Aí estava mais um factor positivo para este partido! Vinha aí uma democracia nova?
Também nessa altura se soube que a sua sede seria no Porto. (Sim, vinha aí mesmo uma democracia nova!).
No entanto, volvido o período de excitação e de esperança que se atribui sempre que se acredita que a mudança afinal é possível, começaram a aparecer as críticas. Os jornais falavam, as pessoas falavam, os meus amigos falavam... "A Nova Democracia é o partido dos rejeitados do PP."; "O PND foi a maneira que o Monteiro arranjou para ter poder."; "O Monteiro até é boa pessoa, mas ele só quer ser presidente seja lá do que for."; "Perdeu com o Portas, amuou, foi ser presidente de outra coisa qualquer...".
Apesar de tudo o que ia ouvindo, eu ia sempre dizendo que isso não era verdade; eles só precisavam de tempo; estavam com trabalho, não era fácil... Eu acreditava que, pela altura das eleições europeias o partido iria aparecer, apresentar as suas ideias e mostrar porque é que eram melhores (já só faltavam uns meses...).
Quando me pediam a opinião eu dizia sempre: "...as pessoas não conhecem o partido; ninguém sabe quais são as ideias dele. Ahhh, e o PND não pode estar associado só ao Monteiro. É sempre ele que aparece! É só ele que aparece!". E, normalmente ouvia um "Achas? Se calhar tens razão.".
Chegou o momento das eleições...apareceu o Monteiro, ainda defendeu umas ideias contra o presidente, mas, afinal "não era bem isso que queria dizer...". O partido teve uma derrota gigante, ficando atrás de formações partidárias bastante menores.
Desde então, a prioridade têm sido as eleições autárquicas. Mas, infelizmente, o PND só tem um candidato; e é o mesmo para Lisboa e Porto!(ainda vai decidir...). Tem sido neste ambito que Manuel Monteiro se tem desdobrado em aparições sem sentido ao estilo de qualquer militante do Bloco de Esquerda. Ataca indiscriminadamente a autarquia do Porto (onde até estão alguns (ex-?)simpatizantes seus); ataca o governo seja por que razão fôr; faz visitas aos bairros, lojas, ruas, onde liberta "bacoradas" que nos lembram Teixeira Lopes, Alda Macedo ou Ana Drago.
Esta demagogia e obsessão em conseguir aparecer num jornal descredibiliza-o por completo e, ainda pior, descredibiliza o partido em que eu acreditava. Monteiro está quase a chegar aos níveis das três figuras a que me referia num "post" passado (nomeadamente Sousa Tavares, Moore e Soares). Neste momento, só Dina Aguiar (o Luís Delgado do PND) acredita neste projecto e neste presidente.
É chegada a altura, portanto, de os militantes do PND decidirem. Ou abandonam o partido, assumindo, portanto, que aquilo é um "one-man-show" ou tomam uma decisão que pode fazer a diferença e alterar o rumo do partido (em termos ideológicos e eleitorais, até).
Espero que quem lêr este post não veja a minha opinião como uma ingerência nos problemas do partido, mas como um "conselho de amigo". Eu acho que o está na altura de os militantes do PND (sejam lá quantos forem) demitirem o seu presidente e elegerem nova direcção. É preciso afastar Monteiro da presidência e assumir uma identidade para o partido. É preciso assumir que existem ideias e estratégias para o país, realmente diferentes. É preciso mostrar que é possível destruir o sistema. É preciso voltar aquele tempo em que eu acreditava no projecto. É preciso!!!!!!!!
PS: quaisquer críticas que eu faço, tanto neste post, como nos vários posts, são puramente políticas e ideológicas; nunca pessoais. Espero nunca me chatear com ninguém devido a divergência de opiniões.
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Há cerca 2 anos (se a memória não me atraiçoa) comecei a ouvir falar de um novo partido que tinha como figura mais conhecida Manuel Monteiro. As ideias para a nova formação eram várias, mas ainda era semi-secreto; "...espera e depois vês..."; "...já não deve faltar muito..." dizia-me um amigo. Sempre que falava com ele, a minha expectactiva aumentava... ia aparecer o partido que ia mudar; o partido que eu achava que ia defender novas ideias, se ia posicionar fora do bloco central (talvez até fora de qualquer padrão político existente em Portugal). Eu acreditava nisso, muita gente acreditava nisso...
Acabadas de preencher as burocracias para a fundação do partido, finalmente se soube o nome: "Partido Nova Democracia" (não pôde sêr só "Nova Democracia" porque a sigla era demasiado semelhante à do desconhecido "Movimento do Doente"). Aí estava mais um factor positivo para este partido! Vinha aí uma democracia nova?
Também nessa altura se soube que a sua sede seria no Porto. (Sim, vinha aí mesmo uma democracia nova!).
No entanto, volvido o período de excitação e de esperança que se atribui sempre que se acredita que a mudança afinal é possível, começaram a aparecer as críticas. Os jornais falavam, as pessoas falavam, os meus amigos falavam... "A Nova Democracia é o partido dos rejeitados do PP."; "O PND foi a maneira que o Monteiro arranjou para ter poder."; "O Monteiro até é boa pessoa, mas ele só quer ser presidente seja lá do que for."; "Perdeu com o Portas, amuou, foi ser presidente de outra coisa qualquer...".
Apesar de tudo o que ia ouvindo, eu ia sempre dizendo que isso não era verdade; eles só precisavam de tempo; estavam com trabalho, não era fácil... Eu acreditava que, pela altura das eleições europeias o partido iria aparecer, apresentar as suas ideias e mostrar porque é que eram melhores (já só faltavam uns meses...).
Quando me pediam a opinião eu dizia sempre: "...as pessoas não conhecem o partido; ninguém sabe quais são as ideias dele. Ahhh, e o PND não pode estar associado só ao Monteiro. É sempre ele que aparece! É só ele que aparece!". E, normalmente ouvia um "Achas? Se calhar tens razão.".
Chegou o momento das eleições...apareceu o Monteiro, ainda defendeu umas ideias contra o presidente, mas, afinal "não era bem isso que queria dizer...". O partido teve uma derrota gigante, ficando atrás de formações partidárias bastante menores.
Desde então, a prioridade têm sido as eleições autárquicas. Mas, infelizmente, o PND só tem um candidato; e é o mesmo para Lisboa e Porto!(ainda vai decidir...). Tem sido neste ambito que Manuel Monteiro se tem desdobrado em aparições sem sentido ao estilo de qualquer militante do Bloco de Esquerda. Ataca indiscriminadamente a autarquia do Porto (onde até estão alguns (ex-?)simpatizantes seus); ataca o governo seja por que razão fôr; faz visitas aos bairros, lojas, ruas, onde liberta "bacoradas" que nos lembram Teixeira Lopes, Alda Macedo ou Ana Drago.
Esta demagogia e obsessão em conseguir aparecer num jornal descredibiliza-o por completo e, ainda pior, descredibiliza o partido em que eu acreditava. Monteiro está quase a chegar aos níveis das três figuras a que me referia num "post" passado (nomeadamente Sousa Tavares, Moore e Soares). Neste momento, só Dina Aguiar (o Luís Delgado do PND) acredita neste projecto e neste presidente.
É chegada a altura, portanto, de os militantes do PND decidirem. Ou abandonam o partido, assumindo, portanto, que aquilo é um "one-man-show" ou tomam uma decisão que pode fazer a diferença e alterar o rumo do partido (em termos ideológicos e eleitorais, até).
Espero que quem lêr este post não veja a minha opinião como uma ingerência nos problemas do partido, mas como um "conselho de amigo". Eu acho que o está na altura de os militantes do PND (sejam lá quantos forem) demitirem o seu presidente e elegerem nova direcção. É preciso afastar Monteiro da presidência e assumir uma identidade para o partido. É preciso assumir que existem ideias e estratégias para o país, realmente diferentes. É preciso mostrar que é possível destruir o sistema. É preciso voltar aquele tempo em que eu acreditava no projecto. É preciso!!!!!!!!
PS: quaisquer críticas que eu faço, tanto neste post, como nos vários posts, são puramente políticas e ideológicas; nunca pessoais. Espero nunca me chatear com ninguém devido a divergência de opiniões.