Regionalização

02-07-2009
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Luis Braga da Cruz- Responsável nacional pelo mercado ibérico da energia, Professor catedrático, e antigo Ministro da Economia"Defendo claramente um modelo de divisão regional sustentado nas cinco regiões-plano: Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve. Pugno para que a reforma da administração pública em curso proporcione desde já um alinhamento dos serviços desconcentrados face a esta divisão regional, mas sinto algum "desconforto" por algumas derivas que, neste ou naquele ministério, se fazem sentir no que toca á aplicação deste critério.""Está demonstrado à sociedade o insucesso a que nos conduziu o modelo centralista em Portugal. É necessário um pacto de regime entre as principais forças do arco governamental, designadamente entre o PS e o PSD, em matéria de Regionalização, condição essencial para o sucesso de um futuro referendo nacional, que a Constituição exige vinculativo.""Muita pedagogia, significa muito trabalho preparatório, e aqui os Movimentos Cívicos tem um importante papel a desempenhar. Há que trabalhar as competências, avaliar os envelopes financeiros, definir o calendário das transferências de recursos e de implementação, que, na sua opinião, deve ser gradual, faseada, como o foi a regionalização administrativa em França, com o sucesso que se conhece.”Carvalho Guerra- Presidente do Conselho da Fileira Florestal de Portugal, professor catedrático e antigo reitor da Universidade Católica do Porto“Lisboa, e a sua população, são as primeiras vítimas de uma mega concentração urbana, que se torna disfuncional, e desequilibra o país""Como exemplo do centralismo asfixiante em que Portugal continua mergulhado (com alguma ironia), os 19 principais laboratórios estão concentrados em Lisboa. Oxalá que nunca se repita o terramoto, senão, entre muitos outros danos, lá ficamos sem laboratórios!...""Temos que colocar um acento tónico no chamado princípio da subsidiariedade, tendo como exemplo as autarquias locais, mas entre estas e o poder central, existe um vazio em Portugal para a gestão de projectos e sectores de natureza claramente supra-municipal que só as Regiões poderão suprir com eficácia. Pode-se governar de longe, mas não se administra bem, senão de perto! A Regionalização permite fazer mais obras, com menos dinheiro. Foi e é assim, em quase toda a Europa”."Existem pessoas, sobretudo ligadas a grandes grupos empresariais que, não se cansando de referir e querer adaptar as chamadas “boas práticas do que se faz lá fora”, em matéria de Regionalização persistam em ignorar aquilo que tem sido um dos motores e principais estímulos da competitividade dos países mais desenvolvidos do mundo, que é precisamente a existência de estruturas descentralizadas de administração".

Luis Braga da Cruz- Responsável nacional pelo mercado ibérico da energia, Professor catedrático, e antigo Ministro da Economia"Defendo claramente um modelo de divisão regional sustentado nas cinco regiões-plano: Norte, Centro, Lisboa, Alentejo e Algarve. Pugno para que a reforma da administração pública em curso proporcione desde já um alinhamento dos serviços desconcentrados face a esta divisão regional, mas sinto algum "desconforto" por algumas derivas que, neste ou naquele ministério, se fazem sentir no que toca á aplicação deste critério.""Está demonstrado à sociedade o insucesso a que nos conduziu o modelo centralista em Portugal. É necessário um pacto de regime entre as principais forças do arco governamental, designadamente entre o PS e o PSD, em matéria de Regionalização, condição essencial para o sucesso de um futuro referendo nacional, que a Constituição exige vinculativo.""Muita pedagogia, significa muito trabalho preparatório, e aqui os Movimentos Cívicos tem um importante papel a desempenhar. Há que trabalhar as competências, avaliar os envelopes financeiros, definir o calendário das transferências de recursos e de implementação, que, na sua opinião, deve ser gradual, faseada, como o foi a regionalização administrativa em França, com o sucesso que se conhece.”Carvalho Guerra- Presidente do Conselho da Fileira Florestal de Portugal, professor catedrático e antigo reitor da Universidade Católica do Porto“Lisboa, e a sua população, são as primeiras vítimas de uma mega concentração urbana, que se torna disfuncional, e desequilibra o país""Como exemplo do centralismo asfixiante em que Portugal continua mergulhado (com alguma ironia), os 19 principais laboratórios estão concentrados em Lisboa. Oxalá que nunca se repita o terramoto, senão, entre muitos outros danos, lá ficamos sem laboratórios!...""Temos que colocar um acento tónico no chamado princípio da subsidiariedade, tendo como exemplo as autarquias locais, mas entre estas e o poder central, existe um vazio em Portugal para a gestão de projectos e sectores de natureza claramente supra-municipal que só as Regiões poderão suprir com eficácia. Pode-se governar de longe, mas não se administra bem, senão de perto! A Regionalização permite fazer mais obras, com menos dinheiro. Foi e é assim, em quase toda a Europa”."Existem pessoas, sobretudo ligadas a grandes grupos empresariais que, não se cansando de referir e querer adaptar as chamadas “boas práticas do que se faz lá fora”, em matéria de Regionalização persistam em ignorar aquilo que tem sido um dos motores e principais estímulos da competitividade dos países mais desenvolvidos do mundo, que é precisamente a existência de estruturas descentralizadas de administração".

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