CENSURA

29-09-2009
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CENSURA

Segundo o PÚBLICO «O incidente entre José Eduardo Martins (PSD) e Afonso Candal (PS), que acabou quinta-feira com insultos do social-democrata ao deputado socialista, não vai ter consequências internas e as frases polémicas nem sequer vão figurar nas actas da reunião, que ontem estavam ainda a ser transcritas pelos serviços da Assembleia da República (AR).

Tanto a direcção da bancada do PS como a do PSD e a própria mesa da AR se certificaram de que as frases não seriam transcritas na acta. Aliás, a regra desde a década de 80 – depois de uma troca de palavras azedas entre Francisco Sousa Tavares e Jerónimo de Sousa – é que o Diário da Assembleia não transcreve palavras obscenas ou asneiras, por ser “um jornal oficial”. E, de facto, na versão a que o PÚBLICO teve ontem acesso, as palavras polémicas alegadamente ditas – “vai para o c…” – não aparecem. Até porque os funcionários terão tido dúvidas sobre o que realmente foi dito.»

Interessante é que num outro artigo do mesmo jornal dedicado aos conflitos verbais acontecidos nos debares parlamentares em Portugal não se hesita em usar – e adequadamente – o termo censura: «À excepção do período do Estado Novo, durante o qual foram raros os momentos de distúrbios na Assembleia Nacional (a censura tratava de dar sumiço aos registos), sobejam episódios de agressões verbais entre deputados.» Ou seja consegue dizer-se que no Estado Novo os registos dos debates parlamentares eram censurados. Sobre o que acontece no pós Estado Novo diz-se que as frases não serão transcritas coisa que vai rigorosamenet dar ao mesmo.

CENSURA

Segundo o PÚBLICO «O incidente entre José Eduardo Martins (PSD) e Afonso Candal (PS), que acabou quinta-feira com insultos do social-democrata ao deputado socialista, não vai ter consequências internas e as frases polémicas nem sequer vão figurar nas actas da reunião, que ontem estavam ainda a ser transcritas pelos serviços da Assembleia da República (AR).

Tanto a direcção da bancada do PS como a do PSD e a própria mesa da AR se certificaram de que as frases não seriam transcritas na acta. Aliás, a regra desde a década de 80 – depois de uma troca de palavras azedas entre Francisco Sousa Tavares e Jerónimo de Sousa – é que o Diário da Assembleia não transcreve palavras obscenas ou asneiras, por ser “um jornal oficial”. E, de facto, na versão a que o PÚBLICO teve ontem acesso, as palavras polémicas alegadamente ditas – “vai para o c…” – não aparecem. Até porque os funcionários terão tido dúvidas sobre o que realmente foi dito.»

Interessante é que num outro artigo do mesmo jornal dedicado aos conflitos verbais acontecidos nos debares parlamentares em Portugal não se hesita em usar – e adequadamente – o termo censura: «À excepção do período do Estado Novo, durante o qual foram raros os momentos de distúrbios na Assembleia Nacional (a censura tratava de dar sumiço aos registos), sobejam episódios de agressões verbais entre deputados.» Ou seja consegue dizer-se que no Estado Novo os registos dos debates parlamentares eram censurados. Sobre o que acontece no pós Estado Novo diz-se que as frases não serão transcritas coisa que vai rigorosamenet dar ao mesmo.

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