Os cerca de 200 estudantes da Universidade Moderna de Setúbal não sabem se o ano lectivo recomeça na próxima sexta-feira. E pedem ao governo e ao Presidente da República que congelem a certidão de óbito passada ao estabelecimento de ensino, com sede em Lisboa.Os apelos foram feitos hoje ao fim do dia, durante uma conferência de imprensa. Dora Ferreira, uma das representantes dos estudantes, disse ao Expresso: "Se a universidade encerrar, a esmagadora maioria dos alunos vai abandonar os estudos. As universidades mais próximas ficam em Lisboa e a maior parte de nós não tem meios económicos nem condições familiares para estudar na capital". E a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, acrescentou: "Os cursos de Arquitectura e de Direito são os únicos nesta região e até ao Algarve". Solidária com os estudantes, a autarca disse que se a universidade fechar "os alunos ficam com as pernas cortadas". Maria das Dores Meira pediu, há mais de um mês, uma reunião com o ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, mas até ao momento não obteve qualquer resposta."Deixar morrer ou matar a universidade é esquecer Setúbal, o seu desenvolvimento cultural, a sua valorização e, essencialmente, esquecer os cidadãos que, como nós estudantes-trabalhadores, sonham ser elementos produtivos na nossa sociedade", disseram os alunos durante o encontro com os jornalistas.Em Julho, o ministro Mariano Gago decretou o encerramento compulsivo da universidade, tal como tinha feito um ano antes com a Universidade Independente. Primeiro foi o reitor da Moderna a contestar a decisão de Mariano Gago a quem foi apresentado um rol de argumentos a favor da continuação do projecto. No passado dia 10 foi a vez da Dinensino, proprietária da Moderna, a entregar no ministério da tutela um dossiê com justificações. O ministro não tem prazos para tomar a decisão final o que deixa os alunos na incerteza quanto ao futuro.Expresso online
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Os cerca de 200 estudantes da Universidade Moderna de Setúbal não sabem se o ano lectivo recomeça na próxima sexta-feira. E pedem ao governo e ao Presidente da República que congelem a certidão de óbito passada ao estabelecimento de ensino, com sede em Lisboa.Os apelos foram feitos hoje ao fim do dia, durante uma conferência de imprensa. Dora Ferreira, uma das representantes dos estudantes, disse ao Expresso: "Se a universidade encerrar, a esmagadora maioria dos alunos vai abandonar os estudos. As universidades mais próximas ficam em Lisboa e a maior parte de nós não tem meios económicos nem condições familiares para estudar na capital". E a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, acrescentou: "Os cursos de Arquitectura e de Direito são os únicos nesta região e até ao Algarve". Solidária com os estudantes, a autarca disse que se a universidade fechar "os alunos ficam com as pernas cortadas". Maria das Dores Meira pediu, há mais de um mês, uma reunião com o ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, mas até ao momento não obteve qualquer resposta."Deixar morrer ou matar a universidade é esquecer Setúbal, o seu desenvolvimento cultural, a sua valorização e, essencialmente, esquecer os cidadãos que, como nós estudantes-trabalhadores, sonham ser elementos produtivos na nossa sociedade", disseram os alunos durante o encontro com os jornalistas.Em Julho, o ministro Mariano Gago decretou o encerramento compulsivo da universidade, tal como tinha feito um ano antes com a Universidade Independente. Primeiro foi o reitor da Moderna a contestar a decisão de Mariano Gago a quem foi apresentado um rol de argumentos a favor da continuação do projecto. No passado dia 10 foi a vez da Dinensino, proprietária da Moderna, a entregar no ministério da tutela um dossiê com justificações. O ministro não tem prazos para tomar a decisão final o que deixa os alunos na incerteza quanto ao futuro.Expresso online