Ensino Superior em crise: Grandes acontecimentos

23-11-2005
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 Pensa-se que a prestação da nossa selecção será determinante para a recuperação da auto-estima nacional. O país parecia renascido como nação nos últimos dias. As bandeiras expostas impressionaram positivamente os outros países. O bom acolhimento também deixou os visitantes impressionados.Parece unânime que Portugal demonstrou total capacidade para organizar grandes acontecimentos. Crescemos bastante na consideração dos nossos parceiros europeus e pena foi que a cereja no topo do bolo, isto é, o título de campeão europeu, nos tivesse fugido mesmo no fim.Transpondo este exemplo para o ensino superior, e vendo, por exemplo, a reforma em Harvard (os outros blogs na lista ao lado já falam sobre este assunto, não se esqueçam de visitar), pergunto-me se não estará na hora de levar a sério o desafio de Bolonha e reformar o nosso ensino em todas as vertentes: para além dos conteúdos, a organização, a estruturação das carreiras, etc...Mais importante, será que conseguimos mobilizar todos os docentes, investigadores e alunos do ensino superior para esta tarefa? Já não peço todos os portugueses, embora todos devam perceber que um ensino superior que não seja forte hipoteca o futuro da nação.É preciso que esta mensagem passe para todos, mesmo que o ensino superior não tenha o tempo de antena do futebol, apesar de ter docentes universitários como comentadores televisivos.Mais do que discutir quem vai ser o próximo Primeiro-Ministro, será saber o que vai este fazer no país e, em particular, no ensino superior. Hoje teremos um candidato na televisão. Será que se vai ouvir falar em ensino superior (entre outros assuntos importantes, como a saúde, a economia, etc...)? Ou ouviremos falar nos êxitos do futebol, na gestão autárquica, nos submarinos, no relacionamento com o CDS/PP?Com 31 anos, estou longe de ser um velho do Restelo (ou mesmo velho), mas confesso que já acreditei mais na vontade de resolver os problemas por parte de alguns políticos. Espero que o êxito do Euro 2004 também os mobilize.Jorge Morais(Universidade Aberta)


 Pensa-se que a prestação da nossa selecção será determinante para a recuperação da auto-estima nacional. O país parecia renascido como nação nos últimos dias. As bandeiras expostas impressionaram positivamente os outros países. O bom acolhimento também deixou os visitantes impressionados.Parece unânime que Portugal demonstrou total capacidade para organizar grandes acontecimentos. Crescemos bastante na consideração dos nossos parceiros europeus e pena foi que a cereja no topo do bolo, isto é, o título de campeão europeu, nos tivesse fugido mesmo no fim.Transpondo este exemplo para o ensino superior, e vendo, por exemplo, a reforma em Harvard (os outros blogs na lista ao lado já falam sobre este assunto, não se esqueçam de visitar), pergunto-me se não estará na hora de levar a sério o desafio de Bolonha e reformar o nosso ensino em todas as vertentes: para além dos conteúdos, a organização, a estruturação das carreiras, etc...Mais importante, será que conseguimos mobilizar todos os docentes, investigadores e alunos do ensino superior para esta tarefa? Já não peço todos os portugueses, embora todos devam perceber que um ensino superior que não seja forte hipoteca o futuro da nação.É preciso que esta mensagem passe para todos, mesmo que o ensino superior não tenha o tempo de antena do futebol, apesar de ter docentes universitários como comentadores televisivos.Mais do que discutir quem vai ser o próximo Primeiro-Ministro, será saber o que vai este fazer no país e, em particular, no ensino superior. Hoje teremos um candidato na televisão. Será que se vai ouvir falar em ensino superior (entre outros assuntos importantes, como a saúde, a economia, etc...)? Ou ouviremos falar nos êxitos do futebol, na gestão autárquica, nos submarinos, no relacionamento com o CDS/PP?Com 31 anos, estou longe de ser um velho do Restelo (ou mesmo velho), mas confesso que já acreditei mais na vontade de resolver os problemas por parte de alguns políticos. Espero que o êxito do Euro 2004 também os mobilize.Jorge Morais(Universidade Aberta)


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