Luís Fazenda manifestou uma posição lúcida relativamente ao manifesto dos 13. Salientou a importância do investimento prioritário nas áreas da energia, qualificação e conhecimento, tal como a necessidade de se ultrapassar "o ciclo do betão". Não menosprezou a necessidade de algumas obras públicas na área dos transportes e logística.Relativamente à necessidade de cumprirmos com as directivas europeias em matéria de transportes e acrescento comunicações, estou de acordo, mas não com projectos que ao se concretizarem colocam a carroça à frente dos bois. Basta analisarmos a fraca actividade dos nossos portos marítimos, que são a mais importante infraestrutura logística no que diz respeito à participação do país no comércio internacional. O comboio de alta velocidade poderá encaixar-se como complemento terrestre de apoio à distribuição interior da Europa passando por Madrid. Mas só assim vejo algum sentido na realização da obra. Quanto à OTA, não será a solução mais rentável para uma necessidade aparentemente inevitável. A remodulação da Portela ou utilização do aeródromo das OGMA em Alverca como suporte às incapacidades do aeroporto de Lisboa, parece-me uma solução promotora do desenvolvimento da zona suburbana e de um consequente progresso económico. Evitaria investimentos não suportáveis pela actual situação das contas públicas, que só trariam um maior retrocesso do nível de vida da população por consequência do aumento da despesa.
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Luís Fazenda manifestou uma posição lúcida relativamente ao manifesto dos 13. Salientou a importância do investimento prioritário nas áreas da energia, qualificação e conhecimento, tal como a necessidade de se ultrapassar "o ciclo do betão". Não menosprezou a necessidade de algumas obras públicas na área dos transportes e logística.Relativamente à necessidade de cumprirmos com as directivas europeias em matéria de transportes e acrescento comunicações, estou de acordo, mas não com projectos que ao se concretizarem colocam a carroça à frente dos bois. Basta analisarmos a fraca actividade dos nossos portos marítimos, que são a mais importante infraestrutura logística no que diz respeito à participação do país no comércio internacional. O comboio de alta velocidade poderá encaixar-se como complemento terrestre de apoio à distribuição interior da Europa passando por Madrid. Mas só assim vejo algum sentido na realização da obra. Quanto à OTA, não será a solução mais rentável para uma necessidade aparentemente inevitável. A remodulação da Portela ou utilização do aeródromo das OGMA em Alverca como suporte às incapacidades do aeroporto de Lisboa, parece-me uma solução promotora do desenvolvimento da zona suburbana e de um consequente progresso económico. Evitaria investimentos não suportáveis pela actual situação das contas públicas, que só trariam um maior retrocesso do nível de vida da população por consequência do aumento da despesa.