“Estamos indignados com as declarações do ministro da Defesa por ter tornado pública uma informação que pode pôr em risco uma operação que envolve não só Portugal mas outros países e que deveria ser mantida em sigilo. Uma coisa destas não se anuncia que se faz, faz-se!”, disse ao PÚBLICO Luís Campos Ferreira, porta-voz do PSD para a área da Defesa.”
Augusto Santos Silva protagonizou mesmo “a maior malhadela que as Forças Armadas portuguesas receberam nos últimos anos de um ministro da Defesa”, disse o deputado social-democrata, glosando com uma expressão utilizada pelo próprio Santos Silva que um dia declarou gostar de “malhar na direita”. Antecipando que o PSD vai viabilizar a ida do ministro à Comissão Parlamentar de Defesa, reclamada já pelo PCP, o deputado disparou: “O senhor ministro da Defesa já nos habituou a expressões menos simpáticas, como por exemplo que gostava de malhar na direita. Mas isso é uma questão político-partidária. Desta vez, o senhor ministro da Defesa malhou nas Forças Armadas. E malha nas Forças Armadas porque torna público algo que é da sua esfera de competências, mas que é da reserva de confidencialidade do Estado português”.
As declarações de Luís Campos Ferreira surgem um dia depois de o ministro Santos Silva ter dado uma entrevista ao jornal “i”, na qual aponta o Líbano como um teatro de operações onde Portugal pode passar a ter uma célula de espiões, depois de referir que no Outono já será enviada uma equipa para o Afeganistão. “Ao tornar pública uma questão tão sensível como esta coloca em perigo as Forças Armadas portuguesas, coloca em perigo cidadãos portugueses”, criticou o deputado, acrescentando que “o PSD só pode tirar uma consequência e uma conclusão: este ministro não tem nível, categoria ou maturidade para ocupar as funções de Estado que ocupa”.
Embora considere que o “ministro é incompetente, que não tem categoria para o lugar que ocupa (...), o deputado não pede a cabeça de Santos Silva, considerando que essa questão é agora da esfera do primeiro-ministro, José Sócrates.
O porta-voz do PSD para as questões da Defesa fica agora à espera das explicações de Augusto Santos Silva na Comissão Parlamentar de Defesa, da qual faz parte. “O senhor ministro da Defesa vai ter de explicar à porta fechada o que é que o levou a quebrar a confidencialidade de um assunto que é da esfera privada do Governo”.
O PÚBLICO contactou o gabinete do ministro da Defesa, mas Santos Silvas não pretende fazer nenhum comentário ao ataque que o social-democrata Luís Campos Ferreira lhe fez.
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“Estamos indignados com as declarações do ministro da Defesa por ter tornado pública uma informação que pode pôr em risco uma operação que envolve não só Portugal mas outros países e que deveria ser mantida em sigilo. Uma coisa destas não se anuncia que se faz, faz-se!”, disse ao PÚBLICO Luís Campos Ferreira, porta-voz do PSD para a área da Defesa.”
Augusto Santos Silva protagonizou mesmo “a maior malhadela que as Forças Armadas portuguesas receberam nos últimos anos de um ministro da Defesa”, disse o deputado social-democrata, glosando com uma expressão utilizada pelo próprio Santos Silva que um dia declarou gostar de “malhar na direita”. Antecipando que o PSD vai viabilizar a ida do ministro à Comissão Parlamentar de Defesa, reclamada já pelo PCP, o deputado disparou: “O senhor ministro da Defesa já nos habituou a expressões menos simpáticas, como por exemplo que gostava de malhar na direita. Mas isso é uma questão político-partidária. Desta vez, o senhor ministro da Defesa malhou nas Forças Armadas. E malha nas Forças Armadas porque torna público algo que é da sua esfera de competências, mas que é da reserva de confidencialidade do Estado português”.
As declarações de Luís Campos Ferreira surgem um dia depois de o ministro Santos Silva ter dado uma entrevista ao jornal “i”, na qual aponta o Líbano como um teatro de operações onde Portugal pode passar a ter uma célula de espiões, depois de referir que no Outono já será enviada uma equipa para o Afeganistão. “Ao tornar pública uma questão tão sensível como esta coloca em perigo as Forças Armadas portuguesas, coloca em perigo cidadãos portugueses”, criticou o deputado, acrescentando que “o PSD só pode tirar uma consequência e uma conclusão: este ministro não tem nível, categoria ou maturidade para ocupar as funções de Estado que ocupa”.
Embora considere que o “ministro é incompetente, que não tem categoria para o lugar que ocupa (...), o deputado não pede a cabeça de Santos Silva, considerando que essa questão é agora da esfera do primeiro-ministro, José Sócrates.
O porta-voz do PSD para as questões da Defesa fica agora à espera das explicações de Augusto Santos Silva na Comissão Parlamentar de Defesa, da qual faz parte. “O senhor ministro da Defesa vai ter de explicar à porta fechada o que é que o levou a quebrar a confidencialidade de um assunto que é da esfera privada do Governo”.
O PÚBLICO contactou o gabinete do ministro da Defesa, mas Santos Silvas não pretende fazer nenhum comentário ao ataque que o social-democrata Luís Campos Ferreira lhe fez.