No te salvesNo te quedes inmóvilal borde del caminono congeles el júbilono quieras con desganano te salves ahorani nuncano te salvesno te llenes de calmano reserves del mundosólo un rincón tranquilono dejes caer los párpadospesados como juiciosno te quedes sin labiosno te duermas sin sueñono te pienses sin sangreno te juzgues sin tiempopero sipese a todono puedes evitarloy congelas el júbiloy quieres con desganay te salvas ahoray te llenas de calmay reservas del mundosólo un rincón tranquiloy dejas caer los párpadospesados como juiciosy te secas sin labiosy te duermes sin sueñoy te piensas sin sangrey te juzgas sin tiempoy te quedas inmóvilal borde del caminoy te salvasentoncesno te quedes conmigo.MÁRIO BENEDETTICARTASAinda preciso escrever a fulano e beltranoque vou bem de saúdeque ontem me embebedei no bar gregoe depois no bar norueguês, no turcoque me prepareipara a altíssima conta do gáse outras coisas a outros –como deambular num mundo cada vez mais inexplicávelque alguém disse:vocês holandeses são todos iguaise olha que eu tinha pagoe tinha óculos francesese uma colectânea de poesia alemã no bolsoe em casa sobre a mesaaquele insuperável poema de Anne Sextonwanting to diee ouve como troquei os fusíveise de repente a luz apareceue ela dormia no sofádebaixo do cobertor azula beltrano e sicrano ainda preciso escreverque isso eu não façoque me recusoque vou apresentar queixaque os dias aqui se derretem em chuvaque o mundo não é maior do que uma cidadedo que eu naquela cidadedo que os meus pés naquelas pedrase o que eu vejo ao pestanejare preciso perguntar como vão passandose a casa já está prontao artigo bem traduzidose as crianças cresceramse as mulheres não são de todo infelizes REMCO CAMPERT(Tradução de August Willemsen e Egito Gonçalves, no blog poesia&limitada)
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No te salvesNo te quedes inmóvilal borde del caminono congeles el júbilono quieras con desganano te salves ahorani nuncano te salvesno te llenes de calmano reserves del mundosólo un rincón tranquilono dejes caer los párpadospesados como juiciosno te quedes sin labiosno te duermas sin sueñono te pienses sin sangreno te juzgues sin tiempopero sipese a todono puedes evitarloy congelas el júbiloy quieres con desganay te salvas ahoray te llenas de calmay reservas del mundosólo un rincón tranquiloy dejas caer los párpadospesados como juiciosy te secas sin labiosy te duermes sin sueñoy te piensas sin sangrey te juzgas sin tiempoy te quedas inmóvilal borde del caminoy te salvasentoncesno te quedes conmigo.MÁRIO BENEDETTICARTASAinda preciso escrever a fulano e beltranoque vou bem de saúdeque ontem me embebedei no bar gregoe depois no bar norueguês, no turcoque me prepareipara a altíssima conta do gáse outras coisas a outros –como deambular num mundo cada vez mais inexplicávelque alguém disse:vocês holandeses são todos iguaise olha que eu tinha pagoe tinha óculos francesese uma colectânea de poesia alemã no bolsoe em casa sobre a mesaaquele insuperável poema de Anne Sextonwanting to diee ouve como troquei os fusíveise de repente a luz apareceue ela dormia no sofádebaixo do cobertor azula beltrano e sicrano ainda preciso escreverque isso eu não façoque me recusoque vou apresentar queixaque os dias aqui se derretem em chuvaque o mundo não é maior do que uma cidadedo que eu naquela cidadedo que os meus pés naquelas pedrase o que eu vejo ao pestanejare preciso perguntar como vão passandose a casa já está prontao artigo bem traduzidose as crianças cresceramse as mulheres não são de todo infelizes REMCO CAMPERT(Tradução de August Willemsen e Egito Gonçalves, no blog poesia&limitada)