Um livro cada domingo. Desta vez não é livro, é revista, criatura de seu nome. Chegou em Abril ao número 3, facto de assinalar em tempo de rarefacção de poesia. Ao contrário dos poetas revelados nos anos 1990 (entre outros: Ana Luísa Amaral, Fernando Pinto do Amaral, Luís Quintais, Manuel de Freitas, Pedro Mexia e Rui Pires Cabral), que puderam contar com editores abertos às suas propostas, jornalismo cultural atento, uma bateria de críticos da mesma geração e cumplicidades institucionais de vária índole, os que chegam agora têm de seguir o protocolo de regra: publicações artesanais fora do circuito dominante, edições de autor, visibilidade restrita a círculos de iniciados. Não tem mal que assim seja. O tempo se encarregará de fixar os melhores. A nova revista é disso exemplo. Organizada pelo Núcleo Autónomo Calíope da Faculdade de Direito de Lisboa, com o apoio da Associação Académica, criatura é dirigida por Ana M. P. Antunes, David Teles Pereira e Diogo Vaz Pinto. Além de portugueses, a revista publica autores de expressão ibérica, que neste número são dois: Ben Clark (Ibiza, 1984) e Elena Medel (Córdoba, 1985). Sobre os portugueses, nenhuma referência de natureza biobibliográfica. Têm 20 anos? Têm 50? (Um deles anda lá perto.) Isto não é mania. Como é que podemos, com propriedade, falar de uma revista de novos, se nada o garante? Podemos ir por aproximação ou presunção, mas não chega. A uma primeira leitura, diria que Cláudia Santos Silva apresenta (em particular do ponto de vista formal) o discurso mais consistente. E que os poemas de David Teles Pereira [ex: 1.LX] e Diogo Vaz Pinto, [ex: “No metro, em pé, ainda a acordar no abafo subterrâneo”] no largo fôlego dos respectivos enunciados, podem vir a ser grandes poemas no dia em que os autores forem capazes de os limar. A ideia da prosa dos versos é tentadora... mas não cai do céu. Isto dito, sublinhar o óbvio: o mais difícil, que é começar, está feito.Ana Gomes: «É com pena que vejo não voltarem às listas do PSD e do CDS/PP para o Parlamento Europeu muitos colegas com quem mantive sempre boas relações pessoais e cuja actuação me habituei a respeitar e até por vezes a admirar, independentemente das divergências políticas. De João de Deus Pinheiro a Vasco Graça Moura, passando evidentemente pela minha amiga Assunção Esteves. Se não me espantei diante da exclusão de José Ribeiro e Castro, por o saber honrosamente distante da orientação Paulo Portas, já me caiem os queixos quando vejo a direcção do PSD desperdiçar um deputado de invulgar qualidade e excepcional influência em questões económicas e sociais como José Silva Peneda. Qualidade e influência reconhecidas em todo o espectro partidário, ao ponto de o seu próprio Grupo político, o PPE, já o estar a predestinar para coordenador da área social na próxima legislatura, segundo me afiançaram vários colegas desse Grupo, incrédulos com a perda. [...] Enfim, a actual direcção do PSD, em vez de tirar partido do investimento feito nos seus deputados nesta legislatura e do papel e influência que ganharam no seu Grupo Político, entendeu antes apostar em candidatos que, na sua maior parte, irão para o PE começar por andar... aos papéis.»Filipe Nunes Vicente: «Rui Rio chegará à presidência do PSD até ao final do ano.»Pedro Vieira: «deixem lá requalificar a praça, eu cá também gosto de festas com porco no espeto.»Etiquetas: Blogues, Nota de leitura
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Um livro cada domingo. Desta vez não é livro, é revista, criatura de seu nome. Chegou em Abril ao número 3, facto de assinalar em tempo de rarefacção de poesia. Ao contrário dos poetas revelados nos anos 1990 (entre outros: Ana Luísa Amaral, Fernando Pinto do Amaral, Luís Quintais, Manuel de Freitas, Pedro Mexia e Rui Pires Cabral), que puderam contar com editores abertos às suas propostas, jornalismo cultural atento, uma bateria de críticos da mesma geração e cumplicidades institucionais de vária índole, os que chegam agora têm de seguir o protocolo de regra: publicações artesanais fora do circuito dominante, edições de autor, visibilidade restrita a círculos de iniciados. Não tem mal que assim seja. O tempo se encarregará de fixar os melhores. A nova revista é disso exemplo. Organizada pelo Núcleo Autónomo Calíope da Faculdade de Direito de Lisboa, com o apoio da Associação Académica, criatura é dirigida por Ana M. P. Antunes, David Teles Pereira e Diogo Vaz Pinto. Além de portugueses, a revista publica autores de expressão ibérica, que neste número são dois: Ben Clark (Ibiza, 1984) e Elena Medel (Córdoba, 1985). Sobre os portugueses, nenhuma referência de natureza biobibliográfica. Têm 20 anos? Têm 50? (Um deles anda lá perto.) Isto não é mania. Como é que podemos, com propriedade, falar de uma revista de novos, se nada o garante? Podemos ir por aproximação ou presunção, mas não chega. A uma primeira leitura, diria que Cláudia Santos Silva apresenta (em particular do ponto de vista formal) o discurso mais consistente. E que os poemas de David Teles Pereira [ex: 1.LX] e Diogo Vaz Pinto, [ex: “No metro, em pé, ainda a acordar no abafo subterrâneo”] no largo fôlego dos respectivos enunciados, podem vir a ser grandes poemas no dia em que os autores forem capazes de os limar. A ideia da prosa dos versos é tentadora... mas não cai do céu. Isto dito, sublinhar o óbvio: o mais difícil, que é começar, está feito.Ana Gomes: «É com pena que vejo não voltarem às listas do PSD e do CDS/PP para o Parlamento Europeu muitos colegas com quem mantive sempre boas relações pessoais e cuja actuação me habituei a respeitar e até por vezes a admirar, independentemente das divergências políticas. De João de Deus Pinheiro a Vasco Graça Moura, passando evidentemente pela minha amiga Assunção Esteves. Se não me espantei diante da exclusão de José Ribeiro e Castro, por o saber honrosamente distante da orientação Paulo Portas, já me caiem os queixos quando vejo a direcção do PSD desperdiçar um deputado de invulgar qualidade e excepcional influência em questões económicas e sociais como José Silva Peneda. Qualidade e influência reconhecidas em todo o espectro partidário, ao ponto de o seu próprio Grupo político, o PPE, já o estar a predestinar para coordenador da área social na próxima legislatura, segundo me afiançaram vários colegas desse Grupo, incrédulos com a perda. [...] Enfim, a actual direcção do PSD, em vez de tirar partido do investimento feito nos seus deputados nesta legislatura e do papel e influência que ganharam no seu Grupo Político, entendeu antes apostar em candidatos que, na sua maior parte, irão para o PE começar por andar... aos papéis.»Filipe Nunes Vicente: «Rui Rio chegará à presidência do PSD até ao final do ano.»Pedro Vieira: «deixem lá requalificar a praça, eu cá também gosto de festas com porco no espeto.»Etiquetas: Blogues, Nota de leitura