Lisboa e propagandaA Baixa, a revitalização e as verbasNo ‘Imobiliário’, suplemento das sextas do ‘Público’ leio a manchete de ontem: «Lisboa / Recuperar Baixa e Chiado custa mil milhões de euros / Verba assegurada na sua maioria por privados». Assegurada? Quem dera! Nem sei se este tipo de suplementos é garantido por jornalistas. Mas já tenho visto e até já critiquei muitas vezes o modo de escrever sobre o futuro usando termos que se referem ao presente ou até ao passado. «Assegurada» é particípio passado (seja como for a sua designação técnica actual). «Assegurada» deixa a ideia de que os financiamentos estão garantidos. E não estão. Nem vão estar tão cedo, lamentavelmente. Nem os dos privados nem os do Governo – que vai decidir sobre isso ainda este ano – nem, e muito menos, os da autarquia – que não tem meios para mandar cantar um cego, por este andar.«Assegurada»? Olha que bom. Mais parece propaganda do que informação..
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Lisboa e propagandaA Baixa, a revitalização e as verbasNo ‘Imobiliário’, suplemento das sextas do ‘Público’ leio a manchete de ontem: «Lisboa / Recuperar Baixa e Chiado custa mil milhões de euros / Verba assegurada na sua maioria por privados». Assegurada? Quem dera! Nem sei se este tipo de suplementos é garantido por jornalistas. Mas já tenho visto e até já critiquei muitas vezes o modo de escrever sobre o futuro usando termos que se referem ao presente ou até ao passado. «Assegurada» é particípio passado (seja como for a sua designação técnica actual). «Assegurada» deixa a ideia de que os financiamentos estão garantidos. E não estão. Nem vão estar tão cedo, lamentavelmente. Nem os dos privados nem os do Governo – que vai decidir sobre isso ainda este ano – nem, e muito menos, os da autarquia – que não tem meios para mandar cantar um cego, por este andar.«Assegurada»? Olha que bom. Mais parece propaganda do que informação..