Grande Loja do Queijo Limiano: A centralização dos interesses

24-12-2009
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Rosado Fernandes, em entrevista ao O Diabo, o único jornal português contra a corrente do unanimisno de bloco central e que acolhe opiniões e notícias contra o situacionismo vigente, diz coisas interessantes.

Rosado Fernandes, é um cosmopolita como Eça o foi. Português de gema, conservador, resistiu ao internacionalismo proletário do PCP, trabalhou a terra, ligou-se à terra portuguesa e com mais de 70 anos, continua lúcido, numa simplicidade desarmante. O seu livro de memórias, publicado em 2006, chama-se Memórias de um rústico erudito ( livros Cotovia e de autor, 2006)

Na entrevista ao Diabo, diz assim, sobre a corrupção, o tráfico de influências, o nepotismo e outros favorecimentos generalizados e publicamente reconhecidos como impunes:

“ Não me parece que possam ser os Governos os motores de qualquer alteração substancial, na medida em que escolhem exageradamente gente dos partidos sem olhar a competências, instalam familiares, por falta de educação, em lugares importantes, invocando a confiança de que deve dispor, e despendem os dinheiros públicos em carros luxuosos, refeições pagas com cartão de crédito do Estado, dispõem de polícia à porta, quando só alguns dos seus membros, em cargos de maior risco, deveriam ter essa protecção. Pagam com dinheiro público viagens não justificadas pela sua importância política em que atulham os aviões de amigos e dos chamados assessores.”

Sobre a anomia reinante nas instituições reguladoras e de controlo e supervisão ( por exemplo a PGR ou o Banco de Portugal):

“ Devido ao descuido intencional, para não ferir susceptibilidades de gente importante, tem-se fechado os olhos, “porque não é oportuno”, a muitos factos gritantes, como seja a riqueza acumulada, em lugares oficiais, em poucos anos, sem que haja uma herança, uma sorte grande, ou qualquer acontecimento que comprovadamente mostre que tanta fortuna de algum lado provém. O Bloco Central que podemos chamar de “Negócios” goza de uma impunidade total, como se viu pela última decisão política de recusar a investigação de fortunas acumuladas sem motivos óbvios. Ora “quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vêm”, diz o povo e é verdade.”

Neste clima deletério que percorre o ambiente de take over do BCP, pelo Governo actual, por interpostos apaniguados de partido, estas palavras fazem todo o sentido e formulam a questão como deve ser colocada: quando acabará a promiscuidade entre determinados indivíduos dos partidos de bloco central, com os negócios que envolvem o Estado?

Um dos defensores da solução aparentemente inevitável que liga os actuais governantes e seus interesses de grupo- alguns inomináveis- é muito naturalmente, Vital Moreira, o apaniguado-mor dos interesseiros deste governo, centralizados numa retórica de esquerda, sempre apregoada para dar colorido psico-sociológico, aos permanentes movimentos de capitais, em favor dos mesmos de sempre: os interessados de todos os quadrantes.

Vital Moreira que se afirma sempre de esquerda, é actualmente e desde Março de 2006, vogal, “independente”, do Conselho Geral e de Supervisão, da EDP. Os outros vogais, tidos como independentes, são, respectivamente:

Presidente- António de Almeida. Vice-Presidente Alberto João Coraceiro de Castro Vogais António Francisco Barroso de Sousa Gomes; Carlos Jorge Ramalho dos Santos Ferreira; Diogo Campos Barradas de Lacerda Machado; Eduardo de Almeida Catroga; José Maria Espírito Santo Silva Ricciardi; Manuel Fernando de Macedo Alves Monteiro; Manuel Menéndez Menéndez; Mohamed Meziane; Vasco Maria Guimarães José de Mello; Vital Martins Moreira; Vítor Domingos Seabra Franco; Vítor Fernando da Conceição Gonçalves; Rui Pena (Presidente da Mesa da Assembleia Geral)

Nestes nomes se concentra de modo exemplar, toda a simbologia do Bloco Central de interesseiros. Há gente do PS, do PSD, do CDS e do antigo PCP que nunca abandonou a lógica de pensamento leninista, como é- hélas- o caso de Vital.

Destes nomes, quantos se falaram já, para integrarem a futura composição dos órgãos sociais do BCP? Tirando o facto óbvio de um dos vogais tidos como independentes, deste órgão social de uma das mais importantes empresas portuguesas, públicas, precisamente Carlos Jorge Santos Ferreira, ser também o candidato à presidência da Administração do BCP, temos por exemplo:

António de Almeida. Quem é? Não sei obrigatoriamente, como muitos portugueses não sabem, mas faz parte daquele naipe que convive bem com o poder central. Umbilicalmente ligado a Moçambique, escreveu um livro em 2006, com um título especioso: “Croniqueiros & Politiqueiros”. Uma das passagens reza assim: “Muitas vezes sou crítico relativamente às coisas que se passam no País, mas é apenas pela raiva de reconhecer que somos capazes de fazer melhor, tão capazes como os melhores, mas que nos deixamos arrastar por uma atitude de faz que anda mas não anda e que desagua na fatalidade, na descrença, na inveja, na calúnia, numa esperteza saloia que todos vêem, mas que fazem de conta que não percebem.”

Alberto João Coraceiro de Castro? Alguém sabe, exactamente, quem é? Quem deve saber, é Paulo Teixeira Pinto, que o indicou para um cargo importante, na Administração do BCP- na altura em que ainda o podia fazer , em Julho do ano corrente.

António Francisco Barroso de Sousa Gomes? Este, vem de longe. Deputado socialista pelo círculo de Bragança…em 1976! Ministro da Habitação e Obras Públicas em 1978 ( PS), ministro do Plano logo a seguir e depois um sem número de cargos de relevo e consonante com o pedigree.

Diogo Campos Barradas de Lacerda Machado? Em Setembro de 2005, foi designado como um dos membros da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA). Também, curiosamente, membro designado de um Conselho Geral e de Supervisão do BCP ( em Julho de 2007) e da “board of directors”. Para acalentar o lado empresarial, é presidente da Assembleia Geral da Reditus. O que é a Reditus? Ah! É uma pequena empresa de outsourcing de serviços e soluções de engenharia e mobilidade, onde também trabalha o prof. Doutor Nogueira Leite. O Governo conhece, com toda a certeza…

Eduardo de Almeida Catroga. É preciso apresentação detalhada, para além do facto de ter sido indicado o seu nome para presidente da mesma CGD de onde agora sai o tal Santos Ferreira? Este, nem precisa de links.

José Maria Espírito Santo Silva Ricciardi? Este, é da “privada”. É da comissão executiva do BES. Também prescinde de links.

Manuel Fernando de Macedo Alves Monteiro? Vogal não executivo da AICEP, presidida por Basílio Horta. Nomeado por este governo, em Outubro de 2007, com efeitos a partir de Julho deste ano.

Manuel Menéndez Menéndez? Não sei quem é, mas temo saber, porque o Google sabe muito bem. Espanhol, claro.

Mohamed Meziane? Outro que prefiro apenas indicar o link.

Vasco Maria Guimarães José de Mello? Este, merece respeito. Descende de Carlos Magno. Como milhões de outros, aliás, embora anónimos. É presidente do grupo José de Mello. Da privada, portanto.

Vítor Domingos Seabra Franco? Este , é da Casa Pia. Perdão: do clube Atlético da Casa Pia. Director e especialista em revisão de contas, parece que também é professor no ISCTE. Candidato natural, neste governo, a uma série de cargos e comendas, porque tem o perfil exacto.

Vítor Fernando da Conceição Gonçalves? Professor do ISEG, administrador da PT multimédia, é também presidente da Comissão de Auditoria da EDP.

Rui Pena? Um simples advogado, de um escritório que conta também com outros simples advogados, como por exemplo José Luís Arnaut, expoente do Euro e dos estádios de futebol deste país.

Esqueci-me de propósito, do último. É Vital Moreira. Tudo o que o mesmo possa escrever sobre BCP, regulações, modelos de governo dualista das ep´s, transparência, CGD, EDP e outras empresas monopolistas do Estado, vale o que vale. Em independência individual do poder político actual ou mesmo futuro, perante estas companhias e outras ainda ( Pina Moura por exemplo), vale menos que zero. Em termos de coerência com ideias passadas e ditas de “esquerda”, como ainda gosta de se anunciar, vale o mesmo que a hipocrisia.

Estes nomes e esta empresa- a EDP- são apenas um símbolo: o da organização do Estado Português para produzir e/ou distribuir, neste caso, um bem essencial: a energia. Outras há, com maior âmbito de promiscuidade e com ainda maior falta de vergonha, na separação do que é público, daquilo que é privado e com intuito exclusivamente lucrativo. A sua enumeração e elenco, levaria dias de compilação. Talvez que o trabalho de um certo especialista contratado pelo ministério da Educação, um tal J.Pedroso, fosse bem melhor aplicado do que no que andará a fazer,mas enfim.

O grau de náusea ao ler estas coisas e ao pesquisar isto, que revela o nível de oligarquia que se atingiu em Portugal, atinge o máximo de nojo, com certas hipocrisias que perpassam por discursos de eficiência económica, escritos em artigos de opinião e veiculados por certos jornais com nomes económicos.

Se isto revela o capitalismo português actual, podemos todos dar razão a Eça: isto é uma choldra! E que dura há tempo demais.

Diante destes nomes de uma excelência inaudita e de uma capacidade singular, um outro me ocorre: Bertoldt Brecht, o comunista anterior ao nazismo que escreveu um poema no qual glosava a infinita dificuldade de governar. " Como é difícil governar! ", começava assim, para terminar a escrever que ...

"

É só porque toda a gente é tão estúpida que há necessidade de alguns tão inteligentes.

Ou será que governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira

São coisas que custam a aprender?"

Publicado por josé

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Rosado Fernandes, em entrevista ao O Diabo, o único jornal português contra a corrente do unanimisno de bloco central e que acolhe opiniões e notícias contra o situacionismo vigente, diz coisas interessantes.

Rosado Fernandes, é um cosmopolita como Eça o foi. Português de gema, conservador, resistiu ao internacionalismo proletário do PCP, trabalhou a terra, ligou-se à terra portuguesa e com mais de 70 anos, continua lúcido, numa simplicidade desarmante. O seu livro de memórias, publicado em 2006, chama-se Memórias de um rústico erudito ( livros Cotovia e de autor, 2006)

Na entrevista ao Diabo, diz assim, sobre a corrupção, o tráfico de influências, o nepotismo e outros favorecimentos generalizados e publicamente reconhecidos como impunes:

“ Não me parece que possam ser os Governos os motores de qualquer alteração substancial, na medida em que escolhem exageradamente gente dos partidos sem olhar a competências, instalam familiares, por falta de educação, em lugares importantes, invocando a confiança de que deve dispor, e despendem os dinheiros públicos em carros luxuosos, refeições pagas com cartão de crédito do Estado, dispõem de polícia à porta, quando só alguns dos seus membros, em cargos de maior risco, deveriam ter essa protecção. Pagam com dinheiro público viagens não justificadas pela sua importância política em que atulham os aviões de amigos e dos chamados assessores.”

Sobre a anomia reinante nas instituições reguladoras e de controlo e supervisão ( por exemplo a PGR ou o Banco de Portugal):

“ Devido ao descuido intencional, para não ferir susceptibilidades de gente importante, tem-se fechado os olhos, “porque não é oportuno”, a muitos factos gritantes, como seja a riqueza acumulada, em lugares oficiais, em poucos anos, sem que haja uma herança, uma sorte grande, ou qualquer acontecimento que comprovadamente mostre que tanta fortuna de algum lado provém. O Bloco Central que podemos chamar de “Negócios” goza de uma impunidade total, como se viu pela última decisão política de recusar a investigação de fortunas acumuladas sem motivos óbvios. Ora “quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vêm”, diz o povo e é verdade.”

Neste clima deletério que percorre o ambiente de take over do BCP, pelo Governo actual, por interpostos apaniguados de partido, estas palavras fazem todo o sentido e formulam a questão como deve ser colocada: quando acabará a promiscuidade entre determinados indivíduos dos partidos de bloco central, com os negócios que envolvem o Estado?

Um dos defensores da solução aparentemente inevitável que liga os actuais governantes e seus interesses de grupo- alguns inomináveis- é muito naturalmente, Vital Moreira, o apaniguado-mor dos interesseiros deste governo, centralizados numa retórica de esquerda, sempre apregoada para dar colorido psico-sociológico, aos permanentes movimentos de capitais, em favor dos mesmos de sempre: os interessados de todos os quadrantes.

Vital Moreira que se afirma sempre de esquerda, é actualmente e desde Março de 2006, vogal, “independente”, do Conselho Geral e de Supervisão, da EDP. Os outros vogais, tidos como independentes, são, respectivamente:

Presidente- António de Almeida. Vice-Presidente Alberto João Coraceiro de Castro Vogais António Francisco Barroso de Sousa Gomes; Carlos Jorge Ramalho dos Santos Ferreira; Diogo Campos Barradas de Lacerda Machado; Eduardo de Almeida Catroga; José Maria Espírito Santo Silva Ricciardi; Manuel Fernando de Macedo Alves Monteiro; Manuel Menéndez Menéndez; Mohamed Meziane; Vasco Maria Guimarães José de Mello; Vital Martins Moreira; Vítor Domingos Seabra Franco; Vítor Fernando da Conceição Gonçalves; Rui Pena (Presidente da Mesa da Assembleia Geral)

Nestes nomes se concentra de modo exemplar, toda a simbologia do Bloco Central de interesseiros. Há gente do PS, do PSD, do CDS e do antigo PCP que nunca abandonou a lógica de pensamento leninista, como é- hélas- o caso de Vital.

Destes nomes, quantos se falaram já, para integrarem a futura composição dos órgãos sociais do BCP? Tirando o facto óbvio de um dos vogais tidos como independentes, deste órgão social de uma das mais importantes empresas portuguesas, públicas, precisamente Carlos Jorge Santos Ferreira, ser também o candidato à presidência da Administração do BCP, temos por exemplo:

António de Almeida. Quem é? Não sei obrigatoriamente, como muitos portugueses não sabem, mas faz parte daquele naipe que convive bem com o poder central. Umbilicalmente ligado a Moçambique, escreveu um livro em 2006, com um título especioso: “Croniqueiros & Politiqueiros”. Uma das passagens reza assim: “Muitas vezes sou crítico relativamente às coisas que se passam no País, mas é apenas pela raiva de reconhecer que somos capazes de fazer melhor, tão capazes como os melhores, mas que nos deixamos arrastar por uma atitude de faz que anda mas não anda e que desagua na fatalidade, na descrença, na inveja, na calúnia, numa esperteza saloia que todos vêem, mas que fazem de conta que não percebem.”

Alberto João Coraceiro de Castro? Alguém sabe, exactamente, quem é? Quem deve saber, é Paulo Teixeira Pinto, que o indicou para um cargo importante, na Administração do BCP- na altura em que ainda o podia fazer , em Julho do ano corrente.

António Francisco Barroso de Sousa Gomes? Este, vem de longe. Deputado socialista pelo círculo de Bragança…em 1976! Ministro da Habitação e Obras Públicas em 1978 ( PS), ministro do Plano logo a seguir e depois um sem número de cargos de relevo e consonante com o pedigree.

Diogo Campos Barradas de Lacerda Machado? Em Setembro de 2005, foi designado como um dos membros da Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA). Também, curiosamente, membro designado de um Conselho Geral e de Supervisão do BCP ( em Julho de 2007) e da “board of directors”. Para acalentar o lado empresarial, é presidente da Assembleia Geral da Reditus. O que é a Reditus? Ah! É uma pequena empresa de outsourcing de serviços e soluções de engenharia e mobilidade, onde também trabalha o prof. Doutor Nogueira Leite. O Governo conhece, com toda a certeza…

Eduardo de Almeida Catroga. É preciso apresentação detalhada, para além do facto de ter sido indicado o seu nome para presidente da mesma CGD de onde agora sai o tal Santos Ferreira? Este, nem precisa de links.

José Maria Espírito Santo Silva Ricciardi? Este, é da “privada”. É da comissão executiva do BES. Também prescinde de links.

Manuel Fernando de Macedo Alves Monteiro? Vogal não executivo da AICEP, presidida por Basílio Horta. Nomeado por este governo, em Outubro de 2007, com efeitos a partir de Julho deste ano.

Manuel Menéndez Menéndez? Não sei quem é, mas temo saber, porque o Google sabe muito bem. Espanhol, claro.

Mohamed Meziane? Outro que prefiro apenas indicar o link.

Vasco Maria Guimarães José de Mello? Este, merece respeito. Descende de Carlos Magno. Como milhões de outros, aliás, embora anónimos. É presidente do grupo José de Mello. Da privada, portanto.

Vítor Domingos Seabra Franco? Este , é da Casa Pia. Perdão: do clube Atlético da Casa Pia. Director e especialista em revisão de contas, parece que também é professor no ISCTE. Candidato natural, neste governo, a uma série de cargos e comendas, porque tem o perfil exacto.

Vítor Fernando da Conceição Gonçalves? Professor do ISEG, administrador da PT multimédia, é também presidente da Comissão de Auditoria da EDP.

Rui Pena? Um simples advogado, de um escritório que conta também com outros simples advogados, como por exemplo José Luís Arnaut, expoente do Euro e dos estádios de futebol deste país.

Esqueci-me de propósito, do último. É Vital Moreira. Tudo o que o mesmo possa escrever sobre BCP, regulações, modelos de governo dualista das ep´s, transparência, CGD, EDP e outras empresas monopolistas do Estado, vale o que vale. Em independência individual do poder político actual ou mesmo futuro, perante estas companhias e outras ainda ( Pina Moura por exemplo), vale menos que zero. Em termos de coerência com ideias passadas e ditas de “esquerda”, como ainda gosta de se anunciar, vale o mesmo que a hipocrisia.

Estes nomes e esta empresa- a EDP- são apenas um símbolo: o da organização do Estado Português para produzir e/ou distribuir, neste caso, um bem essencial: a energia. Outras há, com maior âmbito de promiscuidade e com ainda maior falta de vergonha, na separação do que é público, daquilo que é privado e com intuito exclusivamente lucrativo. A sua enumeração e elenco, levaria dias de compilação. Talvez que o trabalho de um certo especialista contratado pelo ministério da Educação, um tal J.Pedroso, fosse bem melhor aplicado do que no que andará a fazer,mas enfim.

O grau de náusea ao ler estas coisas e ao pesquisar isto, que revela o nível de oligarquia que se atingiu em Portugal, atinge o máximo de nojo, com certas hipocrisias que perpassam por discursos de eficiência económica, escritos em artigos de opinião e veiculados por certos jornais com nomes económicos.

Se isto revela o capitalismo português actual, podemos todos dar razão a Eça: isto é uma choldra! E que dura há tempo demais.

Diante destes nomes de uma excelência inaudita e de uma capacidade singular, um outro me ocorre: Bertoldt Brecht, o comunista anterior ao nazismo que escreveu um poema no qual glosava a infinita dificuldade de governar. " Como é difícil governar! ", começava assim, para terminar a escrever que ...

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É só porque toda a gente é tão estúpida que há necessidade de alguns tão inteligentes.

Ou será que governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira

São coisas que custam a aprender?"

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