Alto Hama: Lello (português de primeira = PS) elogia Paulo Jorge (angolano de primeira = MPLA)

05-08-2010
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Os partidos irmãos, no caso o MPLA (Angola) e o PS (Portugal), servem exactamente para isto. O secretário Internacional do PS, José Lello, lamentou hoje a morte do secretário para as Relações Exteriores do MPLA, Paulo Jorge, considerando-a “uma grande perda para Angola”.Creio que, mais uma vez, este PS não só não sabe o que diz como, obviamente, não diz o que sabe (se é que sabe alguma coisa mais do que lixar os portugueses).Por alguma razão, segundo um estudo divulgado hoje na capital do reino lusitano, 70% dos portugueses confiam pouco ou não confiam nas instituições de governo.Numa mensagem de condolências enviada ao presidente do MPLA (partido que governa Angola desde 11 de Novembro de 1975) e ao Presidente angolano (no cargo há 31 anos), José Lello lamentou, "em nome do PS, do seu secretário-geral, José Sócrates, e do Departamento Internacional do Partido Socialista", a morte de Paulo Jorge.“Paulo Teixeira Jorge era um lutador e um resistente mas, acima de tudo, era alguém que amava profundamente Angola. Era um bom amigo com quem me cruzava frequentemente nas reuniões internacionais e com quem concertava estratégias de afirmação comum”, escreve o secretário Internacional do PS, na carta enviada aos donos do reino angolano.“Paulo Jorge foi fundador do MPLA, foi um combatente reconhecido pelo seu país e conduziu as conversações sobre a independência de Angola. Foi diplomata, ministro e deputado”, lembra José Lello.É claro que também poderia lembrar algo mais sobre essas supostas conversações sobre a independência, nomeadamente quanto ao facto de as conversações terem sido uma cortina de fumo para enganar Holden Roberto (FNLA) e Jonas Savimbi (UNITA), sabido que era que o poder seria entregue apenas e só ao MPLA.Lello poderia igualmente recordar que, em 2001, Paulo Teixeira Jorge disse que o Governo português não deveria permitir que "portugueses de ocasião" interferissem nos assuntos internos de Angola, tal como os “angolanos de ocasião” deveriam também ser impedidos de falar sobre Angola.Lello poderia explicar também as razões que levam, mais ou menos de forma velada, as autoridades de Lisboa a aconselhar que se moderem as críticas ao regime angolano.Dessas questões não fala José Lello porque, ao contrário do seu soba, sabe que todos aqueles que catalogam os angolanos e os portugueses em duas classes, os de primeira (afectos ao MPLA ou ao PS, ou a ambos) e os de segunda (afectos aos outros partidos ou simplesmente apartidários) nem mesmo pela barriga conseguirão calar os que são livres."... Eles são portugueses de ocasião, fundamentalmente são angolanos que se tornaram portugueses depois da evolução da situação em Angola", afirmou na altura Paulo Teixeira Jorge, para quem o Governo português também deveria "chamar a atenção" dos elementos da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) que se encontravam em Portugal.De ocasião ou não, angolano ou português, recuso-me a deixar de dizer o que penso ser a verdade ou, por conveniência de um discurso politicamente correcto mas que castra a liberdade, a só recordar o que interessa aos donos da verdade oficial.


Os partidos irmãos, no caso o MPLA (Angola) e o PS (Portugal), servem exactamente para isto. O secretário Internacional do PS, José Lello, lamentou hoje a morte do secretário para as Relações Exteriores do MPLA, Paulo Jorge, considerando-a “uma grande perda para Angola”.Creio que, mais uma vez, este PS não só não sabe o que diz como, obviamente, não diz o que sabe (se é que sabe alguma coisa mais do que lixar os portugueses).Por alguma razão, segundo um estudo divulgado hoje na capital do reino lusitano, 70% dos portugueses confiam pouco ou não confiam nas instituições de governo.Numa mensagem de condolências enviada ao presidente do MPLA (partido que governa Angola desde 11 de Novembro de 1975) e ao Presidente angolano (no cargo há 31 anos), José Lello lamentou, "em nome do PS, do seu secretário-geral, José Sócrates, e do Departamento Internacional do Partido Socialista", a morte de Paulo Jorge.“Paulo Teixeira Jorge era um lutador e um resistente mas, acima de tudo, era alguém que amava profundamente Angola. Era um bom amigo com quem me cruzava frequentemente nas reuniões internacionais e com quem concertava estratégias de afirmação comum”, escreve o secretário Internacional do PS, na carta enviada aos donos do reino angolano.“Paulo Jorge foi fundador do MPLA, foi um combatente reconhecido pelo seu país e conduziu as conversações sobre a independência de Angola. Foi diplomata, ministro e deputado”, lembra José Lello.É claro que também poderia lembrar algo mais sobre essas supostas conversações sobre a independência, nomeadamente quanto ao facto de as conversações terem sido uma cortina de fumo para enganar Holden Roberto (FNLA) e Jonas Savimbi (UNITA), sabido que era que o poder seria entregue apenas e só ao MPLA.Lello poderia igualmente recordar que, em 2001, Paulo Teixeira Jorge disse que o Governo português não deveria permitir que "portugueses de ocasião" interferissem nos assuntos internos de Angola, tal como os “angolanos de ocasião” deveriam também ser impedidos de falar sobre Angola.Lello poderia explicar também as razões que levam, mais ou menos de forma velada, as autoridades de Lisboa a aconselhar que se moderem as críticas ao regime angolano.Dessas questões não fala José Lello porque, ao contrário do seu soba, sabe que todos aqueles que catalogam os angolanos e os portugueses em duas classes, os de primeira (afectos ao MPLA ou ao PS, ou a ambos) e os de segunda (afectos aos outros partidos ou simplesmente apartidários) nem mesmo pela barriga conseguirão calar os que são livres."... Eles são portugueses de ocasião, fundamentalmente são angolanos que se tornaram portugueses depois da evolução da situação em Angola", afirmou na altura Paulo Teixeira Jorge, para quem o Governo português também deveria "chamar a atenção" dos elementos da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC) que se encontravam em Portugal.De ocasião ou não, angolano ou português, recuso-me a deixar de dizer o que penso ser a verdade ou, por conveniência de um discurso politicamente correcto mas que castra a liberdade, a só recordar o que interessa aos donos da verdade oficial.

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