Entre as brumas da memória: Em terras do tio Ho Chi Minh

04-08-2010
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Vinte e quatro horas da casa em Lisboa ao hotel em Hanoi, trinta e seis sem ver uma cama - tudo normal e perfeitamente ultrapassado.Muito já foi visto nesta cidade, bastante desorganizada, um tanto suja, mas com belas avenidas e agradáveis pegadas arquitectónicas deixadas pelos franceses. Templos, pagodes, dezoito lagos, a casa de Ho Chi Minh - e, sobretudo, o enorme mausoléu com o propriamente dito em carne e osso, em múmia impressionantemente perfeita (diz quem viu que a de Lenine não o é tanto assim), rodeada de segurança e veneração: nem fotos, nem shorts, nem rir ou falar alto, nem mãos nas algibeiras (?...).Mas o enorme choque, espanto e trauma vem do trânsito! Nada de comparável em tudo o que os grandes viajantes com quem ando tenham visto por esse mundo fora. Hanoi tem hoje 6 milhões de (minúsculos...) habitantes, a cavalo em 3 milhões de motorizadas que serpenteiam entre carros e peões, em todas as direcções, permitidas ou não, sempre a apitar. Com um ou múltiplos ocupantes - por exemplo, pai, mãe, bebé e gaiola com canário. Andei ontem uma hora num daqueles triciclos para turistas e considero que escapei viva por puro acaso.Amanhã, começo o circuito dos grandes lagos, nos arredores de Hanoi, depois irei mais para Sul. Voltarei aqui em breve.(O descanso que é não ouvir a palavra Freeport há três dias e não saber se MFL ja tem candidato para as europeias!...)P.S. - Um post com caracteres portugueses escrito em teclado vietnamita? Elementar, afinal...


Vinte e quatro horas da casa em Lisboa ao hotel em Hanoi, trinta e seis sem ver uma cama - tudo normal e perfeitamente ultrapassado.Muito já foi visto nesta cidade, bastante desorganizada, um tanto suja, mas com belas avenidas e agradáveis pegadas arquitectónicas deixadas pelos franceses. Templos, pagodes, dezoito lagos, a casa de Ho Chi Minh - e, sobretudo, o enorme mausoléu com o propriamente dito em carne e osso, em múmia impressionantemente perfeita (diz quem viu que a de Lenine não o é tanto assim), rodeada de segurança e veneração: nem fotos, nem shorts, nem rir ou falar alto, nem mãos nas algibeiras (?...).Mas o enorme choque, espanto e trauma vem do trânsito! Nada de comparável em tudo o que os grandes viajantes com quem ando tenham visto por esse mundo fora. Hanoi tem hoje 6 milhões de (minúsculos...) habitantes, a cavalo em 3 milhões de motorizadas que serpenteiam entre carros e peões, em todas as direcções, permitidas ou não, sempre a apitar. Com um ou múltiplos ocupantes - por exemplo, pai, mãe, bebé e gaiola com canário. Andei ontem uma hora num daqueles triciclos para turistas e considero que escapei viva por puro acaso.Amanhã, começo o circuito dos grandes lagos, nos arredores de Hanoi, depois irei mais para Sul. Voltarei aqui em breve.(O descanso que é não ouvir a palavra Freeport há três dias e não saber se MFL ja tem candidato para as europeias!...)P.S. - Um post com caracteres portugueses escrito em teclado vietnamita? Elementar, afinal...

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