Entre as brumas da memória: Capitalismo de trazer por casa

07-08-2010
marcar artigo


Vem isto a propósito do pedido de licença sem vencimento que Armando Vara terá feito à CGD, a ser concretizada se for eleito para a Administração do BCP.Ou seja: para além de não haver um período de nojo (é assim que se chama) entre os dois «empregos» em instituições CONCORRENTES, o que já foi amplamente criticado, não só neste caso como no de dois outros adminstradores, Armando Vara quer manter-se ligado à CGD. Dizem os jornais que uma qualquer comissão do PS acha normal e eu nem percebo (ou prefiro não perceber) por que razão é que a dita comissão tem de achar o que quer que seja.Num mundo empresarial normal e a sério, isto seria impensável. Para mim, que trabalhei vinte e cinco anos numa grande multinacional, é chinês.E, a propósito, caríssimos ex-colegas da IBM que passam por aqui: conseguem imaginar-nos, mesmo há trinta anos, a pedir uma «leave of absence» para irmos direitinhos das nossas saudosas torres de Alvalade para a Unisys? Para a Microsoft? Ou lembram-se, como eu, dos problemas que houve em casos que, quando comparados com este, eram autênticas brincadeiras de meninos de coro?


Vem isto a propósito do pedido de licença sem vencimento que Armando Vara terá feito à CGD, a ser concretizada se for eleito para a Administração do BCP.Ou seja: para além de não haver um período de nojo (é assim que se chama) entre os dois «empregos» em instituições CONCORRENTES, o que já foi amplamente criticado, não só neste caso como no de dois outros adminstradores, Armando Vara quer manter-se ligado à CGD. Dizem os jornais que uma qualquer comissão do PS acha normal e eu nem percebo (ou prefiro não perceber) por que razão é que a dita comissão tem de achar o que quer que seja.Num mundo empresarial normal e a sério, isto seria impensável. Para mim, que trabalhei vinte e cinco anos numa grande multinacional, é chinês.E, a propósito, caríssimos ex-colegas da IBM que passam por aqui: conseguem imaginar-nos, mesmo há trinta anos, a pedir uma «leave of absence» para irmos direitinhos das nossas saudosas torres de Alvalade para a Unisys? Para a Microsoft? Ou lembram-se, como eu, dos problemas que houve em casos que, quando comparados com este, eram autênticas brincadeiras de meninos de coro?

marcar artigo