Dar continuidade aos trabalhos da oitava comissão para apurar a verdade do que aconteceu no desastre de Dezembro de 1980 que vitimou Sá Carneiro foi o principal argumento invocado ontem no debate sobre a criação de uma nova comissão sobre Camarate, proposta pelo PSD e pelo CDS-PP. O projecto de resolução deverá ser aprovado hoje com os votos a favor dos autores, do PS, do BE e a abstenção do PCP.
"São razões de Estado e de justiça", alegou o deputado Fernando Negrão, do PSD, na sua intervenção, acrescentando que cabe agora à política prosseguir o trabalho de apuramento da verdade, "esgotada que foi a intervenção da justiça". E referiu a necessidade de aprofundar a investigação "acerca das operações de comércio de armamento que tivessem envolvido o Estado português e empresas portuguesas".
Pelo CDS-PP, Ribeiro e Castro lembrou que a nona comissão de inquérito à tragédia de Camarate se traduz num "dever público e histórico" de conhecer a verdade. O deputado centrista referiu que é também preciso corrigir a ideia de que "foi atentado ou acidente consoante as maiorias parlamentares de esquerda ou de direita". "Não há nada de mais errado. Desde a quarta comissão que é reconhecido que houve um atentado", afirmou. Quanto à participação dos representantes das famílias - em relação à qual o presidente da Assembleia da República pediu uma reflexão - Ribeiro e Castro lembrou que ela acontece desde sempre e "que sempre foi matéria pacífica".
O futuro presidente da comissão, o deputado socialista Ricardo Rodrigues, afirmou acreditar "que há factos novos que devem ser trazidos ao Parlamento" e defendeu uma nova comissão "para que não exista a mínima dúvida". Foi também no sentido de "averiguar toda a verdade dos factos" que o BE sustentou o seu apoio à iniciativa. Menos receptivo, Jorge Machado, do PCP, disse não ver a "utilidade" de uma nova comissão sobre Camarate, depois de as duas últimas já terem chegado às mesmas conclusões.
Categorias
Entidades
Dar continuidade aos trabalhos da oitava comissão para apurar a verdade do que aconteceu no desastre de Dezembro de 1980 que vitimou Sá Carneiro foi o principal argumento invocado ontem no debate sobre a criação de uma nova comissão sobre Camarate, proposta pelo PSD e pelo CDS-PP. O projecto de resolução deverá ser aprovado hoje com os votos a favor dos autores, do PS, do BE e a abstenção do PCP.
"São razões de Estado e de justiça", alegou o deputado Fernando Negrão, do PSD, na sua intervenção, acrescentando que cabe agora à política prosseguir o trabalho de apuramento da verdade, "esgotada que foi a intervenção da justiça". E referiu a necessidade de aprofundar a investigação "acerca das operações de comércio de armamento que tivessem envolvido o Estado português e empresas portuguesas".
Pelo CDS-PP, Ribeiro e Castro lembrou que a nona comissão de inquérito à tragédia de Camarate se traduz num "dever público e histórico" de conhecer a verdade. O deputado centrista referiu que é também preciso corrigir a ideia de que "foi atentado ou acidente consoante as maiorias parlamentares de esquerda ou de direita". "Não há nada de mais errado. Desde a quarta comissão que é reconhecido que houve um atentado", afirmou. Quanto à participação dos representantes das famílias - em relação à qual o presidente da Assembleia da República pediu uma reflexão - Ribeiro e Castro lembrou que ela acontece desde sempre e "que sempre foi matéria pacífica".
O futuro presidente da comissão, o deputado socialista Ricardo Rodrigues, afirmou acreditar "que há factos novos que devem ser trazidos ao Parlamento" e defendeu uma nova comissão "para que não exista a mínima dúvida". Foi também no sentido de "averiguar toda a verdade dos factos" que o BE sustentou o seu apoio à iniciativa. Menos receptivo, Jorge Machado, do PCP, disse não ver a "utilidade" de uma nova comissão sobre Camarate, depois de as duas últimas já terem chegado às mesmas conclusões.