O Cachimbo de Magritte: Notas Soltas

31-05-2010
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1. Sugestão de leitura: «Export security, not democracy», por Jonathan Rauch (National Journal, 1.2.2008).2. António Cunha Vaz recusa trabalhar com o grupo parlamentar, refere o Sol (2.2.2008: 7). Spin, puro e duro. Se bem me lembro, o grupo parlamentar é que recusou, de forma aberta, o seu trabalho.3. O ministro da Defesa Nacional tem passado incólume pelos pingos de chuva, mas nada garante que não acabe por se molhar. Uma pequena amostra. Há problemas com as viaturas blindadas que o Estado português está a adquirir (Carlos Ferreira Madeira, Sol, 2.2.2008: 12). A revisão das carreiras militares continua por fazer e o Ministério da Defesa é o único em que o PRACE ainda não foi aplicado (Helena Pereira, Sol, 2.2.2008: 13). Conseguirá Nuno Severiano Teixeira gerir em tempo útil os desafios que tem à sua frente?4. «Há uma estratégia para lidar com a Sonangol?», pergunta, oportunamente, Nicolau Santos (Expresso/Economia, 2.2.2008: 5). Receio que, de momento, não.5. Os portugueses são, entre os cibernautas europeus, os que mais usam a Internet para ler ou escrever blogues. Segundo um estudo da Nielsen, 21% dos utilizadores da Internet em Portugal lêem blogues todos os dias (a média europeia é de 10%) e um em cada quatro fazem-no pelo menos uma vez por semana. Apenas 22% dos portugueses inquiridos afirmou nunca ler blogues – um valor que é metade do registado no resto da Europa (Público/Digital, 2.2.2008).Como interpretar estes dados?6. «Cavaquistas apontam tendência de descredibilização de Sócrates», escreve Isabel Teixeira da Mota (ITM) no Jornal de Notícias (3.2.2008: 5). Os cavaquistas e qualquer pessoa com dois dedos de testa, refira-se. Na próxima oportunidade, já agora, ITM talvez possa esclarecer quem são «os mais próximos do presidente».7. O professor universitário Paulo Otero enviou para o gabinete do primeiro-ministro um parecer jurídico que realizou por iniciativa própria. Não me recordo de um exemplo semelhante, i.e. um jurista enviar por iniciativa própria um parecer jurídico. Aqui está uma iniciativa que ameaça revolucionar o mercado dos pareceres jurídicos!8. As Forças Armadas travaram a nomeação de Fernando Rocha Andrade para secretário de Estado da Defesa (Pedro Gonçalves/António Sérgio Azenha, Correio da Manhã, 2.2.2008). Quem pensou em Rocha Andrade para o MDN, José Sócrates ou de Nuno Severiano Teixeira? A notícia não esclarece.9. O blogue do MAI é uma experiência totalmente falhada. Bem vistas as coisas, não surpreende.10. Sugestão de leitura: «Informação & conspiração, 1 e 2», por Francisco José Viegas (A origem das espécies, 3.2.2008).11. Um leitor pergunta-me por email: «Peço instruções: o Sócrates é para se demitir, ou só para se desfazer em fogo lento?».Resposta: os mandatos são para cumprir, salvo circunstâncias excepcionais. Bem sei, uma desgraça.12. Sugestão de leitura: «Comitia curiata e comitia tributa», por Filipe Nunes Vicente (Mar Salgado, 3.2.2008).13. A memória, sempre a memória. Tendo como pano de fundo as legislativas de 2005, gerou-se um consenso -- digo eu -- de que não fazia sentido ter prazos tão dilatados entre a queda de um governo e a eleição do seguinte. O assunto está na ordem do dia, i.e. será tema a incluir na próxima revisão ordinária da Constituição, ou já caiu no esquecimento?14. Sugestão de leitura: «Where Rudy went wrong», por Frank Luntz (Los Angeles Times, 3.2.2008).


1. Sugestão de leitura: «Export security, not democracy», por Jonathan Rauch (National Journal, 1.2.2008).2. António Cunha Vaz recusa trabalhar com o grupo parlamentar, refere o Sol (2.2.2008: 7). Spin, puro e duro. Se bem me lembro, o grupo parlamentar é que recusou, de forma aberta, o seu trabalho.3. O ministro da Defesa Nacional tem passado incólume pelos pingos de chuva, mas nada garante que não acabe por se molhar. Uma pequena amostra. Há problemas com as viaturas blindadas que o Estado português está a adquirir (Carlos Ferreira Madeira, Sol, 2.2.2008: 12). A revisão das carreiras militares continua por fazer e o Ministério da Defesa é o único em que o PRACE ainda não foi aplicado (Helena Pereira, Sol, 2.2.2008: 13). Conseguirá Nuno Severiano Teixeira gerir em tempo útil os desafios que tem à sua frente?4. «Há uma estratégia para lidar com a Sonangol?», pergunta, oportunamente, Nicolau Santos (Expresso/Economia, 2.2.2008: 5). Receio que, de momento, não.5. Os portugueses são, entre os cibernautas europeus, os que mais usam a Internet para ler ou escrever blogues. Segundo um estudo da Nielsen, 21% dos utilizadores da Internet em Portugal lêem blogues todos os dias (a média europeia é de 10%) e um em cada quatro fazem-no pelo menos uma vez por semana. Apenas 22% dos portugueses inquiridos afirmou nunca ler blogues – um valor que é metade do registado no resto da Europa (Público/Digital, 2.2.2008).Como interpretar estes dados?6. «Cavaquistas apontam tendência de descredibilização de Sócrates», escreve Isabel Teixeira da Mota (ITM) no Jornal de Notícias (3.2.2008: 5). Os cavaquistas e qualquer pessoa com dois dedos de testa, refira-se. Na próxima oportunidade, já agora, ITM talvez possa esclarecer quem são «os mais próximos do presidente».7. O professor universitário Paulo Otero enviou para o gabinete do primeiro-ministro um parecer jurídico que realizou por iniciativa própria. Não me recordo de um exemplo semelhante, i.e. um jurista enviar por iniciativa própria um parecer jurídico. Aqui está uma iniciativa que ameaça revolucionar o mercado dos pareceres jurídicos!8. As Forças Armadas travaram a nomeação de Fernando Rocha Andrade para secretário de Estado da Defesa (Pedro Gonçalves/António Sérgio Azenha, Correio da Manhã, 2.2.2008). Quem pensou em Rocha Andrade para o MDN, José Sócrates ou de Nuno Severiano Teixeira? A notícia não esclarece.9. O blogue do MAI é uma experiência totalmente falhada. Bem vistas as coisas, não surpreende.10. Sugestão de leitura: «Informação & conspiração, 1 e 2», por Francisco José Viegas (A origem das espécies, 3.2.2008).11. Um leitor pergunta-me por email: «Peço instruções: o Sócrates é para se demitir, ou só para se desfazer em fogo lento?».Resposta: os mandatos são para cumprir, salvo circunstâncias excepcionais. Bem sei, uma desgraça.12. Sugestão de leitura: «Comitia curiata e comitia tributa», por Filipe Nunes Vicente (Mar Salgado, 3.2.2008).13. A memória, sempre a memória. Tendo como pano de fundo as legislativas de 2005, gerou-se um consenso -- digo eu -- de que não fazia sentido ter prazos tão dilatados entre a queda de um governo e a eleição do seguinte. O assunto está na ordem do dia, i.e. será tema a incluir na próxima revisão ordinária da Constituição, ou já caiu no esquecimento?14. Sugestão de leitura: «Where Rudy went wrong», por Frank Luntz (Los Angeles Times, 3.2.2008).

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