Perigosos incendiários.Nesta altura do jogo já toda a gente deveria ter percebido que enquanto o Governo não conseguir escangalhar tudo o que puder escangalhar do que resta do país e da sua economia, e, mesmo assim, só sob bullying da amada Europa, não faz o que deveria ter feito há muito tempo: comprometer-se com um programa de ajustamento e reformas credíveis (coisa que não houve nem há - se não confundirmos cortes pesados mas perfeitamente reversíveis com reformas e ajustamento efectivo, sem os quais não há confiança quanto à sua sustentabilidade futura), e acolher-se ao Fundo de Estabilização Europeu. Tem-se perguntado quanto custa o desvario patriótico de Sócrates (a Pátria sou eu): o Público hoje dá uma (pálida) noção da política de terra queimada que nos oprime:A escalada das taxas de juro nos mercados internacionais está a pressionar as contas e vai fazer Portugal gastar, este ano, mais 808 milhões de euros do que aquilo que se previa no Orçamento do Estado (OE). Este valor equivale a quase toda a poupança que o Governo vai obter com o corte de cinco por cento na massa salarial da função pública ou a 80 por cento das receitas extraordinárias decorrentes do aumento do IVA.Ler aqui o resto do crime.
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Perigosos incendiários.Nesta altura do jogo já toda a gente deveria ter percebido que enquanto o Governo não conseguir escangalhar tudo o que puder escangalhar do que resta do país e da sua economia, e, mesmo assim, só sob bullying da amada Europa, não faz o que deveria ter feito há muito tempo: comprometer-se com um programa de ajustamento e reformas credíveis (coisa que não houve nem há - se não confundirmos cortes pesados mas perfeitamente reversíveis com reformas e ajustamento efectivo, sem os quais não há confiança quanto à sua sustentabilidade futura), e acolher-se ao Fundo de Estabilização Europeu. Tem-se perguntado quanto custa o desvario patriótico de Sócrates (a Pátria sou eu): o Público hoje dá uma (pálida) noção da política de terra queimada que nos oprime:A escalada das taxas de juro nos mercados internacionais está a pressionar as contas e vai fazer Portugal gastar, este ano, mais 808 milhões de euros do que aquilo que se previa no Orçamento do Estado (OE). Este valor equivale a quase toda a poupança que o Governo vai obter com o corte de cinco por cento na massa salarial da função pública ou a 80 por cento das receitas extraordinárias decorrentes do aumento do IVA.Ler aqui o resto do crime.