O Monárquico

03-08-2010
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A Oligarquia Jornalística A melhor forma do português comum conhecer o que vai pelo mundo foi sempre através dos noticiários televisivos. Mas fazer isso hoje em dia é cada vez mais um exercício de ficção política. Estamos num país onde abundam as peças jornalísticas com claro intuito de vingança pessoal ou, pior ainda, propósitos que só servem para servir terceiros. Há muitos jornalistas que não são isentos nas apreciações e que escapam impunemente a afirmações insultuosas. Todo o profissional da comunicação social português acha que tem o direito a uma opinião e que deve propagandear aquilo que pensa. E isto é especialmente grave porque em Portugal há uma oligarquia jornalística que controla muito do pensamento político e social lusitano.Na altura do “processo Casa Pia”, reparou-se que uma das jornalistas principais da SIC, Rita Ferro Rodrigues, era filha do então líder do P.S., que por sua vez era um dos principais visados das queixas de pedofilía. Não se sabe como a dita menina foi parar à redacção de notícias do canal privado, mas temos de acreditar que foi pela sua capacidade jornalística. O facto é que o pai agora está em Bruxelas como eurodeputado (à espera que o povo se esqueça do dito escândalo, diria eu) e a filha está a apresentar um programa nas tardes semanais.Por sua vez, o irmão do socialista António Costa, Ricardo Costa, ainda é o responsável pela SIC Notícias – e aqui começa a ser suspeito, tantos genes familiares com talento reconhecido, canalizados ainda por cima para a mesma àrea de trabalho (informação audiovisual) e numa empresa de grande destaque (e portanto com enorme capacidade de desvio de opinião). Temos aqui alguém que emite opiniões políticas, que coordena e gere a forma como as notícias económicas vão parar à sociedade, portanto que tem um enorme poder para influênciar formas de pensar.Outro caso conhecido é o de Fátima Felgueiras e da filha Sandra, uma das jovens jornalistas da RTP e também a escolhida para os casos mais notórios do canal, como por exemplo a história dos McCann. Aqui temos de esperar novamente que tenha sido pelo seu talento profissional que foi escolhida, embora comece a ser demasiada coincidência que os filhos (e familiares próximos) de certos políticos só encontrem cargos deste género no extenso mercado de trabalho. Na altura da polémica vinda do Brasil da mediática autarca, logo a filha tirou umas férias do canal de televisão para estar vinte e quatro horas por dia a ajudar a mãe nos contactos com a imprensa – mas depois voltou ao trabalho como se nada fosse. Isto ainda é mais grave por se tratar do canal público de TV e pelo seu seu salário ser pago com o nosso dinheiro.Os exemplos são incontáveis e se calhar temos é de procurar bem para encontrar gente sem ligações familiares no mundo da comunicação social. Até podem ser casos de tráfico de influências (as ditas “cunhas”) para arranjar trabalho - mas em cargos com esta notoriedade e capacidade de modificar comportamentos, ninguém pode negar que se pode dar a isto outro nome, tipo “corrupção ao mais alto nível”. Na melhor das hipóteses, estes casos são a prova irrefutável de que como é feito o recrutamento para funções relevantes. E na pior das hipóteses, há algo de muito pôdre na nossa sociedade.


A Oligarquia Jornalística A melhor forma do português comum conhecer o que vai pelo mundo foi sempre através dos noticiários televisivos. Mas fazer isso hoje em dia é cada vez mais um exercício de ficção política. Estamos num país onde abundam as peças jornalísticas com claro intuito de vingança pessoal ou, pior ainda, propósitos que só servem para servir terceiros. Há muitos jornalistas que não são isentos nas apreciações e que escapam impunemente a afirmações insultuosas. Todo o profissional da comunicação social português acha que tem o direito a uma opinião e que deve propagandear aquilo que pensa. E isto é especialmente grave porque em Portugal há uma oligarquia jornalística que controla muito do pensamento político e social lusitano.Na altura do “processo Casa Pia”, reparou-se que uma das jornalistas principais da SIC, Rita Ferro Rodrigues, era filha do então líder do P.S., que por sua vez era um dos principais visados das queixas de pedofilía. Não se sabe como a dita menina foi parar à redacção de notícias do canal privado, mas temos de acreditar que foi pela sua capacidade jornalística. O facto é que o pai agora está em Bruxelas como eurodeputado (à espera que o povo se esqueça do dito escândalo, diria eu) e a filha está a apresentar um programa nas tardes semanais.Por sua vez, o irmão do socialista António Costa, Ricardo Costa, ainda é o responsável pela SIC Notícias – e aqui começa a ser suspeito, tantos genes familiares com talento reconhecido, canalizados ainda por cima para a mesma àrea de trabalho (informação audiovisual) e numa empresa de grande destaque (e portanto com enorme capacidade de desvio de opinião). Temos aqui alguém que emite opiniões políticas, que coordena e gere a forma como as notícias económicas vão parar à sociedade, portanto que tem um enorme poder para influênciar formas de pensar.Outro caso conhecido é o de Fátima Felgueiras e da filha Sandra, uma das jovens jornalistas da RTP e também a escolhida para os casos mais notórios do canal, como por exemplo a história dos McCann. Aqui temos de esperar novamente que tenha sido pelo seu talento profissional que foi escolhida, embora comece a ser demasiada coincidência que os filhos (e familiares próximos) de certos políticos só encontrem cargos deste género no extenso mercado de trabalho. Na altura da polémica vinda do Brasil da mediática autarca, logo a filha tirou umas férias do canal de televisão para estar vinte e quatro horas por dia a ajudar a mãe nos contactos com a imprensa – mas depois voltou ao trabalho como se nada fosse. Isto ainda é mais grave por se tratar do canal público de TV e pelo seu seu salário ser pago com o nosso dinheiro.Os exemplos são incontáveis e se calhar temos é de procurar bem para encontrar gente sem ligações familiares no mundo da comunicação social. Até podem ser casos de tráfico de influências (as ditas “cunhas”) para arranjar trabalho - mas em cargos com esta notoriedade e capacidade de modificar comportamentos, ninguém pode negar que se pode dar a isto outro nome, tipo “corrupção ao mais alto nível”. Na melhor das hipóteses, estes casos são a prova irrefutável de que como é feito o recrutamento para funções relevantes. E na pior das hipóteses, há algo de muito pôdre na nossa sociedade.

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