Rui Rio, para quem Portugal "está a viver o fim do regime" que nasceu com o 25 de Abril de 1974 , saiu ontem em defesa da revisão constitucional e da regionalização."O que eu gostava é que esta revisão não acabasse como todas as demais - que é aquilo que eu acho que vai acontecer -, com o PS a insultar o PSD e o PSD a insultar o PS e a responsabilizarem-se mutuamente", disse o presidente da Câmara do Porto, na abertura do seminário "Regionalização e Revisão Constitucional: Que Perspectivas?".
O autarca portuense e ex-vice-presidente do PSD fez um diagnóstico muito sombrio do país e pediu "reformas profundas". E foi nesse sentido que defendeu que a "a revisão constitucional é francamente mais importante que a própria regionalização". Apesar disso, sublinhou que "a regionalização é um dos aspectos que pode e deve ser equacionado no âmbito da revisão constitucional". Rui Rio revelou ainda que gostaria de "ver os partidos todos, principalmente os três que mais se identificam com o regime e com a democracia - PSD, CDS e PS -, sentados à mesa a pensar alterações profundas para Portugal". E deixou o aviso: "Ou rapidamente fazemos reformas profundas no regime e o pomos a funcionar, e aí a regionalização terá uma palavra, ou então vai ser mau."
Já o eurodeputado do PS Capoulas Santos preferiu colocar a tónica no quadro da regionalização, afirmando que a criação das regiões "é não só possível como necessária". E para que o processo avance são precisos três pressupostos básicos que enumerou: "Um amplo consenso político, no mínimo entre o PS e o PSD, um referendo nacional e redução da despesa pública."
O ex-ministro da Agricultura de Guterres tratou depois de explicar que a regionalização "é uma reforma que tem de ser feita com uma enorme base social de apoio e, para isso, é necessário que os partidos se ponham de acordo quanto ao essencial, como é o caso dos limites das regiões, a definição dos órgãos e das competências".
Jorge Bacelar Gouveia, do PSD, declarou que a eliminação do mapa administrativo deve ser feita antes da regionalização, um processo que deve avançar quando "a corda na garganta se aliviar um pouco". Já Macário Correia acusa o Governo de centralista e diz que a prática seguida é inversa ao avanço da regionalização.
Categorias
Entidades
Rui Rio, para quem Portugal "está a viver o fim do regime" que nasceu com o 25 de Abril de 1974 , saiu ontem em defesa da revisão constitucional e da regionalização."O que eu gostava é que esta revisão não acabasse como todas as demais - que é aquilo que eu acho que vai acontecer -, com o PS a insultar o PSD e o PSD a insultar o PS e a responsabilizarem-se mutuamente", disse o presidente da Câmara do Porto, na abertura do seminário "Regionalização e Revisão Constitucional: Que Perspectivas?".
O autarca portuense e ex-vice-presidente do PSD fez um diagnóstico muito sombrio do país e pediu "reformas profundas". E foi nesse sentido que defendeu que a "a revisão constitucional é francamente mais importante que a própria regionalização". Apesar disso, sublinhou que "a regionalização é um dos aspectos que pode e deve ser equacionado no âmbito da revisão constitucional". Rui Rio revelou ainda que gostaria de "ver os partidos todos, principalmente os três que mais se identificam com o regime e com a democracia - PSD, CDS e PS -, sentados à mesa a pensar alterações profundas para Portugal". E deixou o aviso: "Ou rapidamente fazemos reformas profundas no regime e o pomos a funcionar, e aí a regionalização terá uma palavra, ou então vai ser mau."
Já o eurodeputado do PS Capoulas Santos preferiu colocar a tónica no quadro da regionalização, afirmando que a criação das regiões "é não só possível como necessária". E para que o processo avance são precisos três pressupostos básicos que enumerou: "Um amplo consenso político, no mínimo entre o PS e o PSD, um referendo nacional e redução da despesa pública."
O ex-ministro da Agricultura de Guterres tratou depois de explicar que a regionalização "é uma reforma que tem de ser feita com uma enorme base social de apoio e, para isso, é necessário que os partidos se ponham de acordo quanto ao essencial, como é o caso dos limites das regiões, a definição dos órgãos e das competências".
Jorge Bacelar Gouveia, do PSD, declarou que a eliminação do mapa administrativo deve ser feita antes da regionalização, um processo que deve avançar quando "a corda na garganta se aliviar um pouco". Já Macário Correia acusa o Governo de centralista e diz que a prática seguida é inversa ao avanço da regionalização.