You say you want a revolutionWell, you knowWe all want to change the worldYou tell me that it's evolutionWell, you knowWe all want to change the worldBut when you talk about destructionDon't you know that you can count me outYou say you got a real solutionWell, you knowWe'd all love to see the planYou ask me for a contributionWell, you knowWe're doing what we canBut if you want money for people with minds that hateAll I can tell is brother you have to waitYou say you'll change the constitutionWell, you knowWe all want to change your headYou tell me it's the institutionWell, you knowYou'd better free your mind insteadVem a lembrança desta música dos Beatles a propósito de uns vândalos que se intitulam a si próprios Verde Eufémia. John Lennon terá sido tudo menos um homem passivo e alterou mais o mundo que todos estes activistas juntos, por isso é útil citá-lo num momento em que marca uma fronteira de uma forma admirável .A fronteira que pelos visto foi ignorada. Vejamos como.Cerca de cem pessoas, pelo que percebi vindas de um encontro internacional que decorria em Aljezur, resolveram que era legítimo, em nome do ambiente, causar danos a terceiros.Foi uma acção violenta. É preciso ser claro neste ponto. Alguns pretendem usar um eufemismo chamando-lhe acção directa. Mas há acções directas não violentas e acções directas violentas. E eu até acho que a violência pode ser justificada em alguns casos e defensável em último recurso, como por exemplo em legítima defesa.Conheço o argumento de que é exactamente de legítima defesa que se trata.Não, até pode ser defesa, mas não é legítima.É muito triste ver a imagens desta acção e verificar que são os pretensos ambientalistas que estão de cara tapada. É muito triste ver que o agricultor cumpriu a lei em toda a sua extensão, e que os vândalos se esqueceram de discutir a sua aplicação nos locais próprios, de usar todos os meios pacíficos e legais à sua disposição antes de atacarem cobardemente o elo mais fraco da cadeia. É muito triste ver que é o agricultor que chora e pede tolerância e é o suposto movimento ambientalista que usa a violência do número desproporcionado de pessoas para impôr os seus pontos de vista a meia dúzia de pessoas desarmadas.E como se não bastasse tanta cobardia ainda oferecem sementes biológicas para fingir que são construtivos concluindo que é muito difícil conversar com os agricultores por estarem muito mal informados. Conversaram antes de homem para homem, ou de mulher para mulher ou as misturas de género que queiram? Ou foi só a coberto da superioridade numérica que quiseram conversar calmamente sobre as vantagens da agricultura biológica sobre o uso de transgénicos?A agenda foi claramente assumida: "O objectivo é restabelecer a ordem ecológica, moral e democrática que tem sido constantemente deteriorada pelas políticas de União Europeia e pelo governo português".Exactamente: cerca de cem pessoas acham que os seus pontos de vista políticos e morais podem ser impostos aos outros milhões de votantes que vivem em sociedades democráticas sem passaram pela maçada de convencer os outros e fazer aprovar democraticamente as suas propostas.Enquanto é tempo é bom que o movimento ambientalista se demarque claramente destes cobardes com agendas violentas e anti-democráticas que usam linguagem ambientalista para procurar legitimar as suas acções e obter a vergonhosa complacência com que grande parte da comunicação social tratou este crime.E que o Estado Democrático tenha o bom senso que não cair na armadilha da contra-violência sem perder um átomo da firmeza democrática que deve ter para punir exemplarmente estes criminosos, com as leis democráticas, que estes vândalos desprezam mas que respeitam o o seu direito de defesa, mesmo que os vândalos não tenham reconhecido o mesmo direito de defesa ao agricultor João Menezes.henrique pereira dos santos
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