Tal como na Nova Zelândia, o jovem piloto da Citroën voltou a surpreender a concorrência. Mikko Hirvonen segue colado a Sébastien Loeb e prepara o ataque para a etapa de hoje
As semelhanças entre Sébastien Ogier e Sébastien Loeb não se limitam ao nome próprio, à nacionalidade ou à equipa que partilham no Mundial de Ralis. As respectivas carreiras desportivas têm paralelismos surpreendentes, apesar dos dez anos de diferença que separam os dois pilotos. Ontem, o mais novo voltou a bater o pé ao mestre e a todo pelotão no Rali do Algarve, vencendo uma dolorosa primeira etapa, que surpreendeu os participantes pela particular dureza. No final do dia, o homem da Citroën Junior Team tornou-se no segundo piloto com mais troços ganhos esta temporada no campeonato, logo atrás do hexacampeão mundial.
Temperaturas altas, piso abrasivo, muita gravilha e desgaste excessivo dos pneus. Foram estas as queixas generalizadas dos homens que conseguiram terminar as sete especiais que compunham a primeira etapa do dia, num total 128,58km. Dificuldades que reforçam o mérito de Ogier, que encerrou o dia com vantagem clara sobre os companheiros da equipa principal da Citroën: 26,6s de vantagem sobre Dani Sordo e 44,8s sobre Loeb. Um pódio provisório totalmente composto pelos homens da Citroën.
Apesar do segundo lugar, Sordo não teve um dia propriamente feliz. Aproveitando a frescura matinal, o espanhol lançou-se cedo ao ataque e venceu a segunda especial (primeira do dia), beneficiando da "limpeza" da via feita pelos primeiros pilotos a partir: Loeb, Latvala e Hirvonen. Na sua peugada, seguia um rápido Ogier, que venceu o terceiro troço, alcançando o comando no final da quarta especial, mas a escassos 1,8s de Sordo.
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A fase vespertina do primeiro dia da competição deixaria mais claro o comando. Ogier venceu as três especiais que restavam, consolidando a liderança sobre o espanhol, a quem ameaça cada vez mais o lugar como segundo piloto da equipa: 7,1s, após a quinta especial; 8,5s, no final da sexta; 26,6s a encerrar a sétima e última. Um derradeiro troço que foi particularmente complicado para Sordo, que não escondeu o desalento, responsabilizando uma falha nos travões pela perda excessiva de tempo.
A batalha pelo bronze colocava frente-a-frente os dois principais candidatos ao título Mundial, com requintes de grande frieza táctica. Se Mikko Hirvonen não deu sequência à vitória na superespecial da véspera, não deixou de ficar realizado com o quarto lugar ao final do dia de ontem, atrás de Loeb. Sentimento diametralmente oposto ao do campeão francês, a quem não agradou nada ganhar a posição ao homem da Ford.
Expliquemos: o finlandês, vice-campeão mundial nas duas últimas temporadas, quer beneficiar hoje, na segunda etapa, dos troços "limpos" pelos homens da frente, nomeadamente Loeb, controlando em simultâneo os tempos dos adversários. Uma estratégia que não é nova por parte da Ford, como se viu no Rali da Jordânia, e que levou o líder do campeonato a perder ontem alguma da sua calma, queixando-se aos comissários desta manobra de Hirvonen.
Tal como na Nova Zelândia, o jovem piloto da Citroën voltou a surpreender a concorrência. Mikko Hirvonen segue colado a Sébastien Loeb e prepara o ataque para a etapa de hoje
As semelhanças entre Sébastien Ogier e Sébastien Loeb não se limitam ao nome próprio, à nacionalidade ou à equipa que partilham no Mundial de Ralis. As respectivas carreiras desportivas têm paralelismos surpreendentes, apesar dos dez anos de diferença que separam os dois pilotos. Ontem, o mais novo voltou a bater o pé ao mestre e a todo pelotão no Rali do Algarve, vencendo uma dolorosa primeira etapa, que surpreendeu os participantes pela particular dureza. No final do dia, o homem da Citroën Junior Team tornou-se no segundo piloto com mais troços ganhos esta temporada no campeonato, logo atrás do hexacampeão mundial.
Temperaturas altas, piso abrasivo, muita gravilha e desgaste excessivo dos pneus. Foram estas as queixas generalizadas dos homens que conseguiram terminar as sete especiais que compunham a primeira etapa do dia, num total 128,58km. Dificuldades que reforçam o mérito de Ogier, que encerrou o dia com vantagem clara sobre os companheiros da equipa principal da Citroën: 26,6s de vantagem sobre Dani Sordo e 44,8s sobre Loeb. Um pódio provisório totalmente composto pelos homens da Citroën.
Apesar do segundo lugar, Sordo não teve um dia propriamente feliz. Aproveitando a frescura matinal, o espanhol lançou-se cedo ao ataque e venceu a segunda especial (primeira do dia), beneficiando da "limpeza" da via feita pelos primeiros pilotos a partir: Loeb, Latvala e Hirvonen. Na sua peugada, seguia um rápido Ogier, que venceu o terceiro troço, alcançando o comando no final da quarta especial, mas a escassos 1,8s de Sordo.
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A fase vespertina do primeiro dia da competição deixaria mais claro o comando. Ogier venceu as três especiais que restavam, consolidando a liderança sobre o espanhol, a quem ameaça cada vez mais o lugar como segundo piloto da equipa: 7,1s, após a quinta especial; 8,5s, no final da sexta; 26,6s a encerrar a sétima e última. Um derradeiro troço que foi particularmente complicado para Sordo, que não escondeu o desalento, responsabilizando uma falha nos travões pela perda excessiva de tempo.
A batalha pelo bronze colocava frente-a-frente os dois principais candidatos ao título Mundial, com requintes de grande frieza táctica. Se Mikko Hirvonen não deu sequência à vitória na superespecial da véspera, não deixou de ficar realizado com o quarto lugar ao final do dia de ontem, atrás de Loeb. Sentimento diametralmente oposto ao do campeão francês, a quem não agradou nada ganhar a posição ao homem da Ford.
Expliquemos: o finlandês, vice-campeão mundial nas duas últimas temporadas, quer beneficiar hoje, na segunda etapa, dos troços "limpos" pelos homens da frente, nomeadamente Loeb, controlando em simultâneo os tempos dos adversários. Uma estratégia que não é nova por parte da Ford, como se viu no Rali da Jordânia, e que levou o líder do campeonato a perder ontem alguma da sua calma, queixando-se aos comissários desta manobra de Hirvonen.