Depósito ilegal ocupava uma área de 13 mil metros quadrados em Famalicão. Empresa vai laborar num parque licenciado
A última grande sucata ilegal da Região Norte começou ontem a ser desactivada, na sequência de uma acção coerciva da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDRN). A intervenção permitiu tomar posse administrativa daquele depósito de resíduos, localizado em Famalicão. Desde 2008, o programa de erradicação de sucatas já desactivou 146 depósitos ilegais na região e mais de 800 em todo o país.
A acção de ontem permitiu desactivar um depósito ilegal que abrangia uma área de quase 13 mil metros quadrados, onde se estima existirem 500 veículos. O terreno passa para a posse do Estado durante 45 dias e, nesse período, serão retirados todos os resíduos existentes no local, que vão ser encaminhados para tratamento especializado. A empresa de sucatas de Famalicão vai, no entanto, continuar a laborar, em instalações novas num parque industrial contíguo, estando apenas à espera da respectiva licença de utilização.
Vinte casos por resolver
Esta era a última grande sucata da Região Norte, das 150 identificadas, em 2008, no início do programa de erradicação lançado pelo Governo. Desde então, a CCDRN acabou com 146 depósitos ilegais, encontrando-se ainda oito em processo de licenciamento e 20 outros casos, todos de pequenas dimensões, por resolver.
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O plano permitiu identificar, entretanto, outras sucatas que funcionavam ilegalmente, além daquelas que inicialmente tinham sido sinalizadas. Em todo o país eram conhecidos 783 casos, mas, em Janeiro deste ano, o Ministério do Ambiente já tinha começado com o processo de erradicação de 803.
"Todos os casos estão praticamente resolvidos, faltando apenas alguns depósitos de pequenas dimensões, um pouco por todo o país", avançou o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, que ontem esteve em Famalicão. O governante sublinha o êxito do plano que permite reduzir os impactos ambientais e visuais que resultam da prática ilegal da actividade.
"O objectivo do programa foi legalizar e não terminar com esta actividade. As sucatas e o tratamento de veículos em fim de vida são muito importantes", sublinha ainda Humberto Rosa. Em 2005, Portugal tinha 11 centros legalizados para abate de veículos em fim de vida, hoje tem 60. Nesse período, o número de viaturas recicladas passou de seis mil para 80 mil. "Isto mostra bem como uma conjugação destas acções no terreno com o incentivo ao abate fez com que o país possa dar cartas na área", considera o secretário de Estado do Ambiente.
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Depósito ilegal ocupava uma área de 13 mil metros quadrados em Famalicão. Empresa vai laborar num parque licenciado
A última grande sucata ilegal da Região Norte começou ontem a ser desactivada, na sequência de uma acção coerciva da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDRN). A intervenção permitiu tomar posse administrativa daquele depósito de resíduos, localizado em Famalicão. Desde 2008, o programa de erradicação de sucatas já desactivou 146 depósitos ilegais na região e mais de 800 em todo o país.
A acção de ontem permitiu desactivar um depósito ilegal que abrangia uma área de quase 13 mil metros quadrados, onde se estima existirem 500 veículos. O terreno passa para a posse do Estado durante 45 dias e, nesse período, serão retirados todos os resíduos existentes no local, que vão ser encaminhados para tratamento especializado. A empresa de sucatas de Famalicão vai, no entanto, continuar a laborar, em instalações novas num parque industrial contíguo, estando apenas à espera da respectiva licença de utilização.
Vinte casos por resolver
Esta era a última grande sucata da Região Norte, das 150 identificadas, em 2008, no início do programa de erradicação lançado pelo Governo. Desde então, a CCDRN acabou com 146 depósitos ilegais, encontrando-se ainda oito em processo de licenciamento e 20 outros casos, todos de pequenas dimensões, por resolver.
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O plano permitiu identificar, entretanto, outras sucatas que funcionavam ilegalmente, além daquelas que inicialmente tinham sido sinalizadas. Em todo o país eram conhecidos 783 casos, mas, em Janeiro deste ano, o Ministério do Ambiente já tinha começado com o processo de erradicação de 803.
"Todos os casos estão praticamente resolvidos, faltando apenas alguns depósitos de pequenas dimensões, um pouco por todo o país", avançou o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, que ontem esteve em Famalicão. O governante sublinha o êxito do plano que permite reduzir os impactos ambientais e visuais que resultam da prática ilegal da actividade.
"O objectivo do programa foi legalizar e não terminar com esta actividade. As sucatas e o tratamento de veículos em fim de vida são muito importantes", sublinha ainda Humberto Rosa. Em 2005, Portugal tinha 11 centros legalizados para abate de veículos em fim de vida, hoje tem 60. Nesse período, o número de viaturas recicladas passou de seis mil para 80 mil. "Isto mostra bem como uma conjugação destas acções no terreno com o incentivo ao abate fez com que o país possa dar cartas na área", considera o secretário de Estado do Ambiente.