Ministro Silva Pereira acusa deputado João Semedo de "manipulação"

05-08-2010
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Pedro Silva Pereira começou a sua audição apresentando o comunicado da PT à CMVM de dia 23, de dois telexes da Lusa com declarações do presidente da PT e de uma fonte da Media Capital sobre o andamento do negócio, e mostrou também o vídeo com os seus comentários sobre o assunto numa conferência de imprensa no final de uma reunião do Conselho de Ministros no dia 25 de Junho do ano passado.

"Nas minhas declarações tive o cuidado de informar que o governo não dispõe de outras informações que não as publicamente prestadas pelos intervenientes no negócio, e identifiquei as minhas três fontes", descreveu Silva Pereira para dizer que não teve qualquer informação privilegiada sobre o assunto. "As declarações públicas existentes na altura não permitiam dizer que havia negócio. Os intervenientes não estavam a confirmar a existência de negócio", continou o ministro.

"Eu não fiz futurologia sobre o negócio, isso foi invenção sua. Nunca disse que o negócio não ia para a frente. Eu limitei-me a citar, pode dar as voltas que quiser, mas eu sou muito cuidadoso nas palavras que escolho", avisou Pedro Silva Pereira.

O ministro, chamado à comissão de inquérito sobre o negócio da TVI por iniciativa do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, apontou o dedo a João Semedo, recordando a sua função de relator, acusando-o de "não se limitar a pedir esclarecimentos como seria de esperar de alguém que estivesse com isenção, sem ideias pré-concebidas",e de "começar por tirar conclusões e querendo-as comprovar depois".

João Semedo havia afirmado que Pedro Silva Pereira tinha "acesso a informação privilegiada sobre o negócio entre a PT e a Media Capital. "A acusação é falsa, foi feita com ligeireza, deturpando as minhas declarações", respondeu o ministro da Presidência.

O deputado do Bloco de Esquerda replicou citando repetidamente uma frase de Pedro Silva Pereira dita naquela dia "pelo que sabemos o negócio não se confirma" e a dada altura cita um comunicado enviado pela Prisa à CMVM naquela tarde confirmando a existência de negociações. "Há limites para a manipulação. Está a invocar um comunicado das 16h para confrontar com uma conferência de imprensa que eu dei às 14h. Quando digo 'pelo que sabemos pelos intervenientes', estou a remeter para os intervenientes. Os intervenientes explicaram mal? Problema deles, eu limitei-me a remeter para as declarações dos intervenientes", reforçou.

Pedro Silva Pereira começou a sua audição apresentando o comunicado da PT à CMVM de dia 23, de dois telexes da Lusa com declarações do presidente da PT e de uma fonte da Media Capital sobre o andamento do negócio, e mostrou também o vídeo com os seus comentários sobre o assunto numa conferência de imprensa no final de uma reunião do Conselho de Ministros no dia 25 de Junho do ano passado.

"Nas minhas declarações tive o cuidado de informar que o governo não dispõe de outras informações que não as publicamente prestadas pelos intervenientes no negócio, e identifiquei as minhas três fontes", descreveu Silva Pereira para dizer que não teve qualquer informação privilegiada sobre o assunto. "As declarações públicas existentes na altura não permitiam dizer que havia negócio. Os intervenientes não estavam a confirmar a existência de negócio", continou o ministro.

"Eu não fiz futurologia sobre o negócio, isso foi invenção sua. Nunca disse que o negócio não ia para a frente. Eu limitei-me a citar, pode dar as voltas que quiser, mas eu sou muito cuidadoso nas palavras que escolho", avisou Pedro Silva Pereira.

O ministro, chamado à comissão de inquérito sobre o negócio da TVI por iniciativa do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, apontou o dedo a João Semedo, recordando a sua função de relator, acusando-o de "não se limitar a pedir esclarecimentos como seria de esperar de alguém que estivesse com isenção, sem ideias pré-concebidas",e de "começar por tirar conclusões e querendo-as comprovar depois".

João Semedo havia afirmado que Pedro Silva Pereira tinha "acesso a informação privilegiada sobre o negócio entre a PT e a Media Capital. "A acusação é falsa, foi feita com ligeireza, deturpando as minhas declarações", respondeu o ministro da Presidência.

O deputado do Bloco de Esquerda replicou citando repetidamente uma frase de Pedro Silva Pereira dita naquela dia "pelo que sabemos o negócio não se confirma" e a dada altura cita um comunicado enviado pela Prisa à CMVM naquela tarde confirmando a existência de negociações. "Há limites para a manipulação. Está a invocar um comunicado das 16h para confrontar com uma conferência de imprensa que eu dei às 14h. Quando digo 'pelo que sabemos pelos intervenientes', estou a remeter para os intervenientes. Os intervenientes explicaram mal? Problema deles, eu limitei-me a remeter para as declarações dos intervenientes", reforçou.

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