“Lembrar a infância para quê? Porquê? Que sonho nos acorda neste lembrar? É sempre, ou quase sempre, uma pungência de sentidos desperta, uma ligação com a madre que ganha o sinal das suas profundezas, a verificação de que crescer foi o entender da finitude da vida: esse acabar de deslumbramentos perante as coisas vistas pela primeira vez sem o sentido do acabar por qualquer morte.Lembrar a infância será ter saudade do que se foi, com o peso do já ter vivido: será, recrear uma apetência insatisfeita para uma vida vivida com objectivos ideais, apetência ligada com a origem mas com a frustração do uso.”…..Este o excerto do prefácio de um livro de cabeceira de Matilde Rosa Araújo, INFÂNCIA LEMBRADA, que tenho usado ao longo do tempo neste espaço, quando quero pôr um dos nossos poetas a falar da sua infância, pois este livro é uma recolha de poemas sobre a infância de todos os grandes poetas portugueses...FICOU DA INFÂNCIA A FEBREFicou da infância a febreDe correr paradoPelas estradasPodes chamar-lhe versosSão viagensFicou na infância a fisgaDe arremessar ao ventoPodes chamar-lhe versosSão pedradasDE Daniel Filipe , o poemaIlustração de Maria Keill
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“Lembrar a infância para quê? Porquê? Que sonho nos acorda neste lembrar? É sempre, ou quase sempre, uma pungência de sentidos desperta, uma ligação com a madre que ganha o sinal das suas profundezas, a verificação de que crescer foi o entender da finitude da vida: esse acabar de deslumbramentos perante as coisas vistas pela primeira vez sem o sentido do acabar por qualquer morte.Lembrar a infância será ter saudade do que se foi, com o peso do já ter vivido: será, recrear uma apetência insatisfeita para uma vida vivida com objectivos ideais, apetência ligada com a origem mas com a frustração do uso.”…..Este o excerto do prefácio de um livro de cabeceira de Matilde Rosa Araújo, INFÂNCIA LEMBRADA, que tenho usado ao longo do tempo neste espaço, quando quero pôr um dos nossos poetas a falar da sua infância, pois este livro é uma recolha de poemas sobre a infância de todos os grandes poetas portugueses...FICOU DA INFÂNCIA A FEBREFicou da infância a febreDe correr paradoPelas estradasPodes chamar-lhe versosSão viagensFicou na infância a fisgaDe arremessar ao ventoPodes chamar-lhe versosSão pedradasDE Daniel Filipe , o poemaIlustração de Maria Keill