Como é do conhecimento público, a CMA convocou o SC Beira-Mar para uma reunião no passado Sábado de manhã. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube, na impossibilidade de estar presente, fez-se representar por Alberto Roque e Manuel Madaíl, duas das personalidades envolvidas no grupo de trabalho que tem procurado encontrar soluções para a grave crise financeira que o clube atravessa.
A proposta apresentada pelo grupo de trabalho com vista à regularização da dívida da EMA para com o Beira-Mar não foi aceite em virtude da impossibilidade daquela Empresa Municipal cumprir as exigências necessárias para a concretização do acordo. Perante a ausência de soluções que permitam resolver aquela dívida num curto prazo, ficou a promessa, por parte da Autarquia, de acompanhar a situação do clube procurando soluções que permitam a regularização daquele crédito quando tal for possível.
Apesar da reunião com a CMA ter sido inconclusiva, o grupo de trabalho está empenhado em candidatar o clube à competição profissional de futebol na próxima época (Liga Vitalis), por se entender que essa será a única forma de viabilizar o clube a médio prazo. Caso contrário, o fim do futebol profissional significará o fim de receitas importantes que serão necessárias para perspectivar a redução do passivo do clube a médio-longo prazo. Um eventual abandono da competição profissional de futebol colocará em risco todo o património e estruturas do clube, podendo significar o fim da colectividade e das suas modalidades. É importante que as pessoas não se esqueçam de que, o facto de se extinguir o futebol profissional, não significa apenas uma redução de custos do clube. O passivo continuará a ser exigível e a perspectiva de aceder a importantes receitas para a sua amortização será inexistente. Daí a importância do clube manter uma equipa profissional de futebol em competição, ambiciosa, mas sem se cometerem loucuras financeiras para se atingirem objectivos que, até pelas vicissitudes do próprio futebol, podem não ser atingidos.
Desta forma, a direcção demissionária e o grupo de trabalho estão empenhados em candidatar o clube à liga profissional de futebol. Durante este mês, o clube terá que cumprir os prazos definidos para a entrega de determinados documentos, os quais a LPFP analisará e concluirá pela aprovação ou reprovação da candidatura do Beira-Mar.
Note-se que a situação do clube continua dramática pois não existem quaisquer perspectivas de libertação das verbas necessárias para a regularização dos compromissos mais urgentes, o que poderá inviabilizar a inscrição da equipa na Liga Vitalis, não obstante o esforço já enunciado de candidatura do clube à participação na mesma.
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Como é do conhecimento público, a CMA convocou o SC Beira-Mar para uma reunião no passado Sábado de manhã. O Presidente da Mesa da Assembleia Geral do clube, na impossibilidade de estar presente, fez-se representar por Alberto Roque e Manuel Madaíl, duas das personalidades envolvidas no grupo de trabalho que tem procurado encontrar soluções para a grave crise financeira que o clube atravessa.
A proposta apresentada pelo grupo de trabalho com vista à regularização da dívida da EMA para com o Beira-Mar não foi aceite em virtude da impossibilidade daquela Empresa Municipal cumprir as exigências necessárias para a concretização do acordo. Perante a ausência de soluções que permitam resolver aquela dívida num curto prazo, ficou a promessa, por parte da Autarquia, de acompanhar a situação do clube procurando soluções que permitam a regularização daquele crédito quando tal for possível.
Apesar da reunião com a CMA ter sido inconclusiva, o grupo de trabalho está empenhado em candidatar o clube à competição profissional de futebol na próxima época (Liga Vitalis), por se entender que essa será a única forma de viabilizar o clube a médio prazo. Caso contrário, o fim do futebol profissional significará o fim de receitas importantes que serão necessárias para perspectivar a redução do passivo do clube a médio-longo prazo. Um eventual abandono da competição profissional de futebol colocará em risco todo o património e estruturas do clube, podendo significar o fim da colectividade e das suas modalidades. É importante que as pessoas não se esqueçam de que, o facto de se extinguir o futebol profissional, não significa apenas uma redução de custos do clube. O passivo continuará a ser exigível e a perspectiva de aceder a importantes receitas para a sua amortização será inexistente. Daí a importância do clube manter uma equipa profissional de futebol em competição, ambiciosa, mas sem se cometerem loucuras financeiras para se atingirem objectivos que, até pelas vicissitudes do próprio futebol, podem não ser atingidos.
Desta forma, a direcção demissionária e o grupo de trabalho estão empenhados em candidatar o clube à liga profissional de futebol. Durante este mês, o clube terá que cumprir os prazos definidos para a entrega de determinados documentos, os quais a LPFP analisará e concluirá pela aprovação ou reprovação da candidatura do Beira-Mar.
Note-se que a situação do clube continua dramática pois não existem quaisquer perspectivas de libertação das verbas necessárias para a regularização dos compromissos mais urgentes, o que poderá inviabilizar a inscrição da equipa na Liga Vitalis, não obstante o esforço já enunciado de candidatura do clube à participação na mesma.