Quanto mais se mexe na "dita"... mais ela cheira! Um velho ditado, que (de tão velho) continua perfeitamente actual.A propósito da polémica (!) em torno do filme baseado no Romance de Dan Brown - O Código da Vinci (que já li), é de louvar a atitude da Igreja (salvo raras e pontuais excepções), no seu sentido abrangente e das suas "cúpulas". A liberdade de crer ou não crer, está na capacidade de fé e de convicção de cada indivíduo. Não se impõe. Esclarece-se e ensina-se. Crê-se e pratica-se.Não é, por isso, um livro de ficção que, após a demonstração teológica e histórica dos seus argumentos, irá abalar a fé dos crentes.A Igreja tem aliás hoje, mais com que se preocupar do que com livros de ficção e romance. Por mais bem escritos e até de leitura interessante que possam ser.Numa sociedade cada vez mais aberta, mas vulnerável, solicitadora e inconsistente, a preocupação da Igreja deve ser o da re-envagelização, a começar pela própria europa.Reenvagelizar, tornando-se mais viva e mais na vida.Mas tinha de haver um senão.Com uma necessidade estupidamente vital, a Opus Dei tinha que vir a terreiro, demonstrar toda a sua "opolência" teológica, uma estranha necessidade de sobrevivência. Numa demonstração de força e poder no seio da Igreja, a Ordem teria tido mais a ganhar ignorando do que criticando o que não havia a criticar, a não ser no imaginário de uma tela cinematográfica. Reforçando apenas o poder crítico dos seus críticos. Reforçando a ideia generalizada do sombrio, do obscuro que reveste a sua existência.Aliás é curioso verificarmos que nem a Opus Dei, nem alguns sectores mais conservadores da Igreja, tiveram a mesma reacçõ aqunado das caricaturas dinamarquesas. Então, onde está agora o princípio da liberdade de expressão?!E resultado...Após o fracasso exibicional no festival de Cannes, o filme Código daVinci, bateu o record nacional de audiências (nem o Crime do Padre Amaro ou a Paixão de Cristo): em 4 dias 215.840 espectadores (uma média de 53.960 espectadores diários).Quem ganhou...o Dan Brown e a indústrai cinematográfica.
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Quanto mais se mexe na "dita"... mais ela cheira! Um velho ditado, que (de tão velho) continua perfeitamente actual.A propósito da polémica (!) em torno do filme baseado no Romance de Dan Brown - O Código da Vinci (que já li), é de louvar a atitude da Igreja (salvo raras e pontuais excepções), no seu sentido abrangente e das suas "cúpulas". A liberdade de crer ou não crer, está na capacidade de fé e de convicção de cada indivíduo. Não se impõe. Esclarece-se e ensina-se. Crê-se e pratica-se.Não é, por isso, um livro de ficção que, após a demonstração teológica e histórica dos seus argumentos, irá abalar a fé dos crentes.A Igreja tem aliás hoje, mais com que se preocupar do que com livros de ficção e romance. Por mais bem escritos e até de leitura interessante que possam ser.Numa sociedade cada vez mais aberta, mas vulnerável, solicitadora e inconsistente, a preocupação da Igreja deve ser o da re-envagelização, a começar pela própria europa.Reenvagelizar, tornando-se mais viva e mais na vida.Mas tinha de haver um senão.Com uma necessidade estupidamente vital, a Opus Dei tinha que vir a terreiro, demonstrar toda a sua "opolência" teológica, uma estranha necessidade de sobrevivência. Numa demonstração de força e poder no seio da Igreja, a Ordem teria tido mais a ganhar ignorando do que criticando o que não havia a criticar, a não ser no imaginário de uma tela cinematográfica. Reforçando apenas o poder crítico dos seus críticos. Reforçando a ideia generalizada do sombrio, do obscuro que reveste a sua existência.Aliás é curioso verificarmos que nem a Opus Dei, nem alguns sectores mais conservadores da Igreja, tiveram a mesma reacçõ aqunado das caricaturas dinamarquesas. Então, onde está agora o princípio da liberdade de expressão?!E resultado...Após o fracasso exibicional no festival de Cannes, o filme Código daVinci, bateu o record nacional de audiências (nem o Crime do Padre Amaro ou a Paixão de Cristo): em 4 dias 215.840 espectadores (uma média de 53.960 espectadores diários).Quem ganhou...o Dan Brown e a indústrai cinematográfica.