Muito se tem discutido o fenómeno dos independentes nas últimas eleições autárquicas. O assunto foi repescado a propósito das candidaturas de Carmona Rodrigues e Helena Roseta à CM de Lisboa.Não pretendo aqui dissecar as diferentes motivações que podem estar na origem das candidaturas independentes ou as razões que concorrem para o seu notório sucesso eleitoral.Não sou miltante de nenhum partido apesar de já ter sido desafiado por amigos das quatro juventudes partidárias mais representativas. Acontece, porém, que nunca senti aquele impulso determinante para se tomar uma decisão deste nível. Note-se, no entanto, que tal não se fica a dever a nenhuma indefinição ideológica da minha parte. Como qualquer pessoa, tenho os meus ideais e as minhas convicções e não teria dificuldades em integrar-me. Contudo, não gosto de algo que, admito, sem conhecer bem, conheço o suficiente para repugnar: os vulgarmente designados «aparelhos partidários» e os seus «jogos de poder».Não tenho dúvidas que muitos dos votos conquistados por candidatos independentes em várias autarquias do país são, acima de tudo, votos de protesto em relação aos partidos. Não quero, ainda assim, alinhar-me pelo discurso fundamentalista anti-partidário, mas, ao assistir às "guerrilhas" internas pelo poder em determinados partidos, compreendo perfeitamente o pensamento dos eleitores.O que se passou em relação à autarquia aveirense na semana passada com o líder de uma concelhia partidária a substitur-se aos membros do executivo; os ataques internos do PSD a Marques Mendes por este não ter pactuado com o clima de suspeição que a autarquia liderada por Carmona Rodrigues já não conseguia esconder, ou, ainda, a manipulação dos idosos de uma série de localidades do norte por parte do PS nos festejos de António Costa em Lisboa, são apenas exemplos que reforçam o meu actual desgosto pela lógica de actuação dos partidos.
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Muito se tem discutido o fenómeno dos independentes nas últimas eleições autárquicas. O assunto foi repescado a propósito das candidaturas de Carmona Rodrigues e Helena Roseta à CM de Lisboa.Não pretendo aqui dissecar as diferentes motivações que podem estar na origem das candidaturas independentes ou as razões que concorrem para o seu notório sucesso eleitoral.Não sou miltante de nenhum partido apesar de já ter sido desafiado por amigos das quatro juventudes partidárias mais representativas. Acontece, porém, que nunca senti aquele impulso determinante para se tomar uma decisão deste nível. Note-se, no entanto, que tal não se fica a dever a nenhuma indefinição ideológica da minha parte. Como qualquer pessoa, tenho os meus ideais e as minhas convicções e não teria dificuldades em integrar-me. Contudo, não gosto de algo que, admito, sem conhecer bem, conheço o suficiente para repugnar: os vulgarmente designados «aparelhos partidários» e os seus «jogos de poder».Não tenho dúvidas que muitos dos votos conquistados por candidatos independentes em várias autarquias do país são, acima de tudo, votos de protesto em relação aos partidos. Não quero, ainda assim, alinhar-me pelo discurso fundamentalista anti-partidário, mas, ao assistir às "guerrilhas" internas pelo poder em determinados partidos, compreendo perfeitamente o pensamento dos eleitores.O que se passou em relação à autarquia aveirense na semana passada com o líder de uma concelhia partidária a substitur-se aos membros do executivo; os ataques internos do PSD a Marques Mendes por este não ter pactuado com o clima de suspeição que a autarquia liderada por Carmona Rodrigues já não conseguia esconder, ou, ainda, a manipulação dos idosos de uma série de localidades do norte por parte do PS nos festejos de António Costa em Lisboa, são apenas exemplos que reforçam o meu actual desgosto pela lógica de actuação dos partidos.