Desculpem a insistência, mas não resisto a voltar ao enviado do Público à Bolívia.É que o homem - de seu nome Nuno Amaral (NA) - manipula a verdade, subverte os factos, e é de uma parcialidade escandalosa, assumindo-se frontalmente partidário de um lado contra o outro.É claro que NA, enquanto cidadão, tem, como qualquer outro, o direito de optar pelo lado que entender. O que não pode é, a coberto da sua qualidade de jornalista, exibir-se como propagandista de um dos lados.E é isso que ele faz - vigarizando e insultando os leitores.Bem instalado no meio dos reaccionários, acompanhando-os nas suas arruaças antidemocráticas - e com eles confraternizando - NA assiste, toma notas e propagandeia - como coisa boa - tudo o que eles dizem e fazem. E a imagem que nos dá do outro lado, do lado dos partidários do Governo, é a que os reaccionários lhe fornecem.Eles dizem: «É urgente que o mundo saiba que estão milhares de camponeses armados a caminho para cá» - e NA, com urgência, obedece.Eles acrescentam que os camponeses «estão armados pelo Governo e são pagos pelo Presidente Chávez» - e NA despacha a «notícia» como se de um facto comprovado se tratasse.Pior do que isso: como se, no caso de ser verdade, se tratasse de um atentado à democracia.Porque em verdade vos digo que lendo o que NA escreve, ninguém dirá que tais afirmações são proferidas por indivíduos de um auto-denominado Comité Cívico que, armado, ocupa a cidade de Santa Cruz (incluindo as instituições do Estado) há mais de três semanas.Tudo isto estaria bem (salvo seja...) se o enviado do Público, em vez de se dizer jornalista, se apresentasse, por exemplo, como «porta-voz dos opositores do Governo boliviano».Ou, com mais rigor, como «porta-voz da reacção boliviana» - que é o que ele é.Assim, disfarçado de jornalista, está a vigarizar-nos.
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Desculpem a insistência, mas não resisto a voltar ao enviado do Público à Bolívia.É que o homem - de seu nome Nuno Amaral (NA) - manipula a verdade, subverte os factos, e é de uma parcialidade escandalosa, assumindo-se frontalmente partidário de um lado contra o outro.É claro que NA, enquanto cidadão, tem, como qualquer outro, o direito de optar pelo lado que entender. O que não pode é, a coberto da sua qualidade de jornalista, exibir-se como propagandista de um dos lados.E é isso que ele faz - vigarizando e insultando os leitores.Bem instalado no meio dos reaccionários, acompanhando-os nas suas arruaças antidemocráticas - e com eles confraternizando - NA assiste, toma notas e propagandeia - como coisa boa - tudo o que eles dizem e fazem. E a imagem que nos dá do outro lado, do lado dos partidários do Governo, é a que os reaccionários lhe fornecem.Eles dizem: «É urgente que o mundo saiba que estão milhares de camponeses armados a caminho para cá» - e NA, com urgência, obedece.Eles acrescentam que os camponeses «estão armados pelo Governo e são pagos pelo Presidente Chávez» - e NA despacha a «notícia» como se de um facto comprovado se tratasse.Pior do que isso: como se, no caso de ser verdade, se tratasse de um atentado à democracia.Porque em verdade vos digo que lendo o que NA escreve, ninguém dirá que tais afirmações são proferidas por indivíduos de um auto-denominado Comité Cívico que, armado, ocupa a cidade de Santa Cruz (incluindo as instituições do Estado) há mais de três semanas.Tudo isto estaria bem (salvo seja...) se o enviado do Público, em vez de se dizer jornalista, se apresentasse, por exemplo, como «porta-voz dos opositores do Governo boliviano».Ou, com mais rigor, como «porta-voz da reacção boliviana» - que é o que ele é.Assim, disfarçado de jornalista, está a vigarizar-nos.