Tudo confirma a necessidade de o dia 1 de Outubro ser uma grande jornada de luta dos trabalhadores.Veja-se a azáfama em que anda o ministro dito do Trabalho, Vieira da Silva, enaltecendo as supremas bondades do seu Código, que apresenta como solução para todos os problemas do País - coisa que só os do bota-abaixo é que não querem ver...Agora, o ministro veio anunciar as medidas de «reforço de meios técnicos e humanos» com que foi dotada a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) que é quem irá «inspeccionar a aplicação» do Código.Mas desde já avisou que não se espere desta Autoridade uma acção semelhante à da ASAE, já que à ACT compete fiscalizar os patrões - e estes, obviamente, não podem ser tratados como a ASAE trata os seus investigados que são, como se sabe, feirantes, pequenos comerciantes, ciganos, etc.Neste caso, trata-se de fiscalizar patrões, coisa que exige especiais cuidados, atenções, delicadezas, curvaturas, pedidos de autorização e garantias de que não fiscalizam nada.Percebe-se que assim seja: aliás, se assim não fosse, é bem de ver que os patrões não permitiriam a existência da ACT...Extasiado perante as excelências do seu Código, o ministro previu que ele irá «produzir resultados positivos na economia e na sociedade portuguesa».A previsão foi, de imediato, confirmada pelo patrão da CIP, Francisco Van Zeller - que é, também, patrão do ministro.Disse ele que este Código do Trabalho vai «legalizar a precariedade» - o que tem a enormíssima vantagem de fazer da precariedade, tendencialmente, o principal, se não único, vínculo laboral dos trabalhadores portugueses.Outra excelência do Código valorizada pelo patrão é a que respeita ao «conceito de horas extraordinárias», que deixam de existir porque «trabalhar mais duas horas por dia passa a ser regular»...Como se vê, é total a sintonia entre o patrão e o ministro - ou, dizendo com mais rigor, entre o patrão e o lacaio.E, como lá em cima se disse: tudo confirma a necessidade de o dia 1 de outubro ser uma grande jornada de luta dos trabalhadores.
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Tudo confirma a necessidade de o dia 1 de Outubro ser uma grande jornada de luta dos trabalhadores.Veja-se a azáfama em que anda o ministro dito do Trabalho, Vieira da Silva, enaltecendo as supremas bondades do seu Código, que apresenta como solução para todos os problemas do País - coisa que só os do bota-abaixo é que não querem ver...Agora, o ministro veio anunciar as medidas de «reforço de meios técnicos e humanos» com que foi dotada a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) que é quem irá «inspeccionar a aplicação» do Código.Mas desde já avisou que não se espere desta Autoridade uma acção semelhante à da ASAE, já que à ACT compete fiscalizar os patrões - e estes, obviamente, não podem ser tratados como a ASAE trata os seus investigados que são, como se sabe, feirantes, pequenos comerciantes, ciganos, etc.Neste caso, trata-se de fiscalizar patrões, coisa que exige especiais cuidados, atenções, delicadezas, curvaturas, pedidos de autorização e garantias de que não fiscalizam nada.Percebe-se que assim seja: aliás, se assim não fosse, é bem de ver que os patrões não permitiriam a existência da ACT...Extasiado perante as excelências do seu Código, o ministro previu que ele irá «produzir resultados positivos na economia e na sociedade portuguesa».A previsão foi, de imediato, confirmada pelo patrão da CIP, Francisco Van Zeller - que é, também, patrão do ministro.Disse ele que este Código do Trabalho vai «legalizar a precariedade» - o que tem a enormíssima vantagem de fazer da precariedade, tendencialmente, o principal, se não único, vínculo laboral dos trabalhadores portugueses.Outra excelência do Código valorizada pelo patrão é a que respeita ao «conceito de horas extraordinárias», que deixam de existir porque «trabalhar mais duas horas por dia passa a ser regular»...Como se vê, é total a sintonia entre o patrão e o ministro - ou, dizendo com mais rigor, entre o patrão e o lacaio.E, como lá em cima se disse: tudo confirma a necessidade de o dia 1 de outubro ser uma grande jornada de luta dos trabalhadores.