Cravo de Abril: POEMA

23-05-2011
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NÃO SEI SE É UMA MEDALHAAlguma vezum cigarro aceso sentirá o deliciososabor de te fumar de repenteo ombro direito?Poissobre isso eu juroque tudo é pura mentira.Juroque nunca um cigarro LMapagou sua idiossincrásica boca de lumeno calor escuro da minha omoplata.E também juroque nunca plagiei um cinzeiro moçambicanosentado a cheirar o bafo da própria cinzacom o subchefe de brigada Acácioum deus fantasmagórico envoltona especial nuvem de tabacomistura de Virgínia com pele.E também confessoque se esta invenção tivesse acontecidomuito provavelmente seria em mil novecentose sessenta e seis à tarde numa certa Vila Algarveenquanto pela duodécima vezeu abanava a cabeçae dizia: - Não sei!Por acasoa mancha desta mentira está.Não sei se é uma medalha.Mas não sai mais.José Craveirinha


NÃO SEI SE É UMA MEDALHAAlguma vezum cigarro aceso sentirá o deliciososabor de te fumar de repenteo ombro direito?Poissobre isso eu juroque tudo é pura mentira.Juroque nunca um cigarro LMapagou sua idiossincrásica boca de lumeno calor escuro da minha omoplata.E também juroque nunca plagiei um cinzeiro moçambicanosentado a cheirar o bafo da própria cinzacom o subchefe de brigada Acácioum deus fantasmagórico envoltona especial nuvem de tabacomistura de Virgínia com pele.E também confessoque se esta invenção tivesse acontecidomuito provavelmente seria em mil novecentose sessenta e seis à tarde numa certa Vila Algarveenquanto pela duodécima vezeu abanava a cabeçae dizia: - Não sei!Por acasoa mancha desta mentira está.Não sei se é uma medalha.Mas não sai mais.José Craveirinha

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