Mais um debate, desta vez a cinco (quatro).Uma primeira palavra para Jerónimo de Sousa: com a campanha que tem feito, merecia ter participado no debate. Não porque daí adviessem mais votos, mas porque seria um bom culminar de uma campanha competente, que ninguém esperava do novo Secretário-Geral do PCP.Quanto aos oradores:Paulo Portas esteve igual a si próprio. Defendeu por duas vezes o governo como um todo e inúmeras vezes o seu desempenho e o de Bagão Félix. Não mencionou um único ministro do PSD. É nítido já não acreditar em Santana Lopes que, pelo acordo pré-eleitoral assinado, deveria ser o seu candidato a primeiro-ministro.Santana Lopes foi uma inexistência. Subalternizado em relação a Portas, debitou uns números sobre a saúde e sobre as finanças, porque algum assessor o aconselhou a dar alguma credibilidade à sua imagem, através de algum conhecimento técnico. Esteve sem chama, sendo cada vez mais evidente a sua pouca fé na vitória. Uma inovação no discurso: se o PSD tiver maioria absoluta dispensa o PP. Estarei enganado ou o texto do acordo com o PP é diferente?Francisco Louçã exerceu as suas artes de bom orador. Teve o mérito de conseguir atrapalhar Santana, acerca dos benefícios fiscais na fusão de balcões do grupo Totta, que apenas lhe respondeu com dados relativos... ao PS. No restante, ser líder de um partido de contestação é sempre uma tarefa dialecticamente mais fácil.Finalmente, José Sócrates, mais uma vez, cumpriu com as suas obrigações. Não devia ter falado acerca dos benefícios do Totta. Não estava documentado e tentou cavalgar na informação de Louçã. Corrigiu os erros que lhe apontaram no frente-a-frente com Santana: estava mais descontraído, atacou os dois partidos de governo de forma insistente, olhou para as câmaras. Podia ter estado melhor. Só não percebo que trunfos poderia exibir para chegar à maioria.
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Mais um debate, desta vez a cinco (quatro).Uma primeira palavra para Jerónimo de Sousa: com a campanha que tem feito, merecia ter participado no debate. Não porque daí adviessem mais votos, mas porque seria um bom culminar de uma campanha competente, que ninguém esperava do novo Secretário-Geral do PCP.Quanto aos oradores:Paulo Portas esteve igual a si próprio. Defendeu por duas vezes o governo como um todo e inúmeras vezes o seu desempenho e o de Bagão Félix. Não mencionou um único ministro do PSD. É nítido já não acreditar em Santana Lopes que, pelo acordo pré-eleitoral assinado, deveria ser o seu candidato a primeiro-ministro.Santana Lopes foi uma inexistência. Subalternizado em relação a Portas, debitou uns números sobre a saúde e sobre as finanças, porque algum assessor o aconselhou a dar alguma credibilidade à sua imagem, através de algum conhecimento técnico. Esteve sem chama, sendo cada vez mais evidente a sua pouca fé na vitória. Uma inovação no discurso: se o PSD tiver maioria absoluta dispensa o PP. Estarei enganado ou o texto do acordo com o PP é diferente?Francisco Louçã exerceu as suas artes de bom orador. Teve o mérito de conseguir atrapalhar Santana, acerca dos benefícios fiscais na fusão de balcões do grupo Totta, que apenas lhe respondeu com dados relativos... ao PS. No restante, ser líder de um partido de contestação é sempre uma tarefa dialecticamente mais fácil.Finalmente, José Sócrates, mais uma vez, cumpriu com as suas obrigações. Não devia ter falado acerca dos benefícios do Totta. Não estava documentado e tentou cavalgar na informação de Louçã. Corrigiu os erros que lhe apontaram no frente-a-frente com Santana: estava mais descontraído, atacou os dois partidos de governo de forma insistente, olhou para as câmaras. Podia ter estado melhor. Só não percebo que trunfos poderia exibir para chegar à maioria.